

Zona Maco muda de calendário e passa a ocorrer em fevereiro. +
A Zona Maco, feira de arte contemporânea do México está a decorrer por estes dias no centro Banamex da capital mexicana. Pablo del Val, diretor artístico do evento afirma que o ambiente de otimismo vivido nesta edição é contagioso. O espaço de exposições cresceu 20% e apenas 35% das galerias são mexicanas.
Os sinais de crescimento são evidentes. Numa década, a Zona Maco que nasceu com 22 galerias e registou 3.000 visitantes passou a ter 130 expositores e quer superar as 35.000 visitas da edição passada.
Para o próximo ano a organização aspira a mais resultados e mudou a data da sua realização para fevereiro, adequando-a aos grandes eventos internacionais, como a feira de São Paulo ou o Armony Show de Nova Iorque, de modo a coincidir também com o período primaveril europeu.
A Maco de 2014 ocorrerá entre 05 a 09 de fevereiro, o que fez estalar a polémica com a direção da ARCO. Se os dois acontecimentos coincidissem, cerca de quarenta galerias teriam de optar por uma ou outra feira. Carlos Urroz, director da ARCO não deixou de reagir a esta medida, referindo: “É uma atitude claramente agressiva, que coloca pelo menos 36 galerias, muitas delas espanholas, numa situação muito incómoda”.
Sem margem de manobra, a ARCO viu-se obrigada a procurar uma alternativa. Acerca do caso, Carlos Urroz assinalou que “preferimos adotar uma atitude dialogante e encontrar novas datas, conservando de todo o modo o mês de fevereiro”.
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Texto publicado no site www.artecapital.net | 12/04/13
Edifício inaugurado em 2001 e projetado pelos arquitetos Tod Williams e Billie Tsien, será demolido por questões estéticas. +
O Museum of Modern Art de Nova Iorque informou que irá demolir um dos seus prédios adjacentes. O edifício, inaugurado em 2001 e projetado pelos arquitetos Tod Williams e Billie Tsien, será demolido por questões estéticas. De acordo o jornal The New York Times, representantes do museu afirmam que o design do prédio de “fachada opaca” não combina com a “estética de vidro” do restante da instituição.
Antes de ser comprada pelo MoMA em 2011 por 32 milhões de dólares, a construção abrigava o American Folk Art Museum, que atualmente ocupa outro endereço em Nova Iorque. A demolição faz parte de um projeto de expansão do museu que criará um complexo de cinco prédios integrados. Um deles será uma torre de 82 andares projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel.
Apesar ter sido ampliada e reformada em 2004 pelo arquiteto japonês Yoshio Taniguchi, a instituição afirma que precisa de mais espaço para realizar exposições – e essa seria outra razão para a demolição. Ainda não se sabe quem irá projetar o edifício que será construído no local, mas a direção do MoMA já está a realizar uma pesquisa a respeito. Também é uma incógnita qual o departamento que irá ocupar o novo prédio.
A decisão do museu tem sido criticada por jornalistas, arquitetos e especialistas norte-americanos já que a construção, ainda que recente, já era considerada um marco arquitetónico de Nova Iorque. “O edifício é tão sólido quando visto da rua, e então ele se torna um artefato descartável. É incomum e trágico, porque é um trabalho notável da arquitetura do século 21 feito por arquitetos famosos que não têm realizado projetos na cidade há muito tempo” declarou Andrew S. Dolkart, diretor do programa de preservação histórica da Universidade de Columbia.
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Texto divulgado no site www.artecapital.net |15/04/13
Em maio, a White Cube abre em Londres uma individual da artista Jac Leirner, brasileira que passa então a ser representada pela galeria britânica. Na mesma galeria, Marcius Galan vai participar de uma mostra em julho. +
Enquanto as galerias estrangeiras fincam pé no Brasil, artistas do país estão na mira dessas mesmas casas para mostras no exterior.
Em maio, a White Cube abre em Londres uma individual da artista Jac Leirner, brasileira que passa então a ser representada pela galeria britânica fora do país.
Na mesma galeria, Marcius Galan vai participar de uma mostra em julho, mês em que o curador brasileiro Adriano Pedrosa estará à frente de um projeto para selecionar artistas emergentes que farão sua estreia numa das galerias mais badaladas do planeta.
Depois que a Gagosian fez, há dois anos, uma mostra de neoconcretistas brasileiros em sua filial de Paris, chegou a vez de a Pace montar, no início do ano que vem, em seu espaço de Londres, uma mostra de escultura brasileira dos anos 1970 em diante, ou seja, da geração pós-neoconcreta.
“Estou explorando a evolução da arte brasileira para além do projeto construtivo”, diz Ricardo Sardenberg, curador à frente da mostra na Pace. “Não é uma negação da arte construtiva, mas o momento de ruptura que abre para outros vocabulários.”
