Mapa Das Artes http://www.mapadasartes.com.br Mapa Das Artes - O portal de arte brasileiro pt-br Mapa Das Artes http://www.mapadasartes.com.br/img/cid1.gif http://www.mapadasartes.com.br 217 33 ArteBH Feira de Arte Moderna e Contemporânea inaugura em Belo Horizonte http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13266&ncid=1000&pg=0 A primeira edição da ArteBH / Feira de Arte Moderna chega à capital mineira entre os dias 03 e 06/05/18 no Centro Cultural do Minas Tênis Clube, com participação de diversas galerias mineiras e nacionais, que apresentarão ao público obras de artistas renomados como Di Cavalcanti, Volpi, Tomie Ohtake, Amilcar de Castro, Leda Catunda, Roberto Burle Marx, Abraham Palatnik, Cícero Dias, e de artistas da nova geração. O evento promove uma mostra de diferentes galerias de arte de Belo Horizonte e de todo o país. As galerias do circuito 10 Contemporâneo já estão confirmadas para esta primeira edição. São elas: AM Galeria, Beatriz Abi-Acl, Cícero Mafra, Celma Albuquerque, dotART, Lemos de Sá, Manoel Macedo, Murilo Castro e Orlando Lemos. Além das mineiras, a ArteBH conta com a participação de grandes escritórios e galerias de outros estados. Já estão confirmadas a participação dos escritórios e galerias de arte Hilda Araujo, AR, Fólio, Galeria TATO e Chroma, com sede em São Paulo, e RV Cultura e Arte, de Salvador. | Mais informações: ArteBH Feira de Arte Moderna e Contemporânea Minas Tênis Clube Lourdes: r. da Bahia, 2.244 03/05 - pré-abertura para convidados 04 e 05/05, das 14h às 22h. 06/05, das 11h às 19h. Ingressos: R$ 20 (inteira); R$ 10 (estudantes e +60). Gratuito para crianças até 10 anos. Mostra 3M de Arte recebe inscrições para sua 8ª edição http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13265&ncid=1000&pg=0 A 8º Mostra 3M de Arte recebe inscrições até 25/05/18 de artistas com projetos de instalação pública em sua exposição, que ocorre entre setembro e outubro de 2018, no Largo da Batata, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas por artistas residentes no Brasil, ter mais de 18 anos e com até 15 anos de produção artística, contados a partir da primeira exposição em espaços institucionais. O edital oferece até R$ 30.000,00 para a execução do projeto no espaço público e mais R$ 5.000,00 como remuneração direta ao artista ou coletivo. A seleção do trabalho escolhido será feita pelo curador Bernardo Mosqueira e apoio técnico da Elo3, idealizadora e realizadora da Mostra. Em um momento de transformações urbanas e digitais dentro da sociedade, a Mostra 3M compreende a importância de estar em espaços democráticos para a exibição e interação do público com a arte como um agente de diversidade e modificação do espaço social. Por ser um edital destinado ao espaço público espera-se que o artista apresente um trabalho voltado para a estrutura urbana com caráter cultural, social e político do Largo da Batata. A seleção terá ainda como critérios a garantia da exequibilidade; a singularidade e a força da proposta; e a adequação ao contexto espacial e temporal da mostra. | Mais informações e inscrições: www.mostra3mdearte.com.br Marcos Mello promove workshop de experiência Letterpress no Senai http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13264&ncid=1&pg=0 O artista e designer gráfico Marcos Mello promove em 28/04/18, das 08h30 às 17h, o Workshop Experiência Letterpress que visa a contextualização sobre o que é tipografia/letterpress e explanação conceitual sobre composição tipográfica, na Oficina Tipográfica, localizada dentro da Escola Senai Theobaldo de Nigris na Mooca. A exploração da técnica de composição manual (tipos móveis) e experiência com as linotipos para a composição e fundição de linhas (composição mecânica), que resulta na produção de um cartão de visitas e um cartaz, impresso pelos alunos durante o workshop. Cada aluno, no final do workshop, recebe 50 unidades do seu cartão de visita impresso em papel algodão da Moinho Brasil e um cartaz impresso em papel especial da Fedrigoni. | Investimento: R$ 390. Lote 1 – até dia 09/04 = R$ 350,00 (desconto 10%) Lote 2 – até dia 20/04 = R$ 370,00 (desconto 5%) Lote 3 – a partir de 21/04 = preço cheio Inscrições: cursos@oficinatipografica.com.br | Mais informações: Oficina Tipográfica São Paulo – OTSP, Escola SENAI Theobaldo de Nigris, Mooca: r. Bresser, 2.315, próximo a estação Bresser-Mooca do metrô. Casa Fiat de Cultura recebe inscrições para residência artística em Arte Digital http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13263&ncid=1000&pg=0 A Casa Fiat de Cultura recebe inscrições até 29/04/18 para o projeto Residência Artística em Arte Digital – Uma Jornada Colaborativa, com curadoria de Pablo Gobira, professor de pós-graduação em Artes na Escola Guignard. Serão selecionados oito artistas que ficaram imersos entre 14/05/18 e03/06/18 em um espaço de criação na Casa Fiat de Cultura, para produzir obras de arte digital relacionadas ao painel “Civilização Mineira” (1959), de Candido Portinari, acervo do espaço cultural. O programa parte do conceito de “museu fora do museu”, que amplia as experiências artísticas e de criação, a fim de estabelecer uma conexão entre a obra de Portinari e a cidade de Belo Horizonte. O período também inclui uma visita técnica ao Fab Lab do Isvor (Universidade Corporativa da FCA) a ser agendada com o grupo. As obras resultantes da residência serão expostas na Casa Fiat de Cultura durante o mês de julho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas com propostas enviadas para o e-maileducativo@fcagroup.com. O regulamento e o processo de inscrição do programa de seleção estão acessíveis no site www.casafiatdecultura.com.br . Esta iniciativa inédita da Casa Fiat de Cultura integra a programação da 16ª Semana Nacional de Museus, que tem como tema “Museus Hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”. A temporada cultural, que neste ano conta com a participação de mais de mil museus em todo o Brasil, traz uma reflexão sobre o espaço museológico no contexto contemporâneo. | Mais informações: Casa Fiat de Cultura Funcionários: pça. Tel. (31) 3289-8900 – Belo Horizonte - MG www.casafiatdecultura.com.br Elephant Parade