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Pinturas holandesas roubadas são encontradas na Ucrânia após 10 anos +

Uma coleção de obras-primas da pintura holandesa datadas da Era de Ouro do país, no século 17, foi descoberta em uma casa de campo localizada no leste da Ucrânia, atualmente sob domínio de separatistas, 10 anos depois do roubo, afirmou um museu em 07/12/15.
As 24 pinturas, avaliadas em 10 milhões de euros quando desapareceram em 2005, ressurgiram em julho, quando dois homens foram à embaixada holandesa da capital ucraniana, Kiev, querendo revendê-las.
O jornal "De Telegraaf" relatou que dois investigadores de arte holandesa roubada descobriram que as obras estavam nas mãos de uma "milícia ultranacionalista" no leste ucraniano que pedia 5 milhões de euros por elas.
"Mas nós só queríamos lhes pagar as despesas, já que estas pinturas são propriedade legal do museu, então não cabe a eles ficar com elas ou vendê-las", disse o diretor do Museu Westfries, Ad Geerdink, em Hoorn, no norte de Amsterdã, o proprietário original das obras-primas.
Ele declarou que o museu está tornando a informação pública agora pelo temor de que as telas, entre elas trabalhos dos pintores Jan van Goyen e Hendrik Bogaert, estejam em perigo.
"Há sinais muito fortes de que agora as pinturas estão sendo oferecidas a outras partes ou até tenham sido vendidas", afirmou Geerdink.
Os ladrões responsáveis pelo audacioso roubo se esconderam no museu antes do horário de fechamento em uma noite de inverno e desligaram o sistema de alarme para poderem sumir com as obras de arte.
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Texto originalmente publicado no jornal "Folha de S. Paulo", com informações da agência Reuters | 08/12/15.
Na foto, o diretor do Museu Westfries, Ad Geerdink, em conferência de imprensa sobre as pinturas roubadas.

Funcionária do Field Museum, em Chicago, roubou US$ 900 mil +

Uma funcionária do Field Museum, em Chicago, roubou US$ 900 mil da instituição no decorrer de 7 anos, revelaram responsáveis pelo museu na sexta-feira (dia 11/12/15) por meio da publicação de documentos fiscais internos.
O esquema foi realizado por uma empregada que embolsava dinheiro quando pessoas pagavam pela anuidade de sócios do museu, que custa US$ 85. Ela criava cartões provisórios de identidade para os sócios e não registrava os pagamentos.
“Sim, é embaraçoso alguém ter feito isso por 7 anos”, afirmou ao “Chicago Tribune” Ray DeThorne, diretor de marketing do museu. "Mas temos certeza de que isso não voltará a ocorrer".
Muitos roubos em museus são realizados nas próprias instituições, mas frequentemente as notícias são sobre peças roubadas.
Por exemplo, no Museu de Arte do Uzbequistão, empregados colocavam falsificações no lugar de obras originais, ou o roubo descarado do diretor e da equipe do Museu Nacional da Macedônia.
Usos impróprios de verbas de museus costumam ser mais sofisticados, como a contestação de Dede Wilsey a respeito da indenização por incapacidade do marido de uma funcionária ou o esquema Ponzi, no Museu de Letras e Manuscritos, em Paris.
O caso do roubo no Field Museum veio a público graças à publicação de documentos fiscais, por meio dos quais o museu teve de divulgar se tinha conhecimento de desvios significativos ao longo dos anos. O valor perdido será recuperado por meio de seguro.
Quando o roubo foi descoberto, em abril de 2014, por meio de uma revisão das finanças, a empregada foi imediatamente despedida.
O museu não havia divulgado essa informação anteriormente devido a investigações em curso por parte do FBI e dos EUA (a instituição recebe verbas federais).
DeThorne disse não saber porque ações penais não foram movidas contra a mulher.
Por conta desse roubo, o museu colocou câmeras nas caixas registradoras.
De acordo com os relatórios fiscais, o museu recebeu em 2014 US$ 2,8 milhões de taxas de anuidade. A instituição tem cerca de 46.000 membros.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 14/12/15.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Obra roubada de Caravaggio ganha réplica +

Em 1969, o roubo da obra “Natividade com São Francisco e São Lourenço” (1609), de Caravaggio, de uma capela em Palermo, na Itália, tornou-se um dos mais famosos crimes do gênero da história.
A pintura, de valor inestimável, foi cortada da moldura por dois ladrões no meio da noite. Enquanto existem diversas teorias sobre o furto, incluindo um rumor de que ela foi escondida em um celeiro de porcos e depois queimada,o senso geral é de que ela foi levada pela mafia siciliana.
Realizada com a famosa técnica de chiaroscuro de Caravaggio, a obra-prima do século 17 representa o Cristo recém-nascido deitado sobre feno. Ela foi pintada em Roma em 1609 e posteriormente transferida para a Sicília, onde ficou por séculos antes de ser roubada no fim dos anos 1960 (permanecendo desaparecida até hoje).
Agora, a empresa de TV Sky providenciou uma réplica da obra para ser colocada no local onde há 46 anos está uma grande fotografia da pintura.
A Sky contratou a Factum Arte (Madri e Milão) para criar a réplica, empresa renomada em reproduções impecáveis com o uso de tecnologia. O time de especialista venceu, por exemplo, o contrato para replicar a tumba de Tutancâmon.
“Estamos devolvendo ao local não a obra original, mas uma cópia fiel, muito parecida com a pintura”, disse ao “The Guardian” Roberto Pisoni, diretor da Sky Arts.
O presidente italiano, Sergio Mattarella, vai inaugurar a réplica em uma cerimônia no sábado. O irmão do político foi morto pela máfia em 1980.
A realização da réplica deu um novo foco ao desaparecimento da obra original, que continua sendo um mistério.
Lynda Albertson, chefe executiva da Arca (Association for Research into Crimes against Art / Associação de Pesquisa de Crimes contra a Arte), baseada em Roma, dissipou os rumores dobre a possível destruição da obra original.
“Tenho muita confiança de que ninguém deixou um Caravaggio em um celeiro de porcos. Você teria de ser um louco para fazer isso, mas esse roubo é algo muito melhor organizado”, disse Lynda. “É muito difícil de reaver obras em casos como esse, ainda mais depois de passados 30 ou 40 anos", acrecentou.
A Sky produziu um documentário sobre o mistério do roubo da obra e sobre a réplica. “Mistério do Caravaggio Perdido” será lançado em janeiro de 2016.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 11/12/15.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Colecionador que ficou anos com obra de Aleijadinho pagará R$ 788 mil +

O colecionador de arte Renato de Almeida Whitaker foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pagar indenização por danos morais de mil salários mínimos, cerca de R$ 788 mil, por ter ficado anos com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, que é atribuída à Aleijadinho e desapareceu em 1981 da capela de Fidalgo, em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A peça foi localizada em 2012 na casa do colecionador, em São Paulo, dando início à ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em fevereiro do ano passado, o acusado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a devolver a imagem ao presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). Na época, além da condenação de mil salários mínimos pelos danos morais, estava previsto ainda o pagamento de R$ 200 mil ao fundo para preservação do patrimônio histórico do Estado por litigância de má-fé.
Após recursos dos advogados de Whitaker, o caso chegou até o STJ, sendo que em junho deste ano o relator do processo, o ministro Herman Benjamin, decidiu por manter a decisão da Justiça mineira. Já na última terça-feira (dia 22/09/15), o recurso do réu foi negado por unanimidade pela segunda turma de ministros, tendo os magistrados Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães e Humberto Martins concordado com a decisão do relator.
Para o STJ, o ato ilícito praticado por Whitaker "causou desalentos e consternações à comunidade em face do patrimônio histórico, que restou arranhado com o ato ilícito que acarretou a retirada de obra de Aleijadinho do acervo municipal por longo período de tempo". Os danos morais caberiam por conta do fato de que o réu tinha conhecimento de que a imagem em seu poder era a mesma subtraída da igreja e, ainda assim, deixou de devolvê-la.
Além disso, o STJ manteve a decisão do TJMG de condenar o colecionador a multa por litigância de má-fé, "pela tentativa de alterar a verdade dos fatos". Conforme a Justiça, essa condenação é aplicada quando uma das partes tenta induzir os magistrados ao erro, alterando a verdade dos fatos ou interpondo recursos unicamente para atrasar o julgamento.
O advogado de Whitaker, Carlos Mario da Silva Velloso, foi procurado por “O Tempo”, porém, ainda não se posicionou sobre o caso.
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Texto de José Vítor Camilo originalmente publicado no site “O Tempo” (www.otempo.com.br) | 23/09/15.
Na imagem acima, a obra na devolução ao distrito de Fidalgo, em novembro de 2012.