Em entrevista à Folha, o diretor da Pace em Nova York, Marc Glimcher, adiantou que gostaria de ter nessa mostra nomes como Cildo Meireles e José Bento, de quem já comprou obras.
“Será a primeira mostra de brasileiros”, diz Glimcher. “Mas já pensamos na próxima, só com pintores.”
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Texto publicado originalmente no jornal "Folha de S. Paulo" e divulgado na newsletter do site www.touchofclass.com.br
"Amazônia, Ciclos de Modernidade", no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, figura na lista +
A publicação The Art Newspaper apresentou a lista das exposições mais vistas em 2012, destacando diferentes segmentos: arte impressionista e moderna, fotografia, arte contemporânea, antiguidades, artes decorativas, entre outras.
Confira as mais visitadas de algumas categorias:
Exposição temática:
"Amazônia, Ciclos de Modernidade", no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, recebeu 7,928 visitantes por dia (374,876 total).
Impressionismo e Arte Moderna:
"De Kooning: a Retrospective", no Museum of Modern Art, de Nova York, recebeu de 6,218 visitas diárias (696,362 total)
Fotografia:
"Little Black Jacket", na Saatchi Gallery, em Londres (com entrada gratuita), recebeu 6,716 entradas por dia (161,176 total), enquanto que "Cindy Sherman", no Museum of Modern Art, em Nova York, que teve 5,660 espectadores por dia (605,586 total).
Arte contemporânea:
"David Hockney RA: a Bigger Picture", na Royal Academy of Arts, em Londres, recebeu 7,512 espectadores por dia (600,989 total).
Grandes Mestres/Obras-Primas:
"Masterpieces from the Mauritshuis", no Tokyo Metropolitan Art Museum, recebeu 10,573 visitantes por dia (758,266 total).
Arquitetura e Design:
"Santiago Calatrava: the Quest for Movement", no State Hermitage Museum, São Petersburgo, recebeu 5,217 visitantes por dia (430,000 total).
Arte asiática:
Colourful Realm: Ito Jakuchu (1716-1800) na National Gallery of Art, em Washington, recebeu 7,611 visitantes por dia (235,931 total).
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Artigo divulgado na newsletter do site www.touchofclass.com.br
A doação de Leonard Lauder, herdeiro do setor de cosméticos, é composta por 78 obras cubistas e inclui 33 obras de Pablo Picasso, 17 de Georges Braque, 14 de Juan Gris e 14 de Fernand Leger. +
O museu Metropolitan de Nova York recebeu uma doação de obras no valor de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,9 bilhão) do herdeiro do setor de cosméticos Leonard Lauder.
A coleção de 78 obras cubistas inclui 33 obras de Pablo Picasso, 17 de Georges Braque, 14 de Juan Gris e 14 de Fernand Leger. Construída ao longo de 37 anos, é considerada uma das melhores no que se refere a este movimento de vanguarda.
Lauder, de 80 anos, declarou que decidiu doar a coleção porque considera essencial que o cubismo e os movimentos posteriores sejam vistos e estudados num dos maiores museus do mundo.
“Escolhi o Met como uma forma de dividir esta coleção pois senti que (o acervo) é essencial para o cubismo – e a arte que surgiu depois disso – ser visto e estudado dentro das coleções de um dos maiores museus enciclopédicos do mundo”, afirmou Lauder.
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Artigo divulgado na newsletter do site www.touchofclass.com.br com informações do site Arte Capital, Reuters e Portal Terra
O artista, poeta e arquiteto Almandrade narra numa crítica a história da circuito de arte da baiano dos anos 1960 até o momento. +
A história da arte dá conta apenas do que acontece nos centros. Aliás, a arte sempre dependeu dos centros culturais de informação e divulgação, com algumas raras exceções. No Brasil, não se tem uma informação menos apressada do que acontece nas outras regiões. É sempre um olhar à distância, que vê apenas o regional e o exótico, principalmente em se falando de arte contemporânea. De um lado, defrontamos com o descrédito dos grandes centros e suas instituições, críticos, curadores, marchands etc. com relação ao que se produz na periferia. De outro lado, convivemos ainda com comportamentos no meio de arte e uma produção dominante defasadas diante das questões atuais que preocupam o fazer artístico. Como diz o manifesto "Arte/Bahia/ estagnação" de 1976, assinado por mim e pelo crítico Haroldo Cajazeira: "...A situação da arte na Bahia estagnou-se nas propostas da década de 60..., não havendo nenhum vínculo com a produção e as discussões dos anos 70..."