recebe inscrições para edição no Rio de Janeiro http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13262&ncid=1000&pg=0 A Elephant Parade recebe inscrições entre 26/04/18 e 25/05/18 para sua edição no Rio de Janeiro. Este ano, os artistas interessados em participar podem enviar suas propostas através do site www.elephantparade.com.br. O evento destina parte de sua verba à preservação dos elefantes asiáticos, causas sociais locais e também remuneram o trabalho dos artistas participantes. A divulgação dos projetos pré-aprovados pelo Comitê de Seleção acontece no dia 31/05/18. | Mais informações: www.elephantparade.com.br. Transborda Brasília Prêmio de Arte Contemporânea recebe inscrições http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13261&ncid=1011&pg= O Transborda Brasília – Prêmio de Arte Contemporânea recebe inscrições entre 16/04/18 a 20/05/18 para a terceira edição do concurso, de artistas visuais que moram e produzem no Distrito Federal e nos municípios que fazem parte da região do Entorno. Serão selecionados 12 trabalhos finalistas, sendo que três dos finalistas receberão prêmios especiais. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.transbordabrasilia.com.br. Cada artista deverá inscrever de três a cinco trabalhos, utilizando qualquer meio e suporte em artes visuais. Serão aceitos desenhos, pinturas, esculturas, performances, instalações, vídeos, videoinstalações, entre outros. É importante ressaltar que dípticos, trípticos e polípticos são considerados obras únicas. A região do Entorno é constituída pelos municípios de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa, no Estado de Goiás, e de Unaí, Buritis e Cabeceira Grande, no Estado de Minas Gerais. As obras serão avaliadas por um júri formado por curadores e críticos de arte, como Agnaldo Farias (SP), Clarissa Diniz (PE), Guga Carvalho (PI), Lisette Lagnado (RJ) e Marilia Panitz (DF). | Mais informações: www.transbordabrasilia.com.br Ateliê Alê realiza bate papo com os artistas da mostra Travessias Assimétricas http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13260&ncid=1&pg=0 O Ateliê Alê realiza em 28/04/18, das 16h às 18h, um bate papo com os artistas participantes da exposição “Travessias Assimétricas: escrita e movimento”, são eles Angela Quinto, Cristina Elias e Débora Daich com mediação da curadora Isabel Villalba. A conversa visa discutir os trabalhos, entre poesia visual, experimental e sonora, da escrita espontânea, enigmática, ilegível, e da pesquisa sobre a memória. A escrita como matéria é colocada no centro de cada uma das obras ao construir, desconstruir, ampliar, reduzir, exibir e ocultar signos e movimentos em uma travessia infinita. Em cartaz no espçao até 26/05/18. | Mais informações: Ateliê Alê Santo Amaro: r. São Sebastião, 570. Prêmio EDP nas Artes recebe inscrições para sua 6ª edição http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13258&ncid=1000&pg=0 O Instituto Tomie Ohtake, com o apoio do Instituto EDP,lançam o edital do 6° Prêmio EDP nas Artes. Idealizada para estimular a produção artística contemporânea, a premiação é voltada para jovens artistas de todo o Brasil, nascidos ou residentes no país há pelo menos dois anos, com idade entre 18 e 29 anos. A iniciativa, além da premiação, contempla uma série de atividades ao longo do ano, como cursos, palestras e workshops em regiões brasileiras onde o acesso à arte contemporânea é mais restrito. Os interessados podem se inscrever até 08/06/18 através do envio de portfólio por meio do site www.premioedpnasartes.institutotomieohtake.org.br. A página disponibiliza ainda uma publicação em formato PDF, com sugestões sobre organização e apresentação de trabalhos de arte. Este material pretende servir como uma das fontes possíveis de consulta acerca do processo de montagem de portfólios. Os dez finalistas recebem o acompanhamento da equipe de jurados para orientar a produção dos trabalhos, oportunidade única a artistas jovens. Além de apoiar o percurso artístico destes selecionados no processo de realização das obras, este acompanhamento implementa os critérios para a escolha dos três vencedores. A premiação se encerra com a exposição dos trabalhos dos 10 finalistas no Instituto Tomie Ohtake, quando, na inauguração em 29/11/18, serão anunciados os três premiados, que receberão bolsas para realizar residência artística no Brasil ou no exterior. Na edição anterior, em 2016, os três premiados foram António Tarsis de Jesus (Salvador, BA); Luisa Puterman (São Paulo, SP); e Van Holanda (Fortaleza, CE). Eles tiveram a oportunidade de ir à Colômbia, Canadá e Portugal para expandirem suas formações. | Mais informações Pinheiros: av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88). Próximo à Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela do Metrô. São Paulo - SP. www.premioedpnasartes.institutotomieohtake.org.br Ateliê Priscila Mainieri realiza ciclo de palestras sobre o Renascimento http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13257&ncid=1&pg=0 O Ateliê Galeria Priscila Mainieri realiza entre 26/04 e 14/06/18, sempre às 19h30, o ciclo de palestras “As Artes No Renascimento”, com orientação do professor Denis Bruza Molino. O século XV na Itália é conhecido tanto pelos humanistas, quanto pelas inovações nas artes. Assim, a pintura se eleva como arte liberal, no que inclui também a geometria, a retórica, a anatomia, a história, como diz Alberti em seu tratado sobre a pintura e replica Leonardo na célebre sentença: a pintura é “cosa mentale”. Aliando essa instrução, o ciclo mensal de palestras propõe uma aventura visual através da pintura de quatro mestres italianos, considerando seus aspectos técnicos, como o desenho, claro-escuro, e a composição, bem como os estilísticos, de modo a traçar um panorama da época que repercutem na cultura ocidental até mesmo nas vanguardas artísticas do século XX. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail contato@ateliepriscilamainieri.com.br ou (11) 3031-8727 / 99609-3230. Investimento por palestra: R$ 80. As quatro palestra: R$ 270. Confira o cronograma: 22/03, às 19h30: Piero della Francesca (disponível em vídeo). 