Ladrões levam 1 milhão de Euros em obras do ateliê do alemão Markus Lüpertz +

Ladrões invadiram o ateliê do artista alemão Markus Lüpertz em Potsdam, nos arredores de Berlim, e roubaram cerca de 30 obras. Segundo a polícia, os trabalhos somam centenas de milhares de Euros. O artista afirma que o valor das obras é de 1 milhão de Euros.
Acredita-se que os ladrões tenham quebrado uma janela para ter acesso ao local de trabalho do artista de 74 anos, conforme reportagem da “RBB”. "Sabemos que uma janela foi arrombada. Depois, várias portas dentro do local também foram forçadas. Em seguida, as obras de arte foram transportadas", disse à “RBB” a porta-voz da polícia, Ingrid Schwarz.
Lüpertz trabalhou no ateliê até por volta das 18h30 do dia 05/12/15, então a polícia acredita que a invasão do local ocorreu entre as 19h deste dia e as 11h do dia seguinte, quando o assistende do artista, Alexander Kynch, contatou a polícia para informar sobre o roubo.
“Os ladrões quebraram várias fechaduras e em alguns casos usaram chaves-mestras. Depois, entraram no átrio do ateliê com um veículo para levar as obras”, disse ao “Bild” o porta-voz do artista, Claus Otterbein.
Segundo Otterbein, os criminosos levaram 15 pinturas à óleo ainda não finalizadas, medindo 80cm x 100cm. Eles também roubaram 15 desenhos, da mesma dimensão, da mesma série de trabalhos atualmente na exposição de Lüpertz em cartaz no Bode Museum, em Berlim, assim como uma ou duas pequenas esculturas em bronze.
“As obras não estavam nem assinadas ainda”, disse Otterbein ao “Bild”. No entanto, uma reportagem publicada no jornal local “Berliner Morgenpost”, citando fontes policiais, afirma que as obras estavam assinadas com as iniciais do artista (M.L.).
O ateliê de Lupertz foi alvo de uma outra tentativa de roubo em março, mas o artista estava no local e conseguiu espantar os ladrões.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 09/12/15.
Na foto, uma das pinturas roubadas. Crédito: Markus Lüpertz.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Ladrões que furtaram obras de arte do Masp ficarão até 5 anos presos +

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve a condenação à prisão de acusados de furtar em 2007 as telas “Retrato de Suzanne Bloch” (na foto acima), de Pablo Picasso, e “O Lavrador de Café”, de Cândido Portinari, nas dependências do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.
Os desembargadores rejeitaram o pedido dos réus pela absolvição pelo crime de furto qualificado consumado (artigo 155, parágrafo 4º, incisos I e IV do Código Penal) e também a alegação de vício nas transcrições das interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça.
“A materialidade e autoria do delito tipificado (furto) foram amplamente demonstradas pelo conjunto probatório coligido aos autos, com relação aos corréus. A interpretação foi dada pelo próprio magistrado (juiz de primeira instância), sem interferência de terceiros. Outrossim, não comprovada a alegada má-fé ou abuso de autoridade dos policiais que atuaram na interceptação”, destacou o relator do processo, desembargador federal Hélio Nogueira.
O crime ocorreu em 20 de dezembro de 2007, durante a madrugada, após outras duas tentativas frustradas realizadas no mesmo ano. Segundo o Ministério Público Federal, os réus foram encontrados após escutas telefônicas e investigações identificarem que eles haviam planejado o furto em conversas em bares da zona nordeste de São Paulo, próximo à divisa com o município de Ferraz de Vasconcelos (local onde as telas foram recuperadas pela polícia). O objetivo, segundo a denúncia, era revender as obras, provavelmente no exterior.
Para o MPF, a divisão de tarefas de cada um era bem delimitada. Um deles seria o responsável por adquirir o conhecimento das obras mais valiosas, enquanto outros tinham o papel de recrutar colaboradores, manusear equipamentos para invadir o Masp e ceder imóvel para ocultar os bens, por exemplo.
Ao reafirmarem a condenação dos réus, a 1ª Turma do TRF-3 aplicou penas de prisão que variam de três anos e seis meses a cinco anos, além de penalidade pecuniária (pagamento de dias-multa). A um dos réus foi decretada extinta a punibilidade por prescrição, mas o motivo e o acórdão não foram divulgados.
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Texto originalmente publicado no site Consultor Jurídico (www.conjur.com.br) | 05/12/15.

Polônia e Áustria disputam pintura de Bruegel de US$ 77 milhões +

Uma pintura de Pieter Bruegel, o Velho, intitulada “The Fight Between Carnival and Lent” / “A Luta entre o Carnaval e a Quaresma”, de 1559, está no centro de uma disputa entre a Áustria e a Polônia, após alegações de que a obra de arte pode ter sido fruto de roubo de nazistas.
De acordo com o “Financial Times”, documentos que vieram à tona no Museu Nacional de Cracóvia afirmam que a obra-prima renascentista, de valor estimado de US$ 77 milhões, foi apreendida por Charlotte von Wächter, a esposa do governador nazista da Cracóvia Otto von Wächter, durante a ocupação alemã da Polônia.
Isso gerou questionamentos sobre a proveniência e a propriedade da pintura, atualmente em exposição no museu Kunsthistorisches de Viena.
"Se a pintura foi levada ilegalmente de Cracóvia para Viena, isso seria uma grande história para o mundo da arte", disse Meredith Hale, da Universidade de Cambridge.
Diana Blonska, diretora do Museu Nacional de Cracóvia, apresentou uma pesquisa na qual afirma que documentos do arquivo do museu demonstram que Charlotte visitou a instituição em 1939 e levou a pintura, além de outras obras, algumas das quais "acabaram nos mercados de antiguidade de Viena."
Diana também cita uma carta de Feliks Kopera, então diretor do museu, de março de 1946, enviada a autoridades da Cracóvia:
"O museu sofreu grandes perdas nas mãos da esposa do governador da Cracóvia, uma mulher vienense com cerca de 35 anos. (...) Entre os itens que desapareceram está a pintura ‘The Fight Between Carnival and Lent’”.
O museu Kunsthistorisches, por sua vez, afirma que é proprietário da pintura desde o século 17, e que a obra de arte pilhada em 1939 era outra.
Segundo o “Financial Times”, o conflito coincide com uma campanha das autoridades polonesas de rastrear e recuperar itens roubados por nazistas de galerias e coleções privadas durante a Segunda Guerra, com valor estimado de €22 bilhões.
Conforme o jornal polonês “Rzeczpospolita”, a Polônia vai solicitar a autoridades austríacas uma investigação sobre a proveniência da pintura.
"Há evidências que sugerem sérias irregularidades e uma necessidade urgente de investigar a origem da pintura de Bruegel (...), inclusive se ela foi retirada do Museu Nacional da Cracóvia", afirmou ao “Financial Times” Philippe Sands, professor de Direito da University College de Londres.
Sands tem escrito bastante sobre a família Wächter. Ele é autor do roteiro de “My Nazi Legacy” / “Meu Legado Nazista” (2015), filme recém-lançado sobre Horst, filho de Wächter, que inspirou jornalistas poloneses a investigarem a procedência da pintura de Bruegel.
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Texto de Lorena Muñoz-Alonso originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 23/10/15.