Praticamente trinta anos depois do aparecimento da chamada arte contemporânea no Brasil, recalcada nos anos 70 pelas próprias instituições culturais, um outro contemporâneo surgido nos anos 90 passou a fazer parte do cotidiano dos salões, bienais, do mercado de arte, das grandes mostras oficiais e de iniciativa privada. Estamos vivendo um momento em que qualquer experiência cultural: religiosa, sociológica, psicológica etc. é incorporada ao campo da arte pelo reconhecimento de um curador ou de outro profissional que detém algum poder sobre a cultura (tudo que não se sabe direito o que é, é arte contemporânea). Como tudo de "novo" na arte já foi feito, o inconsciente moderno presente na arte contemporânea implora um "novo" e, nesta busca insaciável do "novo", outras experiências de outros campos culturais são inseridos no meio de arte como uma novidade. A arte deixa de ser um saber específico, para ser um divertimento ou um acessório cultural. Neste contexto, o regional, o exótico produzido fora dos grandes centros entra na história da arte contemporânea.
No território das artes plásticas brasileiras, a Bahia passou por um processo de amadurecimento meio lento para absorver as linguagens modernas e promover uma renovação capaz de competir com a arte produzida nos grandes centros. O que marcava a produção baiana era uma tendência à regionalização e uma recusa à universalidade, a busca de um "moderno regional". A adaptação às novidades modernas se deu de forma aleatória, dentro de um pacto com a temática local, nordestina. A contemporaneidade custou a chegar, e acabou sendo diluída sem se assimilar direito suas questões, como uma moda fácil que vem dominando a arte brasileira. Uma arte contemporânea sem história, instantânea e descartável.
A Vontade de uma vanguarda
Na segunda metade da década de 1960, houve na Bahia uma força de vontade de acompanhar as diversidades da vanguarda brasileira. Não havia um procedimento de vanguarda, nem um pensamento, era mais um inconformismo com a situação em que se encontrava a Bahia diante das inquietações dos anos 1960: contracultura, Tropicália, experimentalismo e as rupturas dos suportes tradicionais. A vontade de intercâmbio com a vanguarda resultou nas Bienais da Bahia, que contou com a participação das manifestações mais importantes da época: concretismo, neoconcretismo, tropicália etc., fazendo de Salvador o centro das artes plásticas brasileiras. A repercussão nacional despertou interesse da Fundação Bienal de São Paulo em transferir a Bienal Nacional de Salvador para São Paulo. Chegou a provocar o cenário cultural local, contrário a uma atualização do meio de arte baiano. Como o regime político do final dos anos 60 era pouco favorável a liberdade cultural, surgiu o AI-5 e a 2ª Bienal foi fechada. Foi o fim de uma iniciativa que deixou a arte brasileira de luto.
Depois da 2ª Bienal Nacional, em 1968, encerrada com o AI-5, uma iniciativa não só para integrar a Bahia no cenário nacional, como também para criar um outro centro de referência para a arte no Brasil, o circuito de arte na cidade do Salvador se restringiu a eventos locais de pequeno porte, quase sem importância para a arte brasileira. O Museu de Arte Moderna, criado em 1959, tendo como sua primeira diretora a arquiteta Lina Bardi, funcionava no foyer do Teatro Castro Alves. Situado num local de fácil acesso, era a principal instituição dos acontecimentos de artes plásticas do Estado da Bahia. A partir de 63, transferido para o Solar do Unhão, sem recursos e num local de difícil acesso, o museu foi perdendo a importância e passou um período desativado. O mercado que teve sua primeira galeria criada na década de 1950, a Galeria Oxumaré, pioneira na divulgação da arte moderna baiana, manteve-se inexpressivo, incapaz de exercer o papel que lhe era destinado no processo cultural, aliado a uma ausência de crítica de arte e de colecionadores. A galeria Bazarte, uma iniciativa inédita em Salvador, nos anos 60, era o ponto de encontro e atelier de muitos artistas que estavam iniciando, incentivados pelo seu proprietário, José Castro, muito mais um estimulador dos jovens artistas do que mesmo um marchand. A produção de arte girava em torno dos limites das primeiras manifestações modernistas, dentro de um esquema pictórico que reivindicava um retorno às chamadas raízes culturais, alheia às transformações que estavam acontecendo com passagem da vanguarda para a contemporaneidade.
O Contemporâneo e o Conceitual
Sem um trânsito de informações, sem um centro de apoio e sem uma política cultural que viabilizasse possíveis linguagens experimentais, entramos na década de 1970 sem acompanhar as mudanças significativas que estavam acontecendo na produção artística e sua leitura. Entre 1972 e 74, o grupo de estudos de linguagem da Bahia (Haroldo Cajazeira, Júlio César Lobo, Orlando Pinho e Almandrade), distante dos problemas do circuito local, iniciou um estudo pioneiro na Bahia sobre semiótica, teoria da informação, filosofia da arte, poesia concreta, concretismo neoconcretismo e arte conceitual que levou a publicação da revista "Semiótica", em julho de 1974, uma iniciativa isolada, sem maiores atritos com o meio local.