26/04, às 19h30: Botticelli 24/05, às 19h30: Leonardo da Vinci 14/06, às 19h30: Michelangelo | Mais informações: Vila Madalena: r. Isabel de Castela, 274 www.ateliepriscilamainieri.com.br Marcelo Silveira e Cristina Huggins lançam livro na Torre Malakof http://mapadasartes.com.br/curtas.php?id=13256&ncid=1018&pg= O artista Marcelo Silveira e a pesquisadora Cristina Huggins lançam em 02/05/18, às 19h, o livro “Ouvi dizer...”, na Torre Malakoff, em Recife. A publicação, patrocinada pelo Funcultura, marca a conclusão de uma sequência de projetos interligados que vêm sendo desenvolvidos desde 2013 pelos dois artistas. Trata-se de uma documentação simbólica dos dois projetos anteriores (Você lembra da Escada da Felicidade? e Nomes), que têm como fio condutor a memória e que se relacionam com a comunidade do Alto do Cruzeiro, em Gravatá, onde Marcelo mantém um ateliê há mais de 30 anos. A Escada da Felicidade foi o ponto de partida de todo esse processo. O projeto, ligado à área de arte e patrimônio, tinha como objetivo reavivar a história da escadaria construída, em 1953, com o intuito de facilitar o acesso ao Alto do Cruzeiro. Os autores procuraram ouvir moradores que haviam presenciado a construção da escadaria e outros que tiveram um contato mais recente com ela. A todos foi feita a mesma pergunta: “Você se lembra da Escada da Felicidade?”. A partir dessas respostas, Marcelo e Cristina produziram uma série de lambe-lambes que foram espalhados pela comunidade do Alto do Cruzeiro, algumas serigrafias, e um grande painel de madeira articulado com as fotos e depoimentos dos 12 entrevistados. Esse material foi exibido no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, entre maio e junho de 2014, e, em Gravatá, por meio de totens, em vários pontos da cidade. Além do lançamento, os artistas exibem as obras apresentadas em uma mostra, que fica em cartaz até 27/05/18, homônima ao livro. | Mais informações: Torre Malakoff Centro: pça. do Arsenal, s/n – Recife (PE). National Geographic convida historiador para contar sobre passado colonialista http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2602&pg=0&ncid=1 O historiador afro-americano John Edwin Mason, especialista em raça e fotografia, falou com o jornalista Ben Davis sobre o mandato de investigar o arquivo da National Geographic para avaliar a conturbada história da famosa revista na edição de abril. A pesquisa avalia o contexto histórico que moldou a National Geographic e como os movimentos sociais da década de 1960, principalmente na África, transformaram lentamente sua cobertura - assim como, pouco a pouco, os movimentos sociais do presente parecem estar remodelando sua cobertura nos dias de hoje. Matéria de Ben Davis publicada originalmente no site do Artnet (artnet.com), em 21/03/18. Livro reúne obras e revê trajetória de Guido Totoli http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2601&pg=0&ncid=1 O artista completou 80 anos em 2017 e agora ganha um livro, "Arte em Quatro Dimensões", escrito e organizado por Emanuel von Lauenstein Massarani. O lançamento será nesta terça-feira, 24/4, no Shopping JK Iguatemi, às 18h30. Artigo de Pedro Rocha para o jornal "O Estado de S. Paulo" editado em 24/04/2018. De Banksy à quadra de basquete colorida: guia de arte pública para ver em NY http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2600&pg=0&ncid=1 Apesar da nevasca de março, a primavera chegou oficialmente esta semana em New York. Enquanto o clima mais quente não chega, a artnet News reuniu um guia prático para toda a arte pública em exibição nos próximos meses. Matéria de Sarah Cascone, publicada no site do Artnet (artnet.com), em 23/03/18. Estátua de Mary McLeod Bethune substituirá um general confederado nos EUA http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2599&pg=0&ncid=1 A líder e educadora dos direitos civis Mary McLeod Bethune (1875 - 1955) será a primeira afro-americana a ser homenageada com um monumento no National Statuary Hall do Capitólio dos EUA, em Washington, D.C. Bethune será uma das dez mulheres a aparecer entre as 100 figuras, e ainda substituirá Edmund Kirby Smith. "Escolher sua imagem para o salão envia um poderoso sinal para o mundo que os habitantes da Flórida reconhecem a rica história de nosso estado e sua diversidade atual", disse o senador estadual Perry Thurston, que patrocinou o projeto. Matéria de Sarah Cascone, publicada originalmente no site do Artnet (artnet.com), em 21/03/18. A identidade pelo trabalho: A fotografia de Assis Horta http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2598&pg=0&ncid=1 A carteira profissional trouxe mais do que uma formalização para o emprego no Brasil. Criou uma identidade para o trabalhador. Para muitos, foi o primeiro registro de sua imagem: o artigo 16 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1º de maio de 1943, determinava que a carteira deveria contemplar, entre outros itens, uma \"fotografia, de frente, modelo 3 x 4\". Pioneiro nesse registro, Assis Horta, hoje com 95 anos, fez nos anos 1940 centenas de retratos de trabalhadores. Artigo de Vitor Nuzzi , editado em 10/01/2014 no portal Rede Brasil Atual (http://www.redebrasilatual.com.br). Fotógrafo mineiro Assis Horta morre aos 100 anos em Belo Horizonte http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2597&pg=0&ncid=1 Assis Horta foi um gênio criador de um dos mais relevantes acervos fotográficos deste país no século 20. A mostra “Assis Horta: Retratos” (2015) teve curadoria de Guilherme Horta (que não é parente do fotógrafo) e reuniu mais de 200 fotografias em preto e branco, de operários que pela primeira vez foram fotografados por Assis Horta, em 1943, quando o presidente Getúlio Vargas tornou obrigatória a Carteira Profissional com foto, após a implantação da CLT Governo de SP contrata pintura de R$ 85 mil para retrato de José Serra http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2596&pg=0&ncid=1 Contrato foi publicado no Diário Oficial nesta quarta (18/04). Palácio diz que serviço é amparado por lei e obra fará parte de galeria de ex-governadores. A obra, que já está pronta, será inaugurada nos próximos dias e ficará exposta no primeiro andar do Palácio dos