Busto de autoria de Rodin é roubado em museu dinamarquês +

A polícia dinamarquesa anunciou que está à procura de dois suspeitos que roubaram um museu de Copenhagen em plena luz do dia e fugiram com um busto em bronze do escultor Auguste Rodin avaliado em cerca de US$ 300 mil.
O roubo, que demorou 12 minutos, ocorreu em 16/07/15 no Ny Carlsberg Glyptotek Museum e foi feito por dois homens se fingindo de turistas, segundo informações do jornal dinamarquês “Politiken”.
Os ladrões removeram o busto do pedestal, colocaram a obra em um saco de papel e foram embora.
Acredita-se que o busto, intitulado “O Homem com o Nariz Quebrado” (1863), represente um operário idoso parisiense. É uma das primeiras esculturas de Rodin.
O busto é um dos que o artista fez a partir do original em barro. O Museu Rodin, em Paris, tem uma versão dele em mármore.
“É terrível. Perdemos um importante trabalho do acervo”, disse Flemming Friborg, diretor do museu, ao “Politiken”.
Eles não são os primeiros ladrões de arte a atuar em plena luz do dia. Um homem colocou uma escultura de Elisabeth Frink avaliada em US$ 63 mil embaixo do braço e fugiu de uma galeria em Londres, em julho. Ladrões também levaram três pinturas do castelo Sforza, em Milão, em agosto passado.
“O Homem com o Nariz Quebrado” estava no museu de Copenhagen há 95 anos. Segundo o “Politiken”, uma casa de leilões de Londres avaliou a escultura em US$ 300 mil no ano passado.
A polícia divulgou imagens de segurança que mostram dois homens roubando a escultura.
“Uma semana antes do roubo, os ladrões visitaram o museu para analisar as instalações do local. Eles deveriam saber o que estavam roubando”, disse o porta-voz da polícia Ove Randrup ao “Politiken”. Autoridades da Interpol e da Europol estão investigando o caso. A suspeita é de que tenha sido uma operação de uma organização internacional.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 20/08/15.
Foto: Scanpix.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Artista e professor Joseph Gibbons é preso por roubar bancos +

O artista e ex-professor do MIT Joseph Gibbons aprendeu nesta semana que roubar bancos, mesmo que em nome da arte, vai mantê-lo na prisão. Ele foi declarado culpado em um processo em terceira instância na corte de Manhattan.
Gibbons foi preso em janeiro pela encenação de um assalto em 31/12/14 no banco Capital One, na Chinatown de Nova York.
De acordo com documentos da corte, ele pediu de forma educada ao caixa o dinheiro para sua igreja e, em seguida, levou US$ 1 mil.
Em novembro, Gibbons foi detento na Rhode Island usando o mesmo método e levando US$ 3 mil.
Nas duas vezes, o roubo foi filmado (foto acima). “Ele estava fazendo uma pesquisa para um filme”, disse “The New York Post” Kaylan Sherrard, companheiro de cela de Gibbons. “Isso não é crime. Isso é um trabalho de arte. Ele é um intelectual”.
A autodestruição vem sendo um tema recorrente na obra de Gibbons.
O artista venceu em 2001 a bolsa de estudos Guggenheim Foundation Fellowship, assim como diversas outras bolsas e premiações de arte. Em 2006, seu semi-autobiográfico vídeo “Confessions of a Sociopath” (“Confissões de um Sociopata”) foi exibido na Whitney Biennial.
Segundo descrição no site do museu, o filme apresenta o artista "usando heroína, roubando loja, sendo aconselhado por um oficial de condicional e sendo analisado no divã de um psiquiatra".
Artistas muitas vezes entram em conflito com a lei, mas chamar assalto a banco de "arte" é algo extremo até para os padrões mundiais da arte.
As presepadas criminais-artísticas de Gibbons renderam a ele um ano atrás das grades, como parte do acordo judicial. Promotores pediram uma sentença de três anos, mas a juíza Laura Ward deu uma sentença menor.
Segundo o “The Post”, professores de arte da Columbia, Pratt, MIT e NYU levantaram cerca de US$ 6 mil para o colega preso; após a libertação de Gibbon, o Queens Museum vai mostrar o vídeo do assalto ao banco.
“Será uma grande honra para a gente”, disse a curadora do Queens Museum Larissa Harris à juíza em uma carta, uma das 26 que teriam sido enviadas por figuras do mundo da arte instando Laura Ward a liberar Gibbons.
Gibbons voltará à corte em 13/07/15 e talvez seja solto no início de setembro, graças ao bom comportamento e ao tempo de serviços prestados desde a prisão em janeiro.
Segundo o “The New York Daily News”, a juíza advertiu Gibbons de que se ele der um golpe desses de novo ele terá de enfrentar sérias consequências.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 16/06/15.
Foto: NYPD.

Polícia encontra nos EUA afrescos roubados de Pompeia +

Três afrescos do século I. a.C. roubados em 1957 de Pompeia, na Itália, foram recuperados nesta terça-feira (26/05/15) nos Estados Unidos.
A descoberta foi feito por policiais da Tutela do Patrimônio Cultural (TPC), segundo os quais os afrescos pertenciam à coleção particular de um magnata norte-americano morto. As peças deveriam ir para leilão.
Os afrescos contêm a imagem de uma jovem mulher com um cupido nas costas, uma figura masculina e uma outra mulher com uma enócoa. Em 1957, as peças foram roubadas do escritório de Escavações e Superintendência Arqueológica de Pompeia junto com outros afrescos, posteriormente encontrados pela Europa e pelos Estados Unidos.
Pompeia foi uma cidade do Império Romano, localizada a 22 quilômetros de Nápoles. O local foi destruído por uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C. Considerada patrimônio mundial pela Unesco, Pompeia é uma das atrações turísticas mais famosas da Itália.
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Texto da agência Ansa reproduzido no site UOL (www.uol.com.br) | 26/05/15.