Os artistas surgidos no início da década de 70, geração pós-AI-5, tinham poucas oportunidades de circular seu trabalho e acompanhar o que estava acontecendo nos grandes centros: as discussões em torno da arte conceitual e o sistema da arte. Contava apenas com os salões universitários, que não trazia nenhuma perspectiva de troca de informações, eram salões domésticos, mostrava a produção local, defasada, sem abrir intercâmbio com outros Estados. O Instituto Goethe foi o principal centro cultural da cidade, na época, principalmente para as manifestações artísticas experimentais, até o início da década de 80. As iniciativas eram individuais e improvisadas, como a exposição organizada por Glei Melo: "Paralelo 78" com a participação dos artistas: Humberto Velame, Mário Cravo Neto, Almandrade e o próprio Glei Melo, no foyer do Teatro Castro Alves, em 1978. O principal agente do circuito, do ponto de vista de investimentos econômicos, era o mercado estatal, mas direcionado para a geração surgida antes da década de 60, já estabelecida no mercado nacional. Sem uma política de ação cultural necessária à preservação e renovação do patrimônio cultural, a cidade do Salvador ficou aquém de uma cultura urbana. Ao contrário da expansão industrial no sul do País, no início dos anos 50, que foi acompanhada de movimentos e eventos no campo das letras e das artes, como: Bienal de São Paulo, Concretismo, Cinema Novo, Bossa Nova, a modernização industrial baiana entre as décadas de 60 e 70, que contou com a implantação do Centro Industrial de Aratu e do Complexo Petroquímico de Camaçari, não teve correspondente no meio cultural local, por se tratar, possivelmente, de expansão do polo industrial São Paulo/Rio. A indústria do turismo, hegemônica, a partir da segunda metade dos anos 70, movida pela especulação do patrimônio natural, artístico e arquitetônico e as festas populares, deu impulso ao desenvolvimento do ramo hoteleiro, mas não estabeleceu o intercâmbio de experiências nem propiciou um regime favorável ao surgimento de uma cultura urbana que estimulasse as diferenças culturais.
Somente no final dos anos 1970, o Museu de Arte Moderna reabre as portas para reassumir o seu papel no circuito da arte, com uma grande exposição, sem nenhuma seleção, a Exposição Cadastro, um equívoco, mas um equívoco necessário, era uma vitrine da arte baiana. Desde as Bienais, não havia acontecido uma mostra desse porte, do ponto de vista de quantidade, não de qualidade, incomparável com as Bienais. Participaram das Bienais as principais tendências da arte de vanguarda brasileira e estava em outro contexto que diz respeito aos agitados anos 60. Essa reabertura do circuito de arte estava inserido dentro de outro momento político que passava o país: abertura, anistia, liberdades democráticas. O governo do Estado, através da Fundação Cultural do Estado, inaugurava uma nova perspectiva cultural: O AI5 fechou a Bienal, a chamada abertura política reabre o museu e devolve a liberdade de expressão. Era o início de uma nova etapa, a redemocratização do País. Mas a Exposição Cadastro, nas suas melhores intenções, mostrou que a Bahia estava distante da contemporaneidade, salvo alguns exemplos isolados, não tinha nem entendido direito a modernidade, às voltas com um moderno regional. A exposição " O Sacrifício do Sentido", realizada por Almandrade, em 1980, foi a primeira exposição individual de arte contemporânea, do Museu de Arte Moderna da Bahia, com o apoio da Fundação Cultural do Estado.
O Novo Contemporâneo
Na década de 1980, o mercado começa a se estruturar como um dos suportes do meio de arte, mas só em meados dos anos 1990 ele consegue absorver as produções mais recentes, que exigem um olhar mais apurado, o que estimulou a produção contemporânea, ainda iniciante. A galeria ACBEU, criada em 1975, veio se constituir num importante espaço de divulgação da produção de arte, não só para artistas emergentes, como também para artistas reconhecidos no mercado de arte. A Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, a principal escola de arte, manteve-se à parte do processo cultural, sem tomar partido com relação às transformações das linguagens artísticas. Os Salões Baianos de 1986 e 1987 foram iniciativas para inserir a Bahia no cenário nacional e estabelecer um intercâmbio entre artistas, também sem continuidade.
Reiniciados nos anos 1990, com um novo formato, juntamente com outros projetos culturais e iniciativas de interesse nacional, os Salões integraram o MAM da Bahia no circuito nacional de museus. Diferentemente dos anos 1970, o mercado, que era mais amador, atualmente passou a ocupar um lugar de destaque no ambiente cultural que não pode ser encarado apenas como um movimentador da economia, na medida em que participa da formação de um público consumidor, estimulando colecionadores.