Bandeirantes. Matéria publicada originalmente no portal do G1 (g1.com), em 19/04/18. Galeristas mulheres definem a cena de arte brasileira http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2595&pg=0&ncid=1 Por trás das festividades da maior feira de arte da América do Sul, a SP-Arte, está está um pequeno grupo de galeristas que construíram a fundação sobre a qual toda a cena é construída. Raquel Arnaud, Luisa Strina, Nara Roesler, Marilia Razuk, Vilma Eid, Márcia Fortes e Luciana Brito foram pioneiras da arte contemporânea no Brasil, muito antes do mundo perceber. Matéria de Sara Roffino publicada originalmente no site do Cultured Mag, (www.culturedmag.com/brazil-art-galleries). Moscou envia a Londres um Monet para exposição na National Gallery http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2594&pg=0&ncid=1 Apesar das tensões políticas, o Museu de Pushkin em Moscou emprestou o quadro “Boulevard des Capucines, Paris”, de Claude Monet, para participar da mostra "Monet and Architecture" na National Gallery de Londres. A obra de 1873 fará parte dos 70 trabalhos que retratam as cenas de rua de Paris, as Casas do Parlamento, o Palácio Ducal e os elegantes hotéis à beira-mar em Trouville. Um porta-voz da National Gallery disse que está satisfeito que os colegas do museu russo tenham emprestado o trabalho, “o que demonstra que a cultura transcende todas as fronteiras”. Matéria de Javier Pes para o portal do Artnet (www.artnet.com), em 06/04/18. Caixa Cultural Rio vai fechar as portas http://mapadasartes.com.br/noticias.php?id=2593&pg=0&ncid=1 O Governo Federal vai fechar o espaço que inclui dois cinemas, três galerias, um teatro e uma livraria, na região central do Rio de Janeiro. A programação já agendada para este ano deve ser levada ao outro espaço da Caixa, na Avenida Chile. Matéria de Maria Fortuna publicada originalmente no site do jornal “O Globo”, em 18/04/18. Roubo no Museu del Sannio em Benevento, Itália http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=204&ncid=1000&pg=0 Autoridades italianas anunciaram um roubo do Museo del Sannio em Benevento, na Itália. O roubo parece ter ocorrido por volta das 02h da manhã de quarta-feira, 22 de março de 2018. De acordo com relatos iniciais, um alarme foi acionado pela abertura da porta de emergência com vista para a Piazza Arechi, em frente ao Conservatório, mas sinais de roubo ou arrombamento não foram encontrados no momento da vistoria, e o incidente foi mal interpretado como um alarme O museu detectou o roubo na tarde do dia seguinte, quando o pessoal, analisando o alarme falso de forma errônea, descobriu fragmentos de cerâmica quebrados espalhados pelo chão nas proximidades de uma área de armazenamento localizada no prédio da Piazza Santa Sofia. Talvez assustado quando o alarme soou, o grupo de ladrões deixou para trás um contêiner já empacotado, onde colocaram outros objetos que pretendiam remover e em sua partida apressada aparentemente derrubaram e danificaram mais de uma dúzia de outras peças armazenadas no mesmo depósito. A chefe do Museu de Gestão da Província de Benevento, Gabriella Gomma, entregou um inventário preliminar de objetos roubados para as autoridades da Polícia Estadual em Benevento e uma lista abrangente deve ser concluída até segunda-feira, 26 de abril. Os relatórios iniciais indicam que alguns dos vinte vasos já identificados como desaparecidos, incluem achados arqueológicos que remontam ao período helenístico (323 - 31 aC). | Matéria publicada originalmente no site do Art Crime (www.art-crime.blogspot.com.br), em 25/03/18. Itaú Cultural fará seminário sobre combate ao furto de obras de arte http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=203&ncid=1000&pg=0 O Itaú Cultural fará em maio um seminário internacional sobre as legislações que regulam o trânsito e a venda de obras de arte no mundo. Um dos objetivos é o de apontar melhorias para as listas de peças furtadas mantidas atualmente no Brasil. O encontro tem parcerias do MinC, do Itamaraty, da Unesco e do Icom (Conselho Internacional de Museus). O evento ocorrerá após o caso, revelado pela Folha, em que gravuras furtadas da Biblioteca Nacional acabaram sendo compradas e expostas pelo Itaú Cultural. A instituição devolveu as obras quando elas foram identificadas. # Coluna de Mônica Bergamo para o jornal "Folha de S. Paulo" em 07/04/2018 Obras expostas no Itaú foram furtadas da Biblioteca Nacional, diz perícia http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=202&ncid=1000&pg=0 As gravuras de Emil Bauch que ficaram expostas por quatro anos no Itaú Cultural eram roubadas da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. O resultado da perícia realizada por especialistas foi revelado às 12h35 desta sexta (23), em entrevista coletiva na sede da instituição carioca. O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, que entregou as obras para a vistoria técnica no dia seguinte em que a Folha revelou o caso (13 de março), veio de São Paulo para participar da coletiva. As oito gravuras que representam o Recife, impressas na Alemanha em 1852, foram furtadas pelo ladrão Laéssio Rodrigues de Oliveira em 2004. Segundo carta que ele enviou à Folha no início de março, o ladrão as vendeu ao colecionador Ruy Souza e Silva, ex-marido de Neca Setubal, herdeira do banco Itaú. Souza e Silva vendeu oito gravuras de Bauch ao Itau Cultural em 2005. Ao jornal, Souza e Silva negou ter comprado as obras de Laéssio e disse que elas foram adquiridas na loja londrina Maggs e Bros. e ao repassá-las ao instituto, apresentou um recibo de novembro de 2004. O recibo não especifica quais são as obras adquiridas. Diz "série de gravuras brasileiras". Contatada, a loja londrina informou não ter mais detalhes da transação, feita há quase 14 anos. # Artigo de Ivan Finotti editado no jornal "Folha de S. Paulo" em 23/03/18. Caravaggio roubado em 1969 foi para a Suíça? http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=201&ncid=1000&pg=0 Investigadores italianos estão seguindo uma nova pista na esperança de resolver um dos mais notórios crimes de arte dos últimos 50 anos: o roubo de “Nativity with St. Francis and St. Lawrence” (1600) de Caravaggio de