PF encontra 131 obras de arte com Renato Duque +

A Polícia Federal no Rio de Janeiro apreendeu na casa do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, na manhã de 16/03/15, 131 obras de arte. Segundo a “Folha de S. Paulo” apurou, há quadros de artistas brasileiros valorizados, como Guignard, Djanira e Heitor dos Prazeres. A coleção de telas de Guignard era de cerca de dez peças.
A PF afirmou que o grande número de peças acabou aumentando o tempo do trabalho de buscas dos agentes pela manhã, já que foi preciso "seguir o padrão" para recolhê-las.
"Tudo que foi apreendido hoje pela manhã vai ser trazido para Curitiba. Provavelmente terão o mesmo destino das demais", disse o procurador da República Roberson Pozzobon.
Desde janeiro, obras de artistas como Salvador Dalí e Romero Britto, apreendidas ao longo da Operação Lava Jato, foram encaminhadas para exposição no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Segundo o procurador, também foram recolhidas obras de arte nesta segunda-feira na casa de Adir Assad, também preso nesta segunda-feira e suspeito de ser um dos operadores do envio para o exterior de dinheiro originado de propinas.
O Ministério Público Federal não deu estimativas sobre os valores das peças apreendidas com Duque.
"São muitas obras na residência de Renato Duque e dificilmente justificável (a posse), mesmo sendo um alto executivo da Petrobras", afirmou o delegado Igor Romário de Paula.
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Prisão
Duque e Assad foram presos na décima fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.
O novo pedido de prisão do ex-diretor foi baseado em informações levantadas pelas investigação de que ele estava movimento no exterior o dinheiro obtido de maneira ilegal. Segundo a PF, a movimentação ocorreu no fim do ano passado, após ele sair de um período na prisão.
A PF afirmou que ele transferiu dinheiro de contas mantidas no exterior para contas no principado de Mônaco.
Um total de 20 milhões de euros (cerca de R$ 68 milhões) foi bloqueado por autoridades de Mônaco, segundo decisão do juiz Sergio Moro, que decretou as prisões.
"Dentre os países remetentes de recursos para as contas de Duque em Mônaco entre 2009 e 2014 pode-se citar: Suíça, Hong Kong, Bahamas, Estados Unidos, Panamá, Portugal dentre outros. Isso demonstra que o ex-diretor certamente possui disponibilidade financeira em diversos outros países e continuou a reiterar a prática delitiva de lavagem transnacional de dinheiro, mesmo depois da investigação ter sido iniciada, demostrando também inequívoco propósito de dificultar o encontro de provas", diz o Ministério Público.
O Ministério Público Federal considerou que havia grave risco ao procedimento de recuperação desse dinheiro caso o ex-diretor permanecesse em liberdade.
A defesa do ex-diretor disse que ele não transferiu o dinheiro. "A história dessas contas é muito estranha, eu não tenho conhecimento disso, acho que não aconteceu", afirmou.
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Texto de Felipe Bächtold e Mario Cesar Carvalho originalmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo” | 16/03/15.

O assalto ao Museu Castro Maya. Um crime sem solução +

O assalto ao Museu Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), é um dos dez maiores roubos de arte do mundo. Oito anos depois, ninguém foi preso, e a polícia parou de investigar.

Capítulo 1
Picassos e Matisses no meio de um bloco de carnaval
Sexta-feira, véspera do Carnaval de 2006. Dia em que o tradicional Bloco das Carmelitas reúne foliões vestidos de freira no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, e causa grande transtorno na vizinhança. No mesmo bairro, o Museu Castro Maya, fundado em 1963 com a casa e a coleção do industrial de mesmo nome, dispensa sua equipe mais cedo. Foi esse o palco do maior roubo de obras de arte da história do Brasil, considerado pelo FBI um dos dez maiores do mundo. Quatro homens com menos de 30 anos, um deles menor de idade, vestindo bonés e camisetas, entraram no museu como visitantes, renderam vigias que não estavam armados, arrancaram quatro quadros das paredes e fugiram, misturados na bagunça dos carmelitas. Aproveitaram a oportunidade para levar a bolsa de duas turistas estrangeiras que visitavam o museu. Até hoje, não foram encontrados os culpados – e a história da investigação diz muito sobre o baixo índice de solução de crimes no Brasil.
Os bandidos foram orientados por alguém a pegar o que havia de mais valioso em exposição. Subiram ao 1° andar, onde ficava a sala de jantar e a biblioteca. Retiraram da parede da biblioteca uma pintura grande de Pablo Picasso e um quadro do francês Henri Matisse. Dias depois, ele foi oferecido por US$ 13 milhões num site de leilões russo. Da parede oposta, arrancaram a obra “Os Dois Balcões”, da fase mais criativa de Salvador Dalí. Da sala de jantar, retiraram uma paisagem marinha do impressionista Claude Monet. Cortaram o fio de náilon que a sustentava usando uma faca de prata que estava sobre a mesa.
A fuga foi marcada por atropelos. Coube ao menor dos bandidos carregar o quadro “A Dança”, de Picasso, com 1 metro de altura e moldura pesadíssima. Atrapalhado com o peso e o tamanho da obra, ele caiu de costas na trilha pelo meio da mata, usada na fuga. Com a queda, a pintura de US$ 15 milhões sofreu um rasgo lateral.
Quando o perito da Polícia Federal chegou ao museu, policiais militares, civis, funcionários e até jornalistas circulavam pela cena do crime. O agente coletou impressões digitais numa travessa de louça e num vidro da estante, retirado pelos ladrões para roubar um volume de gravuras de Picasso.

Capítulo 2
Os telefones foram grampeados, mas ninguém gravou as escutas
A investigação caiu nas mãos de Isabelle Vasconcellos Kishida, uma delegada atraente que tinha 27 anos, responsável pela Delegacia de Combate a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal. Surpreendida no meio do Carnaval, Isabelle interrogou vigilantes, mandou fazer retrato falado dos bandidos e descobriu no Morro dos Prazeres, não muito longe do museu, indícios de que os ladrões haviam queimado a moldura de três quadros para facilitar o transporte das obras.
Uma denúncia anônima a levou até Paulo Gessé, motorista que ajudara na fuga dos bandidos, numa Kombi. Ele morava a 500 metros dali. Confessou sua participação e disse que foi coagido. Imediatamente, Isabelle pediu que o telefone de Gessé fosse grampeado. Era Carnaval, e não havia ninguém na central de escuta da Polícia Federal. Os agentes de plantão haviam sido deslocados para ajudar numa apreensão de 500 quilos de maconha. Isabelle improvisou. Pediu que a operadora de telefonia desviasse o grampo para seu celular pessoal. Durante os cinco dias em que o telefone de Gessé foi grampeado, só ela conseguiu ouvir as conversas. Nenhuma ligação foi gravada. Segundo Isabelle, no dia seguinte ao crime, Gessé recebeu a chamada de alguém informando que havia “dado tudo certo” e que sua Kombi retornava da “entrega”. Não foi possível localizar posteriormente o número do telefone de onde partiu a ligação. Dias depois, noutra conversa que Isabelle acompanhou, o advogado de Gessé disse que manteve contato com “o chefe”. A declaração de Isabelle foi suficiente para que o juiz decretasse a prisão preventiva de Gessé. Quando ele foi julgado, não havia provas concretas. O próprio Ministério Público Federal pediu a absolvição, alegando que “as palavras da douta Delegada Federal restam vazias” diante da ausência das gravações.