Na década de 1990 foi importante também, para a dinamização do circuito, a participação da iniciativa privada. O que mais se destacou foi a criação do Prêmio Copene de Artes Plásticas, patrocinando exposições de artistas que estavam contribuindo para a transformação da arte baiana, e publicações como "100 Artistas Plásticos Baianos" que veio suprir uma carência de documentação das artes plásticas na Bahia. O marchand passa a desempenhar um papel decisivo para uma possível história da arte baiana, do ponto de vista do mercado, que deixa de ser um comércio de compra e revenda de obras, e passa a investir no reconhecimento do artista e cria, de certa forma, um referencial para o comprador de arte, oferecendo-lhe uma margem de segurança para o seu investimento.
Depois dos anos 1970, no contexto nacional e internacional, ocorreu o retorno da pintura, o reencontro do artista com a emoção e o prazer de pintar. Um prazer e uma emoção solicitados pelo mercado em reação a um suposto hermetismo das linguagens conceituais que marcaram a década de 1970. A arte contemporânea passou a ser um fazer subjetivo, como se arte fosse um acessório psicológico ou sociológico. Troca-se de suporte, nos anos 1990, com o predomínio da tridimensionalidade: escultura, objeto, instalação, performance etc., mas a arte não retomou a razão. Para uma condição pós-moderna, o suporte não é o essencial, mas o significado. Somente na segunda metade da década de 1990, depois de instaurada a moda contemporânea, o circuito de arte baiano absorve as novas linguagens, que passam a conviver, sem atrito, com as tradições locais.
A convivência de várias produções no circuito de arte mobiliza um público consumidor de interesses diferentes, no que diz respeito às informações estéticas, o que vai, de alguma forma, movimentar o mercado de arte e estimular o desenvolvimento da produção artística. Hoje, o que podemos detectar como arte baiana, legitimada pelas instituições culturais e o mercado, não é mais uma unidade, mas uma variedade de trabalhos, muitas vezes contraditórios. Uma pluralidade de estilos e tendências, representando várias gerações de artistas. Circula no mercado de arte desde linguagens acadêmicas das décadas de 20 e 30, passando pelas décadas de 40 e 50, que correspondem ao primeiro contato da Bahia com o movimento moderno, até as manifestações em torno da contemporaneidade desenvolvidas nas últimas duas décadas. De um lado, temos uma produção determinada pela figuração regional, que utiliza os esquemas formais das primeiras experiências modernas; de outro, uma produção de "novos artistas contemporâneos" que ainda estão começando, muitas vezes incentivada pela ótica dos salões de arte, cujos trabalhos carecem de uma formalização decisiva. No meio disso, temos uma geração intermediária, surgida nos finais da década de 1960 e início de 1970, com uma diversidade de estilos, reconhecida como uma referência significativa para a pós-modernidade das artes plásticas baianas .
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
A proposta do diretor do museu Van Abbe, em Eindhoven, na Holanda, foi a escolhida entre as cinco propostas para a curadoria do evento. +
A 31ª Bienal de São Paulo, programada para o próximo ano, já tem curador: o britânico Charles Esche, diretor do museu Van Abbe, em Eindhoven, na Holanda. Seu nome será anunciado pelo novo presidente da instituição, Luis Terepins, na próxima semana, com a presença de Esche, em São Paulo.
Trata-se de uma escolha radical, especialmente depois de uma exposição com caráter museológico, como a que foi conduzida por Luis Pérez-Oramas na edição da Bienal do ano passado.
Esche foi um dos cinco curadores que apresentaram propostas à Bienal e é conhecido por dedicar-se a questões políticas na arte.
Seu projeto aborda o papel da arte na globalização.
Depois de duas bienais com grande presença de artistas brasileiros e latino-americanos, a direção da instituição parece ter buscado diversificar o caráter geopolítico da mostra.
O curador selecionado, aliás, não é especialista em arte brasileira, como é o caso de Pérez-Oramas. Ele sequer visitou edições anteriores da Bienal de São Paulo.
Esche, contudo, além de curador renomado, é envolvido com a produção asiática e do Oriente Médio, como atestam suas participações em bienais daquelas regiões: Gwangju (Coreia do Sul), Istambul (Turquia) e Riwaq (Palestina).
O curador inglês é também conhecido por projetos ousados. Ele foi um dos responsáveis, por exemplo, pela exposição "Picasso na Palestina", em 2011, um dos eventos mais comentados no circuito das artes. A mostra consistia na exibição da tela "Buste de Femme" (1943), de Pablo Picasso, que pertence ao Van Abbe, na Academia Internacional de Artes da Palestina, em Ramallah, na Cisjordânia, uma das regiões em que o conflito entre Israel e Palestina é mais agudo.
Foi a primeira vez em que um artista como Picasso foi exibido em tal área, e toda a logística que envolveu a operação foi altamente complexa. "Uma das questões pertinentes a esse projeto é refletir como um museu de arte europeu exerce um papel significativo em entender nossa condição global com todas as suas contradições internas", disse Esche sobre "Picasso na Palestina".