um oratório barroco em Palermo, Sicília, em outubro de 1969. Em testemunho da comissão permanente do parlamento italiano sobre crime organizado, revelada recentemente no jornal La Repubblica, o membro da máfia que se transformou em informante, Gaetano Grado, disse que a pintura foi inicialmente roubada por pequenos criminosos. A cobertura de imprensa subseqüente do roubo alertou a máfia para a importância da pintura e o seu potencial valor. A organização criminosa informou que desejava receber o trabalho e o Caravaggio foi devidamente apresentado a Gaetano Badalamenti, o chefe da Comissão da Máfia da Sicília, conhecido como Cúpula, que regula as disputas entre as famílias da máfia concorrentes, disse Grado. Badalamenti então vendeu o trabalho a um negociante suíço, que viajou à Palermo para finalizar o negócio, disse Grado, acrescentando que Badalamenti lhe disse que a pintura seria cortada em pedaços para transportá-la ao exterior. Quando mostrou fotografias de vários concessionários suíços, Grado identificou o que ele afirma ter comprado o Caravaggio de Badalamenti. O nome do revendedor em questão, agora falecido, não foi divulgado. Rosy Bindi, chefe da comissão governamental sobre crime organizado, disse que espera "cooperação internacional" na investigação da nova informação. O testemunho de Grado foi compartilhado com as autoridades sicilianas. A máfia afirma O roubo do Caravaggio, que está incluído na lista dos dez principais crimes de arte do FBI, apareceu no testemunho de inúmeros informantes da máfia. A informação fornecida variou desde o improvável até o absurdo. Houve afirmações de que a pintura foi mantida pela mafia para exibição em suas reuniões, que foi armazenada em um estábulo e foi comida por camundongos, que foi irremediavelmente danificada durante seu roubo e depois destruída, e até mesmo que foi usada como um tapete de cabeceira por um chefe de mafia. | Matéria de Giusi Diana publicada originalmente no site do ArtNewsPapaer (www.theartnewspaper.com/news), em 27/02/18. Obras sobre suspeita http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=200&ncid=1000&pg=0 Após a denúncia de que a Coleção Brasiliana, do Itaú Cultural, pode estar abrigando gravuras raras roubadas da Biblioteca Nacional, o diretor da instituição paulista, Eduardo Saron, veio ao Rio ontem para colocar as obras à disposição da perícia da instituição carioca. Saron trouxe oito pranchas criadas pelo artista viajante alemão Emil Bauch (1823-1874) e suspeitas de pertencerem ao álbum “Souvenirs de Pernambuco”, impresso em 1852. Imagens semelhantes foram furtadas da Biblioteca Nacional em 2004 por Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado o maior ladrão de obras raras do Brasil e atualmente preso na penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, Baixada Fluminense. A acusação foi feita pelo próprio Laéssio, em carta enviada à “Folha de S.Paulo”, na qual descreve como realizou o roubo e afirma ter vendido as obras ao colecionador Ruy Souza e Silva, exmarido de Neca Setubal, herdeira do Itaú. Souza e Silva, que vendeu as gravuras de Emil Bauch ao Itaú Cultural em 2005, nega. A dúvida permanece por serem poucas as coleções completas de “Souvenirs de Pernambuco” no Brasil. Ao saber do caso, Saron disse ter ligado imediatamente para Helena Severo, presidente da Biblioteca Nacional, para combinar o transporte das obras ao Rio, para a perícia. — A origem do problema está em 2004, quando cerca de 1.200 obras do acervo da biblioteca foram furtadas, entre elas as obras do Emil Bauch — diz Helena Severo. — No mês passado, o Laéssio enviou uma carta para a gente, de 14 páginas, detalhando como teria roubado as obras. Tudo foi encaminhado para a Polícia Federal, que já investigava o caso. Agora, as obras pertencentes ao Itaú Cultural ficam em comodato conosco por cinco dias úteis, para que seja verificado se são as mesmas. A perícia será feita por técnicos do setor de Iconografia da Biblioteca em parceria com o Iphan. Eles irão verificar dobras, características do papel, e a forma como as obras foram arrancadas do álbum para confirmar se elas batem com o “Souvenirs de Pernambuco” da instituição. O laudo seguirá para a Polícia Federal. Caso seja comprovado que pertencem ao órgão carioca, elas serão devolvidas à seção de obras raras. O Itaú Cultural firmou também um termo de compromisso para que técnicos da Biblioteca Nacional verifiquem, em todo o seu acervo, em São Paulo, se há mais alguma obra suspeita de ter sido furtada. — Sabemos que são múltiplos e temos evidências que confirmam a origem das obras. Ainda assim procuramos a Biblioteca Nacional e nos oferecemos para trazer as gravuras ao Rio para dirimir qualquer dúvida. — afirma Eduardo Saron. — Quem sabe esta experiência não possa provocar políticas públicas para o setor, novos modelos de governança para a compra e o trânsito das obras de arte? Curiosamente, Laéssio Rodrigues de Oliveira é tema de um documentário que esteve em cartaz até ontem no Rio e em São Paulo. “Cartas para um ladrão de livros”, dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, conta a história do homem de 45 anos, preso no ano passado após um roubo ao Museu Nacional. — Ele é de uma amoralidade total e isso incomoda muita gente. Debocha de todo mundo, inclusive dele próprio — define Barros. — O Laéssio quer ver o circo pegar fogo. O filme é sobre a vaidade dele, sobre alguém que quer deixar uma marca no mundo, mesmo que por vias tortas. Um dos advogados do criminoso, Eduardo Joaquim Miranda da Silva diz que não tinha conhecimento do teor das cartas enviadas pelo cliente: — O Laéssio está sempre mandando correspondências. É um cliente difícil, porque é muito espontâneo. Procurada, a Polícia Federal informou que não comenta investigações em andamento. Colaborou Nina Afinco, de São Paulo. # Artigo de Nelson Gobbi e Alessandro Giannini para o jornal "O Globo" em 15/03/2018. Biblioteca Nacional vai periciar cerca de 30 gravuras do Itaú Cultural http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=199&ncid=1000&pg=0 O Itaú Cultural e Biblioteca Nacional do Rio firmaram na quarta (14) um acordo no qual cerca de 30 outras gravuras do instituto paulista