Capítulo 3
A caça aos suspeitos
As investigações prosseguiram. Um crime sofisticado como esse certamente deveria ter um mandante, possivelmente estrangeiro. Não ficou esclarecido se a oferta da pintura de Matisse no site russo era real nem se fora feita pelo próprio bandido. Quadros roubados que entram na lista da Interpol, como nesse caso, não são oferecidos em venda pública. O mandante poderia guardar em casa, para seu próprio deleite, ou vender no mercado negro a colecionadores com a mesma disposição. A polícia chegou a alguns nomes por meio de denúncias anônimas. Um deles era Patrice Charles Rouge, francês naturalizado brasileiro, interessado em arte, que costumava trabalhar no mercado de pedras preciosas. Ele morava em Santa Teresa, perto do museu e do Morro dos Prazeres. Isabelle reuniu seus homens e partiu para uma busca em sua casa. Era um dia de semana, no meio da tarde. Os agentes vestidos de preto, fortemente armados, cercaram a entrada. Um deles tocou o interfone e disse à empregada que tinha uma encomenda para entregar. Quando a moça saiu, eles a renderam e invadiram o lugar.
Dentro da casa, um homem trocava de roupa no quarto. Quando os agentes entraram, encontraram o ator Osmar Prado. O susto foi das duas partes. Osmar comprara a casa havia dois anos. Achou que os policiais fossem bandidos. Desfeito o equívoco, ele repreendeu duramente os agentes, aos berros. “Eles me acalmaram, pediram desculpas pelo erro e disseram que entraram assim, com receio de que o bandido jogasse as obras no mato. Na época, me pediram para não contar o ocorrido para ninguém, e realmente não contei”, diz Osmar.
O outro suspeito – talvez em dupla com Patrice – era o também francês Michel Cohen. Ele atuara durante 20 anos no mercado de arte americano e praticara fraudes envolvendo quadros de artistas como Picasso, Matisse e Dalí. Cohen pegava pinturas em consignação nas grandes galerias ou casas de leilão nos Estados Unidos, como a Sotheby’s, as vendia a colecionadores no mundo todo e não repassava o dinheiro recebido. Ele mudou-se para o Brasil após ser indiciado por mais de 20 casos de fraude nos Estados Unidos. Em 2003, foi preso pela Interpol no centro do Rio. O governo americano pediu sua extradição. Enquanto aguardava o julgamento, ele foi mandado para o presídio Ary Franco, onde dividia com outros presos uma cela úmida no subsolo. Alegando problemas de saúde, foi transferido para um hospital penitenciário. Um dia simulou um ataque. Precisava de transferência urgente para outro hospital. A ambulância estava quebrada, e o agente penitenciário Edmar Barbosa de Andrade o levou em seu carro. Não algemou Cohen, nem travou as portas do carro. Quando o veículo parou no sinal vermelho, Cohen abriu a porta e sumiu. Edmar foi autuado por facilitação da fuga. A extradição de Cohen foi negada pelo Supremo Tribunal Federal, porque o governo americano não enviara os documentos em português – e porque Cohen já estava desaparecido mesmo. O roubo ao museu aconteceu três anos depois de sua fuga. A delegada Isabelle tentou localizá-lo, sem sucesso.
Em 2011, cinco anos após o roubo, a delegada Simone Soares Leite substituiu Isabelle. Ela tomou uma iniciativa aparentemente óbvia, que até então ninguém tomara: pediu a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos para verificar o histórico das ligações seis meses antes e seis meses depois do crime. A quebra se referia ao período entre setembro de 2005 e setembro de 2006. As operadoras responderam que tal informação era impossível, pois a lei determina o prazo máximo de cinco anos para guardar o histórico das chamadas.
Em outubro de 2013, o procurador do Ministério Público Fernando José Aguiar enviou um despacho à Polícia Federal questionando por que, até aquele momento, sete anos depois do roubo, o resultado dos exames das impressões digitais colhidas no museu não saíra. Dois meses depois, o perito Márcio Corrêa Martins, que colhera as impressões digitais, informou que o local do crime não fora preservado e que nenhum dos vestígios coletados tinha qualidade técnica suficiente para identificar qualquer suspeito. Depois de novos trâmites burocráticos, em setembro deste ano, o delegado Éder Francis Oliveira enviou um relatório ao juiz responsável e pediu o fim das investigações.
“Época” encontrou pistas dos dois suspeitos que apareceram na investigação. Patrice tem em seu nome uma empresa chamada Brazilian Showroom, com endereço na Upper Richmond Road, em Londres. Também consta um endereço residencial na cidade de Albi, na França. Ele tem uma filha advogada, dona de um escritório no centro do Rio. Ela nega a participação do pai no assalto. O francês Cohen continua com paradeiro desconhecido. Sua mulher, Ulricke Zenkell, mora na França, com os três filhos do casal. Ela trabalha com joias numa empresa chamada Société d’Affinage et Apprêts de Métaux Précieux, com sedes nas cidades de Limonest e Lyon. Gregória, como é conhecida no Brasil, tem conta no Facebook e vários amigos brasileiros. Os filhos de Cohen visitam o Brasil todos os anos.
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Texto de Marcelo Bortoloti originalmente publicado na revista Época | 12/12/14.

Vaticano recebe pedido de resgate de dois documentos assinados por Michelangelo +

O Vaticano anunciou que recebeu um pedido de resgate de € 100.000 para o retorno de dois documentos roubados referentes ao mestre renascentista Michelangelo, informa o jornal inglês “ The Telegraph”.
Um dos itens roubados é uma carta de valor inestimável escrita e assinada pelo próprio Michelangelo. É um item extremamente raro, já que o o artista geralmente ditada cartas para assistentes e, depois, as assinava. O jornal italiano “Il Messaggero” sugere que ela pode ser o único exemplar preservado do gênero. O outro item roubado também tem a assinatura de Michelangelo.
O pedido de resgate foi enviado ao Cardeal Angelo Comastri, encarregado da Basílica de São Pedro, que o recusou, de acordo com o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
Michelangelo contribuíu no desenho da Basílica de São Pedro entre 1546 e 1564 (foi concluída em 1626). Mas foram os afrescos que ele pintou no teto da Capela Sistina, entre 1508 e 1512, que capturaram a imaginação dos historiadores e amantes da arte.
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Roubo foi mantido em segredo por quase duas décadas
Esses documentos referentes a Michelangelo foram roubados dos arquivos do Vaticano em 1997. O roubo só foi divulgado publicamente no último domingo, após o pedido de resgate.
O padre Lombardi confirmou que, em 1997, uma freira que trabalhava nos arquivos do Vaticano informou funcionários sobre o desaparecimento dos documentos. Ele não explicou o motivo de o Vaticano manter sigilo sobre esse roubo por quase 20 anos.
O jornal italiano “Il Messaggero” descreve a pessoa que enviou o pedido de resgate como um ex-funcionário do Vaticano: alguém que "conhece muito bem as salas da Basílica", que não são acessíveis ao público, e que sabe "como se mover e onde procurar".
O padre Lombardi informou que o roubo e o pedido de resgate estão sendo investigados pela polícia.
O caso tem algumas semelhanças com o desaparecimento do Código Calixtinus (manuscrito ilustrado do século 12) da Catedral de Santiago de Compostela em 2011. Em 2012, foi revelado que ele havia sido roubado por um ex-empregado da catedral, um eletricista freelancer que havia trabalhado lá por mais de 25 anos.
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Texto de Lorena Muñoz-Alonso originalmente publicado, em inglês, no portal ArtNet | 10/03/15.

Escultura é roubada no Centro de São Paulo +

Os roubos de esculturas e peças de bronze atingiram um nível insuportável nos últimos dias. Como se já não bastasse o roubo de peças cemiteriais e partes de estátuas espalhadas pela cidade de São Paulo, agora estão partindo para o roubo de obras de arte inteiras, como o que aconteceu recentemente na rua 7 de abril, na região central da cidade.
Instalada na entrada do prédio do Banco das Nações desde que o imóvel foi inaugurado, na década de 1960, a escultura representando um semeador foi roubada por dois homens que a arrancaram e a levaram em uma carroça. Apesar de o edifício ter câmeras de segurança, ainda não foi possível identificar os criminosos. Veja o vídeo em www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sJdMpLvfsvA
Na base da escultura, de granito, está o lema do banco, que diz “poupar, semear, prosperar”. O Banco das Nações foi bastante atuante em São Paulo, especialmente nas década de 1950 e 1960, quando mantinha dois edifícios na capital, este na rua 7 de abril, e outro na região da rua 25 de março.
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Texto de Douglas Nascimento originalmente publicado no site www.saopauloantiga.com.br | 12/03/15.