O Van Abbe, sob a direção de Esche, também é reconhecido por sua originalidade nos formatos expositivos.
Atualmente, uma das mostras da instituição --vídeos do norte-americano John Baldessari-- acontece nas escadarias de sua sede.
Em 2010, o museu recebeu uma mostra sobre os modos de expor obras de arte e um dos eixos da exposição foi o projeto de Lina Bo Bardi para o Masp.
Projetos do curador apontam que, em 2014, o prédio da Bienal pode vir a ter uma ocupação menos comportada que na edição anterior.
Projetos do curador apontam que, em 2014, o prédio da Bienal pode vir a ter uma ocupação menos comportada que na edição anterior.
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Texto de Fabio Cypriano publicado no jornal Folha de S. Paulo | 10/04/13.
Com obras decepcionantes, exposição não vai muito além de uma mitologia que o curador Hans Ulrich Obrist criou em torno dele próprio. +
O pôster do artista britânico Isaac Julien, uma intervenção em "O Interior Está no Exterior", em cartaz na Casa de Vidro, projetada e habitada por Lina Bo Bardi (1914 - 1992), é bastante revelador de toda situação que envolve essa mostra.
No cartaz, Julien anuncia o filme "The Ghost of Lina Bo Bardi" (O fantasma de Lina Bo Bardi), ainda a ser realizado, estrelado por Hans Ulrich Obrist, o próprio curador da exposição. Dessa forma, o que se pode concluir é que, muito mais que uma exposição em torno de Lina, "O Interior Está no Exterior" é sobre Obrist.
Por um lado, é inegável a importância da iniciativa do curador suíço, que conseguiu fazer da Casa de Vidro um lugar realmente visível.
Ele reuniu aí nomes de primeira grandeza, figuras icônicas na história da arte como Gilbert & George ou Dan Graham (que realizou sua obra no Sesc Pompeia, também projetado por Bo Bardi), e nomes contemporâneos relevantes, como Dominique Gonzalez-Foerster, Ernesto Neto e Olafur Eliasson.
No entanto, Bo Bardi é um nome em ascensão no cenário internacional, suas obras e projetos vêm sendo reconhecidos por sua originalidade e radicalidade, o que não se percebe na exposição.
Uma das exceções é a intervenção de Renata Lucas (uma reprodução de uma obra pendurada na face externa dos vidros da sala).
Com isso, a mostra de Obrist não vai muito além de uma mitologia que o curador criou em torno dele próprio: a organização de exposição em ambientes domésticos.
Há 20 anos, ele sempre relembra, o curador organizou sua primeira mostra, na cozinha de sua casa. "O Interior Está no Exterior" é, assim, um desdobramento de sua própria atividade curatorial.
Com isso, se no discurso Obrist apresenta essas exposições em "casa-museu" como um contraponto a grandes exposições, no final a mostra se torna espetacular pela sua própria dinâmica.
E, pior: com muitas obras bastante decepcionantes, como o espelho de Eliasson, ou alguns dos filmes no Sesc, o resultado termina sendo muito barulho por nada.
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Texto de Fabio Cypriano para o jornal Folha de S. Paulo | 09/04/13.
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Mesmo que tenha projetado alguns museus, entre eles o Masp, Lina Bo Bardi sempre olhou para a arte criada fora deles. Numa aula que deu em 1989, três anos antes de morrer, a arquiteta disse que "muitas das artes plásticas são uma solene porcaria, sem nenhum conteúdo".
Mais de duas décadas depois, Bo Bardi virou uma figura quase idolatrada no meio da arte, sendo tema de obras e inspirando outras tantas com sua arquitetura de transparências poderosas.
Uma leva de artistas, todos no panteão do mercado e das grandes mostras, faz agora intervenções em sua Casa de Vidro, onde viveu por mais de quatro décadas, e no Sesc Pompeia, fábrica que transformou em centro cultural.
Num processo que começou com uma visita do arquiteto holandês Rem Koolhaas às obras da arquiteta há dois anos e teve, no ano passado, uma série de performances de artistas como Gilbert & George e Cinthia Marcelle, a casa transparente do Morumbi agora será ocupada com obras menos efêmeras.
Reunindo um elenco estelar, de Olafur Eliasson a Ernesto Neto, em dois espaços icônicos do modernismo brasileiro, essa é uma das mostras mais aguardadas do ano.
Não é a primeira vez, aliás, que Hans Ulrich Obrist, um dos nomes mais influentes no circuito global, inventa mostras em escala doméstica. Ele já encheu de obras a casa do poeta espanhol Federico García Lorca e também do arquiteto mexicano Luis Barragán.
"Esse contexto doméstico suscita peças mais íntimas", diz Ulrich Obrist, em entrevista à Folha. "Tem a ver com a harmonia entre a luz e as transparências. Essa casa parece desafiar a gravidade, o que aguça os sentidos."