poderão passar por perícia ainda neste mês. A suspeita é que possam ter sido furtadas da instituição carioca e incorporadas ao acervo da coleção Brasiliana, mantida pelo banco. “Existem entre 27 e 30 obras que identificamos no catálogo da coleção”, afirmou a presidente da Biblioteca, Helena Severo. “Gravuras semelhantes [às que serão submetidas a perícia] foram levadas daqui, mas é preciso análise cuidadosa, porque gravura não é obra única. Acertamos essa colaboração em conjunto.” Segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, que foi pessoalmente ao Rio na quarta levar as oito gravuras de Emil Bauch que poderiam ser as furtadas da Biblioteca em 2004, “o termo está sendo elaborado pelos advogados e pode ser assinado já na semana que vem”. “Como instituição privada, vamos pagar passagens e hospedagens e, assim, facilitar a vinda das técnicas da Biblioteca Nacional a São Paulo. Esperamos que isso possa se tornar uma nova norma ou diretriz que aponte o caminho para tratarmos de obras raras no Brasil.” A Folha publicou na edição desta quarta (14) reportagem sobre as suspeitas em torno das obras de Bauch, elaborada a partir de carta enviada ao jornal pelo ladrão Laéssio Rodrigues de Oliveira. Na missiva, Laéssio afirmava que as gravuras feitas pelo artista alemão em 1852 e hoje pertencentes ao acervo do Itaú Cultural eram as mesmas oito que ele havia subtraído da Biblioteca Nacional há 14 anos. # Artigo de Ivan Finotti paar o jornal "Folha de S. Paulo" em 15/03/2018. Itaú Cultural afirma nunca ter sido questionado sobre obras de Emil Bauch http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=198&ncid=1000&pg=0 Em nota de esclarecimento enviada à Folha, o instituto Itaú Cultural afirma que está colocando as obras à disposição para perícia. "A Coleção Brasiliana Itaú foi constituída em linha com os preceitos que norteiam o trato do patrimônio histórico e cultural brasileiro. As oito litografias de Emil Bauch a que se refere a reportagem da 'Folha de S.Paulo' estão inseridas nesse contexto. Importante registrar que a grande maioria das obras integrantes da Coleção Brasiliana Itaú, incluindo as litografias de Emil Bauch, não são exemplares únicos. Ao contrário, são livros, gravuras e registros visuais que compõem ou compuseram edições de livros e outras publicações das quais existem múltiplos exemplares em circulação no Brasil e exterior. As litografias mencionadas foram adquiridas do pesquisador Ruy Souza e Silva, que informou tê-las comprado de tradicional casa inglesa, especializada na comercialização de livros e manuscritos raros, conforme consta de documentos relacionados a tais peças, fato este confirmado por auditoria realizada no acervo em 2016. Em 2009, o Itaú Cultural iniciou um amplo conjunto de ações para democratizar o acesso e dar visibilidade à sua coleção, tornando-a acessível a pesquisadores, colecionadores e ao público em geral. Entre essas ações, destacam-se o lançamento do livro 'Brasiliana Itaú - Uma Grande Coleção Dedicada ao Brasil', a realização de exposições da coleção em seis capitais do país e, a partir de 2014, a instalação de uma mostra permanente no espaço Olavo Setubal, no Itaú Cultural. Essas iniciativas já alcançaram mais de 450 mil pessoas. O Itaú Cultural firmou ainda, em 2015, parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles para a criação de um portal na internet, com o objetivo de apresentar ao público as coleções brasilianas existentes no país. O portal foi ao ar em 2017 e as obras de Emil Bauch figuram entre as peças exibidas na plataforma. Essas ações reafirmam a boa-fé e a lisura da instituição. Desde que tiveram início os esforços de dar publicidade ao seu acervo, o Itaú Cultural não foi contatado por qualquer instituição pública ou privada para questionar a origem de suas obras. Após ser informado pela 'Folha de S.Paulo' da existência de questionamento sobre a origem das litografias de Bauch, o Itaú Cultural imediatamente entrou em contato com a Biblioteca Nacional e, em seguida, enviou ofício à instituição colocando as obras à disposição para verificação. O Itaú Cultural tem todo o interesse em dirimir as dúvidas surgidas em torno das obras de Bauch e vai trabalhar em estreita colaboração com a Biblioteca Nacional para esclarecer os fatos." # Artigo do jornalista Ivan Finotti para o jornal "Folha de S. paulo" em 14/03/18 Colecionador nega ter comprado obras de ladrão http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=197&ncid=1000&pg=0 Responsável pela venda das oito gravuras de Emil Bauch para o Itaú Cultural em 2005, o colecionador Ruy Souza e Silva afirma que as adquiriu de uma loja londrina no ano anterior, e não do ladrão Laéssio Rodrigues de Oliveira, como este diz em carta enviada à Folha há duas semanas. Souza e Silva, ex-marido de Neca Setubal e ex-genro do banqueiro Olavo Setubal (1923-2008), e Laéssio já haviam se cruzado algumas vezes anteriormente. Em 2007, em uma investigação da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, Souza e Silva espontaneamente devolveu uma série de obras que instituições listaram como tendo sido roubadas. O então procurador da República Carlos Aguiar diz que chegou a quebrar seu sigilo bancário, mas que não houve denúncia por entender que houve boa-fé na devolução. Souza e Silva diz que, recentemente, Laéssio, ao sair de um de seus períodos de prisão, teria tentado extorquir recursos dele. Por e-mail, o colecionador deu entrevista ao jornal. Folha - Recebemos carta de Laéssio Rodrigues de Oliveira sobre o roubo de gravuras de Emil Bauch da Biblioteca Nacional do Rio em 2004. Ali, ele descreve detalhes não conhecidos do público, os quais chequei com a Biblioteca e foram comprovados. Na carta, ele diz que vendeu as gravuras ao senhor. Isso é possível? Ruy Souza e Silva - Isso não ocorreu. Não comprei essas gravuras de Laéssio. As gravuras foram adquiridas em Londres na centenária loja Maggs Bros. Além disso não se trata de obras únicas. São obras múltiplas. Há várias gravuras idênticas a essas em instituições e em coleções particulares no Brasil. O Itaú Cultural forneceu documento da Maggs Bros, que diz que o sr. adquiriu um "album of engravings of Brazil" em 9 de