Polícia recupera 5 quadros de Volpi roubados de casa nos Jardins +

Policiais civis disfarçados conseguiram recuperar seis telas de dois pintores brasileiros roubadas de uma casa nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, informou o SPTV. Os quadros valem quase R$ 9 milhões e estavam desaparecidos há mais de três anos.
Cindo deles são obras do pintor Alfredo Volpi, e o outro de Ivan Serpa. A maioria deles estava escondida em uma casa em Boiçucanga, no litoral de São Paulo.
O roubo foi em 2011. Dois ladrões chegaram em um veículo com um funcionário da residência, que tinha sido sequestrado em Cotia. No total, oito quadros de Volpi foram roubados, além da tela de Ivan Serpa.
Para chegar até os quadros, os policiais se passaram por colecionadores e entraram em contato com dois homens que negociavam os quadros. O valor pedido era R$ 2 milhões. Num dos encontros, eles conseguiram que um dos vendedores mostrasse um dos quadros. Sebastião Fraga, de 52 anos, foi preso no ato.
Os registros no celular dele levaram a polícia até segundo José Tieppo Filho, comerciante de ouro na Lapa, que tem uma ficha criminal extensa e é dono da casa em Boiçucanga onde as obras foram encontradas.
A polícia também prendeu Paulo Lopes de Carvalho, com passagem por receptação.
A polícia agora procura as outas três telas roubadas e se os ladrões fazem parte da mesma quadrilha que negociavam as obras.
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Artigo divulgado em 12/3/15 no portal G1. Reportagem foi divulgada ainda no programa "SPTV", na TV Globo.

Quadro atribuído a Da Vinci é apreendido em banco suíço +

As polícias italiana e suíça apreenderam um quadro atribuído ao pintor renascentista Leonardo Da Vinci (1452-1519) –e que estava desaparecido há cerca de um ano– no cofre de um banco na cidade de Lugano (Suíça), informam agências de notícias.
A polícia italiana acredita que o trabalho, retrato de Isabella d'Este, membro da nobreza na época do Renascimento, saiu ilegalmente do país. A Itália tem duras leis para prevenir a exportação de obras de arte com mais de 50 anos.
A pintura foi encontrada ao acaso. Em 2013, a polícia italiana recebeu uma denúncia de que um advogado em Pesaro (Itália) venderia o trabalho por 95 milhões de euros (aproximadamente R$ 300), mas não conseguiu rastrear o quadro. No ano passado, uma outra investigação (de fraude de seguro) levou as autoridades a descobrirem mais detalhes sobre a pintura, chegando ao cofre do banco de Lugano. Agora, acredita-se que o trabalho seria vendido por 120 milhões de euros (cerca de R$ 390 milhões).
Após as investigações, o quadro deve retornar à Itália, onde a polícia tenta encontrar os donos da obra.
A recuperação do quadro deve reacender o debate sobre sua autenticidade. O outro retrato conhecido de Isabela d'Este é um estudo feito por Da Vinci e que hoje está no Museu do Louvre, em Paris. Mas especialistas não têm certeza se o quadro final chegou a existir.
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Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo | 11/02/15.

Obras de Ranchinho e Zezinha são levadas da Galeria Brasiliana em São Paulo +

A Galeria Brasiliana comunicou via e-mail, o roubo de duas peças na segunda-feira, 02/02/15, em sua sede, no bairro de Perdizes, em São Paulo. No dia anterior, um homem que se apresentou como conhecido do dono da galeria, Roberto Ruggiero, ligou para saber a disponibilidade de uma obra do artista Ranchinho. No dia seguinte, ele apareceu na galeria iludindo o assistente da galeria como se fosse um velho amigo do galerista. Levou duas peças, uma pintura de Ranchinho e uma boneca de cerâmica da artista naif Zezinha, pagando com um cheque do Banco Bradesco Prime em nome de Luciano Okumoto, cujo CPF 141472618-09, foi consultado no site da Receita Federal e constava regular. O cheque, contudo, demorou três dias para desvincular o valor, e a galeria recebeu a notícia que estava sem fundo. Quem souber do paradeiro da obras (foto), favor entrar em contato com a galeria nos telefones (11) 3086-4273 e 30641709 ou e-mail: galeria@galeriabrasiliana.com.br

Quadro de Volpi avaliado em R$ 400 mil é furtado +

O furto de um quadro do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896-1988) de um apartamento no Jardim Europa, em São Paulo, ocorrido em meados de outubro passado, foi revelado nesta segunda-feira (24) pela família do colecionador Oscar Pedroso Horta (1908-1975).

Horta foi ministro da Justiça em 1961, no breve mandato de Jânio Quadros como presidente da República, e tinha quatro Volpis em sua coleção, um dos quais estava com sua filha, Marcia Pedroso Horta, 81.

Há meses Marcia tem passado por internações hospitalares, deixando o apartamento vazio. A falta do quadro só foi notada por sua neta, a atriz Camila Thiré, 31, em uma das visitas que fez ao local.
Ela registrou o caso na segunda-feira na 15ª Delegacia de Polícia de São Paulo, um dia antes de outra obra do pintor modernista ser arrematada por R$ 2 milhões.

O quadro furtado da família Horta, avaliado em R$ 400 mil, foi pintado em meados da década de 1960 em têmpera sobre cartão.

"Quem levou o quadro teve acesso ao apartamento, porque não havia sinais de arrombamento nas portas, e sabia onde estava o quadro, uma área íntima do apartamento", explica Thiré.

Trata-se da 48ª obra do artista a ser registrada como furtada ou roubada pelo Instituto Volpi, entidade que tem catalogados mais de 2.400 trabalhos deste que é um dos principais nomes do modernismo brasileiro.

"Mantemos um banco de dados de todas as obras roubadas para que qualquer pessoa tenha acesso a essa informação e possa nos avisar se tiver contato com um desses quadros", explica Pedro Mastrobuono, diretor jurídico do instituto. "Queremos evitar que essas obras irregulares circulem no mercado."

As bandeirinhas de Volpi estão nos acervos de museus como o MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), na coleção Ca'Pesaro, em Veneza, e Cisneros, na Venezuela.

No passado recente, os direitos sobre a obra de Volpi foram alvo de disputa. Um dos quatro herdeiros do pintor, sua filha Eugênia Volpi, foi destituída do cargo de inventariante do artista por ter licenciado a marca Volpi sem autorização judicial e sem repassar os recursos da transação para o espólio do artista.
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Texto de Fernanda Mena publicado no jornal Folha de S. Paulo | 28/11/14