Nomes como Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Dominique Gonzalez-Foerster, Rivane Neuenschwander e Jonathas de Andrade reagem agora em suas obras à herança do modernismo tropical defendido pela arquiteta e às transparências de sua casa.
Gonzalez-Foerster, por exemplo, exacerba a ideia de fundir espaços internos e externos na obra de Bo Bardi com um trabalho em que reproduz no jardim uma estrutura que lembra o piso de pastilhas azuis da sala da casa.
Refletindo sobre o destino nem sempre glorioso dessa arquitetura, Andrade revê aqui a série de fotografias em que retratou um iate clube abandonado em Maceió, mostrando os espaços da construção modernista em Alagoas cheios d'água na maré alta e vazios na baixa.
No meio das cadeiras que Bo Bardi colecionava, Neuenschwander infiltrou alguns móveis de sua autoria, camuflando sua obra no mobiliário original da Casa de Vidro.
Outra peça que toma partido dos móveis inventados pela arquiteta é um espelho criado pelo dinamarquês Olafur Eliasson, que usou uma estrutura semelhante aos cavaletes de vidro que Bo Bardi desenhou para o Masp.
PARASITA
No Sesc Pompeia, Ernesto Neto montou uma estrutura gigante. "É uma espécie de bolha que vai parasitar a geometria austera do lugar", diz o curador. "É uma reflexão entre o interior e o exterior."
Dan Graham, com outra obra inédita, também olha para esse contraste entre os lados de dentro e de fora construindo um pavilhão ao ar livre, perto das espreguiçadeiras onde visitantes do Sesc costumam tomar sol.
"Esses espaços provocam os artistas", diz Obrist. "No fundo, essa é uma conversa deles com a arquitetura."
O INTERIOR ESTÁ NO EXTERIOR
QUANDO abre nesta quinta-feira (4), às 12h (Casa de Vidro) e 20h (Sesc Pompeia); ter. a dom., 11h às 17h (Casa) e das 9h às 21h (Sesc); até 30/5
ONDE Casa de Vidro (r. Gal. Almério de Moura, 200, tel. 011-3744-9902) e Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 011-3871-7700)
QUANTO grátis
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Artigo de Silas Martí publicado na “Folha Ilustrada”, da “Folha de S. Paulo”, em 4/4/13, e reproduzida na newsletter do site www.touchofclass.com.br
Raquel Arnaud apontou venda de obras ilegais do escultor morto em 1990. Esculturas em bronze foram feitas a partir de molde original e estão no mercado com certificado falsificado +
A galeria Raquel Arnaud, que detém os direitos sobre a obra do artista Sergio Camargo, morto em 1990, denunciou na semana passada que há esculturas falsas do artista circulando no mercado há cerca de um mês.
As obras foram vendidas com um certificado de autenticidade também falso, em que a assinatura de Arnaud foi forjada. A marchande é responsável pelo espólio do artista construtivista, um dos mais valorizados no país hoje, com obras que chegam a custar até R$ 5 milhões.
"Na qualidade de única representante legal capaz de autenticar as obras do referido artista, verifiquei que o certificado é falso, não tendo em hipótese alguma sido emitido pela [minha] galeria", escreveu Arnaud num comunicado enviado a galeristas.
O alerta foi encaminhado aos membros da Associação Brasileira de Arte Contemporânea, que reúne 44 galerias.
O caso veio à tona durante a feira SP-Arte, encerrada no último domingo, quando o site Mapa das Artes, do jornalista Celso Fioravante, reproduziu o comunicado de Arnaud e uma imagem da obra.
Arnaud disse à Folha que soube da peça falsa quando funcionários de sua galeria, o Gabinete de Arte Raquel Arnaud, foram procurados para que ela reconhecesse sua firma num certificado de autenticidade de uma suposta obra de Sergio Camargo.
Foi verificado, então, que sua assinatura havia sido falsificada no documento e, naquele dia 14 de março, funcionários de Arnaud registraram um boletim de ocorrência denunciando o caso.
"Não sei o que é mais grave: falsificar o documento ou a obra", disse Arnaud.
A falsa peça é uma escultura de bronze no formato de uma pomba e foi fundida a partir de um molde de gesso feito por Camargo em 1954.
Embora seu molde seja original, a peça não tem validade porque o artista não autorizou edições póstumas de suas obras (leia ao lado).
O molde de gesso, considerado protótipo autêntico de uma obra de Sergio Camargo, foi vendido há cerca de dois anos pelos galeristas Paulo Kuczynski e Joca Millan a João Grinspum Ferraz, sócio da galeria Transversal.
Myra Babenco, filha e sócia de Arnaud, disse que João Grinspum Ferraz a procurou no ano passado pedindo que fosse autorizada a produção de cinco peças de bronze a partir do molde de gesso original comprado por ele.