novembro de 2004. O recibo não especifica se são de Bauch. O sr. se lembra se são? Sim. O recibo diz respeito às gravuras de Bauch, que foram por mim adquiridas em 2004 junto à Maggs. Como não são assinadas nem reproduzidas nos livros de referência que a loja possuía, para a Maggs as gravuras eram anônimas. Daí o motivo de tê-las descrito na fatura simplesmente como "Álbum de gravuras do Brasil". Eu sabia que eram de Bauch, por isso as adquiri. Em 2007, o sr. se apresentou voluntariamente e devolveu obras que havia comprado de Laéssio. Por quê? Nenhum colecionador sério tolera a ideia de ter obras roubadas em seu acervo. É como se lhe queimassem as mãos. Tão logo soube da coincidência entre certas peças que as instituições listaram como roubadas e algumas peças que eu havia adquirido recentemente em leilões no Brasil, pela simples desconfiança de que pudessem se tratar das mesmas, resolvi devolvê-las imediatamente, sem buscar qualquer reparação. Laéssio tentou extorquir recursos do sr.? Como isso está? Sim. É verdade, estou movendo uma queixa-crime por calúnia contra Laéssio. Recebi várias cartas manuscritas dele ameaçando me chantagear, dizendo que vai revelar à imprensa que peças que ele furtou fazem agora parte de importantes acervos. O processo que movo contra Laéssio aguarda julgamento em primeira instância. Nesse ínterim (em 2017), Laéssio foi pego (filmado pelas câmeras de segurança) roubando duas bibliotecas públicas (FAU e Faculdade de Direito, ambas da USP) e, no momento, encontra-se preso preventivamente na penitenciária de Japeri, condenado a 10 anos e 7 meses pelo roubo perpetrado em 2004 no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Foi também condenado pelo roubo no Palácio do Itamaraty a pena de reclusão de 5 anos em regime fechado e ao pagamento de reparação de danos de R$ 1.455. É bom que fique preso por longo tempo, pois não perde oportunidade de gabar-se de que, se for solto, voltará a cometer crimes semelhantes às dezenas que já praticou. # Artigo do jornalista Ivan Finotti para o jornal "Folha de S. Paulo" em 14/03/2018 Ladrão diz que obras hoje no Itaú Cultural são da Biblioteca Nacional http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=196&ncid=1000&pg=0 Laéssio Rodrigues de Oliveira, ladrão confesso de obras raras, afirma que oito gravuras da coleção Brasiliana do Itaú Cultural são as mesmas que ele furtou há 14 anos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Há cerca de 15 dias, a Folha recebeu de Laéssio, atualmente preso em Japeri, no estado do Rio, uma carta manuscrita, de 16 páginas, na qual detalha esse e outros furtos de centenas e centenas de obras, fotos e gravuras de diversas instituições brasileiras. Das oito obras que Laéssio menciona, seis estão em exposição permanente no espaço Olavo Setubal, no quinto andar do prédio da instituição na av. Paulista, 149. A Brasiliana é uma coleção de documentos e obras de arte sobre a história do Brasil. As obras roubadas pertencem ao álbum "Souvenirs de Pernambuco", composto de 12 gravuras de autoria do alemão Emil Bauch, impressas na Europa em 1852. Apesar de gravuras não serem obras únicas —e sim cópias de uma tiragem, como livros—, até 2004 havia apenas duas coleções completas dos "Souvenirs de Pernambuco" no Brasil: uma na Biblioteca Nacional e outra no Instituto Ricardo Brennand, em Recife. Logo após o furto na Biblioteca Nacional, em 2004, Laéssio foi preso (por outro roubo, do Museu Nacional do Rio) e apareceu nos jornais estampado como o maior ladrão de obras raras do país. Funcionárias da biblioteca o reconheceram, foram checar o que ele pesquisou e notaram a falta de quatro obras de Bauch no álbum "Souvenirs". O álbum foi colocado em um cofre por 13 anos. Foi aberto no ano passado, quando uma nova vista detectou que outras quatro gravuras eram cópias, elevando assim o furto para oito. A reportagem soube disso pela carta de Laéssio e confirmou a informação com a Biblioteca Nacional. As oito gravuras que faltam são idênticas às oito que o Itaú possui. "Sei que o Itaú Cultural tem obras de Bauch", diz a presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo. "Mas não nos compete fazer a afirmação de que são nossas. Isso compete à Polícia Federal, a quem passamos todas as informações. Uma perícia, que analisaria papel, desgaste, dobramento, marcas etc, poderia dar a certeza. Está entregue à Delemaph [órgão federal que investiga crimes contra o Patrimônio Histórico]." Em sua nota de esclarecimento, o Itaú Cultural afirma não ter sido contatado "por qualquer instituição pública ou privada para questionar a origem de suas obras". Isso apesar de a Polícia Federal ter essas informações desde o ano passado. O delegado Márcio Manoel da Cunha, encarregado do caso, afirmou à reportagem que preferia não dar informações para não atrapalhar as investigações. A PF, em seguida, informou que "não comenta e não concede entrevistas sobre investigações em andamento". O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, disse que entrou em contato com a presidente da Biblioteca Nacional assim que terminou sua entrevista com a Folha, na semana passada. "Estamos absolutamente à disposição para levar as obras a eles para análise técnica. Sabemos que são múltiplos [obras impressas], mas não queremos oferecer nenhuma dificuldade de acesso à Biblioteca." O MEDIADOR Na carta que enviou ao jornal, Laéssio Rodrigues de Oliveira afirma que vendeu as oito gravuras da Biblioteca Nacional a Ruy Souza e Silva, colecionador e ex-marido de Neca Setubal, filha de Olavo Setubal. Efetivamente, Souza e Silva arregimentou diversas obras para a coleção Brasiliana, inclusive na Europa, e as revendeu ao Itaú, que montava sua coleção. Mas nega categoricamente ter comprado as obras roubadas. "Isso não ocorreu. Não comprei essas gravuras de Laéssio. As gravuras foram adquiridas em Londres na centenária loja Maggs Bros.", respondeu ele à Folha (leia aqui entrevista completa). O Itaú Cultural forneceu dois documentos de procedência. O primeiro deles é um recibo da compra de Ruy Souza e Silva na loja Maggs Bros em 9 de novembro de 2004. Nele, lê-se a transação de um "album of engravings of Brazil" (álbum de gravuras