Italiano aposentado fica com obra roubada de Gauguin +

Um aposentado italiano que teve a sorte de comprar inadvertidamente uma obra-prima de Paul Gauguin roubada foi premiado com a propriedade da pintura, relatou o jornal inglês Telegraph.
As pinturas foram roubadas por vigaristas em 1970, a partir da casa de Londres de Marks e Spencer herdeira da loja de departamentos Mathilda Marks. Os ladrões levaram as pinturas para a França, e estavam em um trem com destino a Turim quando a abandonaram, temendo captura.
Depois de anos no escritório de propriedades perdidas, as telas foram parar no leilão da ferroviária nacional. Um trabalhador da fábrica da Fiat, identificado apenas como "Nicolo", comprou as telas por meros 45.000 lira, ou cerca de US $ 32 em dinheiro, atualizado o valor nos dias de hoje.
Especialistas estimam que a obra de Gauguin “Frutas em uma Tabela” ou “Ainda Viva com um Cão Pequeno”, de 1889, vale € 35.000.000 (43.500 mil dólares), enquanto “Mulher com Duas Poltronas” está avaliado em € 600.000 (747 mil dólares americanos).
"Talvez eu tive uma intuição. Eu só gostava deles. Quando os levei para casa, eu disse a mim mesmo: 'Eu não me importo quem os pintou, eu os acho bonitos'", ele disse ao jornal La Repubblica, chamando a compra "um acidente vascular cerebral de sorte. "
Depois de anos de convivência com os quadros pendurados na parede da cozinha, Nicolo e seu filho curioso com o espírito da história da arte fizeram algumas pesquisas. Logo, eles se convenceram de que eles possuíam um obra de valor, e entraram em contato com o departamento de obras de artes e antiguidades da polícia, que confirmou suas suspeitas.
Foi feito um esforço para retornar as telas ao seu legítimo proprietário, mas Marks e seu marido, Terence Kennedy, nunca teve filhos, e a polícia metropolitana de Londres não foi capaz de rastrear o herdeiro do casal.
Com tudo, Nicolo permaneceu esperançoso em ter permissão para manter as pinturas em seu poder, diz o La Repubblica ", eles foram comprados de boa-fé" e "as instituições não podem negar isso ". Agora que os tribunais decidiram a seu favor, ele iniciou conversações com potenciais compradores para o Gauguin. Aos 70 anos de idade, ele espera levar sua esposa em uma lua de mel muito adiado para Viena e Trieste, na Itália; comprar uma fazenda perto de sua casa em Siracusa, na Sicília; e ajudar seus filhos e netos. O Bonnard, no entanto, ele vai manter por razões sentimentais.
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Texto de Sarah Cascone publicado no Artnet | 12/12/14.

Obras saqueadas por nazistas são encontradas em museu alemão +

O Badische Landesmuseum, em Karlsruhe, na Alemanha, anunciou que identificou em sua coleção sete obras saqueadas pelos nazistas. A descoberta ocorre após quatro anos de duração da auditoria da coleção inteira, a qual procurou especificamente por obras saqueadas pelos nazistas, informou o “Die Welt”.
As seis pinturas e uma escultura gótica tardia eram mantidas em um dos armazéns do museu há mais de 70 anos. Uma pesquisadora do museu, Katharina Siefert, disse que os trabalhos pertenciam a uma famíliua judia de Mannheim.
As obras foram confiscadas pelos nazistas quando a família mudou-se de Amsterdam para Mannheim. De qualquer forma, Katharina e sua equipe não podem identificar com certeza os proprietários ou os herdeiros. As obras estavam registradas no banco de dados LostArt database como saqueadas por nazistas.
Os pesquisadores inicialmente encontraram a obra “Lady in the Theater Box”, de um artista desconhecido, em uma lista chamada como de "propriedade não-ariana", o que levou à posterior identificação das cinco pinturas de paisagens e da escultura. Um recibo, datado de 1943 e assinado pelo então diretor da Karlsruhe Kunsthalle, Kurt Martin, confirmou que as obras tinha sido confiscadas de coleções judaicas.
Kurt Martin serviu como especialista do Ministério do Reich no Art and Museum Objects. Foi o responsável por decidir quais obras entravam na coleção do museu e as que foram colocadas no mercado.
O Badische Landesmuseum requeriu que qualquer pessoa que tenha informações sobre as obras ajude na identificação dos legítimos proprietários.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no portal ArtNet | 28/10/14.

Criminosos tentam furtar escultura de Victor Brecheret em Itapetininga +

Peça feita de pedra sabão pesa mais de 100 quilos.
Obra criada pelo escultor foi um presente a Júlio Prestes.

A tentativa de furto de uma obra do artista Victor Brecheret, feita de pedra sabão, chamou a atenção dos funcionários que trabalham nas obras de restauração do "Centro Cultural e Histórico Brasílio Ayres de Aguirre", em Itapetininga (SP). Na última terça-feira (14/10), a peça foi encontrada nos fundos do prédio em um carrinho de mão e coberta por tecido. Especialistas já avaliaram a peça, mas o valor é incalculável devido à importância histórica.

Segundo o secretário de cultura, Antônio Marcos Policeno, a escultura é o resultado do primeiro esboço do "Monumento às Bandeiras", localizado na entrada do Parque Ibirapuera, em São Paulo. "A peça está em Itapetininga porque foi um presente do artista a Júlio Prestes, ex-governador do estado e eleito presidente da República, mas que não chegou a assumir o cargo por causa da Revolução de 1930', explica Antônio Marcos.
Ainda de acordo com o secretário, tudo indica que os ladrões não concluíram o furto devido ao peso da escultura. Segundo ele, a peça tem aproximadamente 100 quilos.

Funcionários que trabalham na obra de restauração do prédio acreditam que os bandidos tenham pulado o muro e entrado por uma porta encontrada aberta. A Secretaria Municipal de Cultura registrou boletim de ocorrência e vai instaurar uma sindicância interna pra saber se houve facilitação por parte de alguém que sabia como chegar até a escultura. "Fizemos um boletim de ocorrência e também estamos pedindo a abertura de uma sindicância para apurar e houve facilitação nessa história", afirma Policeno.

A escultura foi doada pela família de Prestes ao município, já que ele nasceu em Itapetininga. No Centro Cultural, que está temporariamente fechado para obras, há um espaço de exposições sobre a vida do político. O monitor do Centro Cultural, Benedito Luíz, trabalha há 21 anos no prédio e diz que a perda seria muito grande, já que se trata de uma relíquia. "Ela tem um valor histórico incalculável culturalmente, e se houvesse esse roubo seria um fato internacional”
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Texto publicado no portal G1 de Itapetininga | 16/10/14

Ministério Público move ações para devolver peças de Aleijadinho a MG +

Uma santa chama mais a atenção do que as outras na sala dedicada a Aleijadinho no Museu da Inconfidência, na cidade mineira de Ouro Preto. Seguranças cercam a Samaritana sempre que alguém tenta chegar perto.

Essa é uma das mais de 600 obras de arte sacra que foram recuperadas em ações do Ministério Público de Minas Gerais na última década.

Desde que entrou para o poder público há 13 anos, o promotor Marcos Paulo de Souza Miranda adotou como missão quase obsessiva a recuperação de imagens que sumiram de igrejas barrocas.

Muitas delas, em especial do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814), acabaram nas mãos de colecionadores privados. Eles são alvos da promotoria, que proclamou uma espécie de guerra santa contra donos dessas peças.

Em alerta, muitos venderam suas coleções, e agentes do mercado de arte afirmam que valores –um bom Aleijadinho chega a valer R$ 4,5 milhões– estão em queda por causa das apreensões.

"Pessoas choram até hoje em razão da subtração dessas imagens", diz Miranda, em seu escritório no centro de Belo Horizonte.

O caso mais recente é a apreensão do busto de são Boaventura, uma peça de Aleijadinho esculpida entre 1791 e 1812. A imagem avaliada em R$ 1,2 milhão e já exposta em Paris, Moscou, Lisboa e no Guggenheim, em Nova York, pertenceu a João Marino, colecionador morto em 1997 que formou um dos maiores conjuntos de arte sacra no país.

Herdeiros de Marino tentam reaver a peça, que foi parar na reserva técnica do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto, por ordem judicial.

De acordo com a promotoria, o busto pertencia à igreja de São Francisco de Assis e é para lá que deve voltar caso o órgão ganhe a ação.
INTERPOL DAS PARÓQUIAS

"Não tem nada de heroísmo nisso. Meu trabalho aqui é sério e técnico, tudo muito pé no chão", diz Miranda.