do Brasil), sem especificar o autor ou o número dessas gravuras. O único detalhe que traz é que certifica que os bens têm mais do que cem anos. O segundo documento é a venda de Souza e Silva para o Itaú em 17 de janeiro de 2005, ali, sim, especificando serem oito gravuras de Bauch feitas em Pernambuco. Em 2007, devido a um inquérito ao qual Laéssio respondia na Justiça do Rio, Ruy Souza e Silva espontaneamente devolveu uma série de obras que havia adquirido. "Pela boa-fé, ele não foi denunciado no inquérito", disse o procurador Carlos Aguiar, do Ministério Público do Rio de Janeiro. CRONOLOGIA DO CASO 2004 - Laéssio de Oliveira subtrai oito gravuras de Emil Bauch da Biblioteca Nacional, mas só o furto de quatro é notado nov.2004 - Ruy Souza e Silva compra um álbum de gravuras brasileiras na Maggs Bros., em Londres jan.2005 - Souza e Silva vende oito gravuras de Emil Bauch para o Itaú Cultural 2014 - O Itaú Cultural inaugura sua mostra permanente, exibindo seis das oito gravuras 2017 - A Biblioteca Nacional nota que outras quatro obras de Bauch haviam sido furtadas em 2004 2018 - Laéssio escreve à Folha Trecho da carta do ladrão Carta Laéssio “Desta feita, uma das obras que eu consegui subtrair foi parte do conjunto das lâminas do raríssimo álbum litografado ‘Souvenirs de Pernambuco’, de autoria do alemão Emil Bauch, que foi editado na Alemanha em 1852. Das 12 lâminas iconográficas do referido livro, eu apenas tive tempo de trocar 8 delas, através de uma cópia mui grosseira.” # Artigo do jornalista Ivan Finotti para o Jornal "Folha de S. Paulo" em 14/03/2018 Roubo na Pinacoteca Comunale di Faenza, Itália http://mapadasartes.com.br/pegaladrao.php?id=195&ncid=1000&pg=0 Desaparecida na manhã de quinta-feira, 01 de março de 2018, uma pequena pintura, datada de 1200, atribuída ao Maestro de Faenza, foi reportada como roubo na Pinacoteca Comunale di Faenza. O Museu mais antigo de Faenza, fundado em 1797, quando o município comprou a coleção de arte de Giuseppe Zauli, a coleção da Pinacoteca abrange pinturas e esculturas desde o século XIII até ao século XVIII. O painel roubado, de Maestro di Faenza, retrata duas cenas: a crucificação de Cristo na parte superior e sua descida ao limbo no fundo. O painel emoldurado estava em exibição pública no Salão do Portal, onde foi pendurado ao lado do Crocefisso del Maestro Francescano, na Galeria 6. De acordo com um relatório do diretor da Pinacoteca, Claudio Casadio, o roubo foi descoberto durante uma vistoria feita pela equipe na manhã da segunda-feira, que descobriu o quadro vazio e a montagem do painel descartado onde a arte foi pendurada. Dado o pequeno tamanho da pintura, a obra de arte pode ter sido escondida sob uma roupa de inverno, em algum momento durante o horário de funcionamento do museu, embora a data do próprio roubo ainda não esteja clara. Este é o terceiro roubo de arte sacra na Itália no período de uma semana. Os três furtos ocorreram na região de Emilia-Romagna. Durante um serviço religioso do início da manhã na Chiesa del Suffragio em Rimini, um ladrão ou ladrões roubaram a coroa e o véu de uma Madonna Nossa Senhora das Dores, uma estátua que remonta ao século 18 da nave principal da Igreja. O roubo aparentemente ocorreu enquanto a missa estava ocorrendo em uma pequena capela lateral adjacente. Um roubo quase idêntico também foi feito na Catedral de Cervia, na província de Ravenna, onde a coroa que adornava uma estátua de Nossa Senhora do Fogo, também desapareceu. Dois desses roubos, o de Faenza e Cervia ocorreram na província de Ravenna. O terceiro roubo em Rimini ocorreu em uma cidade costeira na mesma região (Emilia-Romagna). O diretor Claudio Casadio acredita que o roubo de sua galeria é indiscutivelmente um roubo para ordem, dado que o objeto está bem documentado em registros públicos e seria irresistível no mercado da arte lícita. Se sua suposição é correta e, juntamente com esses outros dois roubos, os eventos em cadeia parece ilustrar uma estrutura organizacional interessante para uma série coordenada de roubos, provavelmente comprometidos com a manutenção do mercado negro de arte religiosa. O roubo está sendo investigado pelo Carabinieri. | Matéria publicada no blog Art Crime (art-crime.blogspot.com.br) em 02/03/18. Edital Seleção de Projetos – 8ª Mostra 3M de Arte São Paulo | 2018 http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=593&pg=0&ncid=1 Inscrições abertas até 25/05/18. Edital de Ocupação da Estação Arte 2018 | Ponta Grossa (PR) http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=592&pg=0&ncid=1 Inscrições aberta até 07/03/18. Bienal de Arte Digital - Festival de Arte Digital (FAD) | 2018 http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=591&pg=0&ncid=1 Confira os selecionados. 29º Salão Internacional de Humor 2017 | Volta Redonda (MG) http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=590&pg=1&ncid=1 O edital recebe inscrições até 08/11/17 nas modalidades de cartum, charge, caricatura e HQs, sob o tema “Operação Lava a Jato”. Ocupação de Bibliotecas Públicas Estadual de Minas Gerais | 2017- BH http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=589&pg=0&ncid=1 Inscrições abertas até 22/11/17. Edital Exposições Pinacoteca da UFV - Viçosa (MG) | 2018-2019 http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=588&pg=1&ncid=1 Inscrições até 22/10/17 Residência Artística Fábrica.Lab Museu Vale | Vitória - ES http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=587&pg=1&ncid=1 Inscrições prorrogadas até 20/09/17. 9° Salão dos Artistas Sem Galeria 2017/2018 http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=586&pg=0&ncid=1 As exposições das obras dos artistas selecionados em duas galerias de São Paulo (entre 15/01/18 e 24/02/18), simultaneamente, e em Belo Horizonte (de 10/3 a 20/4/18). 26º Salão de Arte do CCBEU – MABEU Primeiros Passos | Belém | 2017 http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=585&pg=1&ncid=1 Inscrições abertas até 30/09/17. 1º Edital de Ocupação da Casa Porto das Artes Plásticas – Vitória (ES) http://mapadasartes.com.br/saloes.php?id=584&pg=1&ncid=1 Inscrições abertas até 25/08/17 para proponentes residentes no município de Vitória.