Ele conta que conduz agora cerca de cem investigações atrás de imagens barrocas em todo o mundo e que já encontrou santos escondidos até em caixas d'água. Também conta que criou uma base de dados com fotos de santos procurados, uma espécie de Interpol das paróquias.

Arregalando os olhos, Miranda diz que "cada bem cultural tem corpo e tem alma". "O corpo é só o objeto, a alma é o valor cultural. Você pode ser proprietário do corpo, mas o valor cultural pertence à coletividade."

Miranda tem usado uma tese jurídica no mínimo inusitada, invocando uma lei da época do Império, assinada em 1830 por dom Pedro 1º, segundo a qual a propriedade da igreja fazia parte do patrimônio da monarquia -a lei não está mais em vigor.

"Se ele emplacar essa tese maluca, acabam as coleções de arte sacra no Brasil", diz Pedro Bicudo, neto de Marino e advogado de defesa da família. "Isso abre um precedente perigosíssimo. Uma coisa é recuperar peças roubadas, outra é começar a perseguir as coleções privadas."

Miranda lembra que só vai atrás de peças de culto coletivo, ou seja, de pelo menos meio metro de altura, e de antes da proclamação da República, em 1889, alegando a tese de que até então tudo era propriedade do Estado.

"Não estamos criando nenhuma lei nova. Os comerciantes e colecionadores vivem no mundo do risco, sabendo da possibilidade desses bens terem procedência ilícita", afirma Miranda.

Na opinião do professor de filosofia do direito da USP Ari Marcelo Solon, ações do tipo conduzidas pela promotoria mineira configuram "violação dos direitos patrimoniais" e a tese ancorada na lei imperial não se sustenta.

Enquanto a briga corre na Justiça, Miranda adverte colecionadores incautos. "Só deve temer o Ministério Público quem tem algo a esconder", diz o promotor. "Mas não existe nenhuma caça às bruxas." Só aos santos.
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Texto de Silas Martí publicado no jornal Folha de S. Paulo | 13/10/14

Tribunal apreende Goya, Picasso e outros quadros impagáveis da Família Marcos +

Um tribunal anti-corrupção nas Filipinas ordenou a família do falecido ditador Ferdinand Marcos para retornar oito pinturas de artistas de renome mundial. O tribunal decidiu que as pinturas tinham sido acompradas com recursos públicos adquiridos ilegalmente.

Durante 20 anos de regras nas Filipinas, a família Marcos e seus associados acumularam mais de US $ 11 bilhões em dinheiro, jóias, obras de arte e outros bens. Acredita-se que a fortuna foi desviada de dinheiro do contribuinte. Até agora, cerca de metade do valor foi recuperado.

O tribunal autorizou a polícia a procurar todos os escritórios e residências de ex-primeira dama e deputada atual, Imelda Marcos, em Manila, a fim de recuperar as pinturas.

De acordo com o promotor as pinturas sujeitas à apreensão são: “La Baignade au grand Temps”, de Pierre Bonnard; “Madonna e Criança”, de Michelangelo, “Vaso de crisântemos vermelhos”, de Bernard Buffet, “Natureza-Morta com Idol”, de Paul Gauguin; “Retrato da Marquesa de Santa Cruz, de Francisco Goya, “L'Aube”, de Joan Miro; “Femme Couche VI”, de Pablo Picasso, e “Jardin de Kew imprensa de la Serre 1892”, de Camille Pissarro.

Imelda, 85, evitou por diversas vezes a prisão, apesar de te sido acusada de delitos civis e criminais relacionados com o governo de seu marido entre 1965-1986, e as evidências da riqueza significativa de sua família acumulada durante esse período. Ela diz ser inocente e continua a negar veementemente que sua família fez fortuna ilegalmente.
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Texto de Henri Neuendorf publicado no iste ArtNet | 30/09/14

71 obras foram roubadas em Viena na Áustria +

Um total de 71 pinturas de artistas austríacos de renome, como Oskar Kokoschka, Emil Beischläger e Alfons Walde foram roubadas de uma casa na capital austríaca, Viena, relatou o jornal Der Standard. As obras estão avaliadas em mais de € 2 milhões.
Um ex-professor de 73 anos de idade, voltou para casa depois de 10 dias de férias e descobriu que as paredes de sua casa tinha sido despidas por ladrões que haviam roubado toda a sua coleção de arte.
O porta-voz da polícia Thomas Keiblinger confirmou relatos anteriores de notícias que o crime foi cometido entre os dias 21 e 31/08/14. A polícia acredita que o assalto foi obra de ladrões de arte experientes.
Os ladrões cometeram o crime sem ser detectados pelos alarme, que havia sido desligado. A polícia acredita que eles deixaram o local com as pinturas na traseira de um caminhão. "Eles eram profissionais. Eles sabiam como e que eles roubaram ", disse Keiblinger, do jornal The Local .
Até agora, nenhuma testemunha se apresentou. No entanto, especialistas forenses foram capazes de garantir alguma evidência de formar a cena, incluindo amostras de ADN. A Polícia Judiciária Federal austríaca têm circulado fotos de todas as pinturas roubadas on-line e estão apelando ao público para apresentar informações.
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Texto publicado no ArtNet | 11/09/14
Foto da obra "Zigeunermadchen", pintada em 1901, pelo artista Kokoschka Oskar

Castelo em Milão tem três pinturas roubadas +

Qual o grau de dificuldade para roubar uma fortaleza italiana? Aparentemente, não é grande. Três pinturas de um artista anônimo do século 15 foram retiradas do Castelo Sforza de Milão, relata o jornal “La Republica”. Um guarda disse ter notado a falta das obras na tarde de 23/08/14. A polícia foi notificada cerca de cinco horas depois.
O museu avalia as pinturas em € 25 mil, o que as torna uma perda muito menos devastadora do que a da grande pintura de Guercino na igreja de San Vincenzo, em Modena, roubada em 10/08/14 (obra estimada entre € 5 milhões e € 6 milhões e que foi vista pela última vez por volta do do meio-dia do dia 10/08/14, o que sugere que pode ter sido roubado durante o horário normal de funcionamento).
Esse segundo roubo em apenas duas semanas também foi descarado. Um membro da equipe de investigação do roubo no castelo disse ao “La Republica” que os perfis de cerca de 25 cm² quadrados de um homem provavelmente foram roubados em plena luz do dia.
Esse membro especula que o autor do roubo é familiarizado com o castelo e que o sistema de segurança do local é ruim (um salão sem equipamento de gravação de vídeo). No roubo, foi cortado um arame de fixação das obras na parede. Oficiais sugerem que as obras foram retiradas do castelo em algum tipo de bolsa, mala ou mochila.
Francesca Tasso, diretora do museu do castelo, concordou com essa teoria do crime. Ela também observou que o museu não sofria um único roubo nos 14 anos em que ela está na instituição - o último foi na década de 1980.
O museu planeja implementar novas medidas de segurança. Francesca Tasso afirma que sua equipe está estudando a possibilidade de instalação de mais câmeras de segurança nas galerias. Também há planos de instalar um armário e forçar os visitantes do castelo a terem mochilas e bolsas grandes verificadas.
A cidade de Milão rejeitou as acusações de que o atraso para informar a polícia sobre o roubo de três pinturas era incomum. De acordo com funcionários do comando de guarda, o desaparecimento foi informado às 15h50. A partir daí, um inventário do museu e uma pesquisa inicial foi realizada, para assim ter a garantia de que as obras não tinham sido retiradas por conservadores ou outra equipe do museu.
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Fonte: texto de Alexander Forbes publicado no portal Artnet | 27/08/14.