Nesses casos, os herdeiros dos direitos autorais do artista podem ou não autorizar a produção de trabalhos póstumos. A família de Camargo, no entanto, negou o pedido de Grinspum Ferraz.
O certificado que circula com as peças falsas indica que se trata de uma edição póstuma de cinco exemplares. Funcionários do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, no entanto, afirmam que haveria sete dos múltiplos em bronze, e não cinco como diz o certificado falso.
Segundo a Folha apurou, o comprador de uma das peças falsas vem tentando entregar a obra à galeria de Arnaud. A galerista diz aguardar orientação de seus advogados para decidir como vai proceder neste caso.
Segundo Jeane Gonçalves, funcionária da galeria de Raquel Arnaud, cada uma das peças falsas teria sido vendida por cerca de US$ 25 mil, ou R$ 49,6 mil.
Procurado, Grinspum Ferraz disse que consultaria seu advogado para dar entrevista, mas não respondeu aos telefonemas ou às mensagens enviadas pela Folha.
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Obras póstumas dependem de autorização
Uma obra póstuma feita a partir da matriz deixada pelo artista, como aconteceu agora com peças de Sergio Camargo, não pode levar a assinatura do autor nem ser considerada autêntica caso sua produção não tenha sido autorizada pelos herdeiros dos direitos autorais do artista.
Algumas esculturas de Auguste Rodin ou Edgar Degas, por exemplo, já tiveram a autenticidade questionada por terem sido feitas a partir de moldes de procedência duvidosa.
No ano passado, uma série de moldes de gesso deixados por Degas deu origem a uma nova edição de suas esculturas de bailarinas, causando polêmica no mundo da arte.
Alguns especialistas apontaram as novas peças, que inundaram o mercado, como inautênticas, o que alterou valores de obras do artista.
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Artigos de Silas Martí publicados no caderno "Ilustrada" do jornal "Folha de S. Paulo" em 10/04/2013
Em matéria de Audrey Furlaneto, galerias estrangeiras comparam Sp-Arte e ArtRio. +
SÃO PAULO - Dois seguranças guardam o estande da Gagosian na SP-Arte, que abriu as portas ontem para convidados e segue até domingo, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Um deles observa a estranha escultura do americano Jeff Koons, quase no corredor da feira. Tem um olhar desconfiado. A obra de arte que ele vigia, afinal, é composta de uma escada metálica e uma boia infantil em forma de cachorro. O preço: entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões algo entre R$ 10 milhões e R$ 14 milhões.
A peça, exposta pela primeira vez, não tinha sido arrematada na abertura. Mas era do lado de dentro do estande que a Gagosian guardava sua estrela principal, uma grande tela do anglo-irlandês Francis Bacon de US$ 11 milhões (ou R$ 22 milhões). A obra também terminou a abertura sem comprador.
Termômetro de qualquer feira, o dia destinado aos colecionadores é aquele em que mais se vende ou se reservam obras. Na Gagosian, embora as peças mais caras não tivessem sido vendidas, a diretora da galeria em Nova York, Victoria Gelfand-Magalhães, dizia se tratar de um grande primeiro dia.
Veremos no fim se foi melhor que a ArtRio. No Rio, tivemos uma grande feira, mas aqui a organização flui muito mais suave afirmou.
Nos bastidores, de fato, comenta-se que, assustadas com problemas de organização na Art- Rio, as gigantes decidiram testar a SP-Arte. Na feira carioca, onde a Gagosian fez sua estreia no Brasil, a galeria informou ter vendido US$ 5 milhões no primeiro dia.
Temos obras para colecionadores jovens e já consolidados. O que nos atrai de fato para o Brasil é a isenção de impostos. Não é possível pagar quase 50% (tarifação normal, fora do período das feiras) para importar uma obra completa a diretora da Gagosian.
O mesmo motivo é usado pelas outras quatro maiores do mundo que, pela primeira vez, estão reunidas numa feira na América do Sul. Ao lado da Gagosian, White Cube (que veio à SP-Arte em 2012), Hauser & Wirth, Pace e David Zwirner formam a potência mundial das artes e estão entre as 41 galerias estrangeiras com estandes no Pavilhão da Bienal (ao todo, são 122 galerias).
A White Cube, quatro horas depois da abertura da feira, já havia vendido um Damien Hirst por mais de US$ 1 milhão. Obras de Jac Leirner e Tracey Emin também saíram logo. A diretora de vendas da galeria londrina, Daniela Gareh, comentava diferenças entre as feiras de SP e Rio tema que costurou os bastidores da estreia das gigantes na capital paulistana.
É ótima (a SP-Arte), com mais experiência e conhecimento do que é fazer uma feira. Estão fazendo isso há mais tempo, o Rio ainda é muito jovem, precisa aprender disse Daniela.
Já a diretora da Hauser & Wirth, Mariana Teixeira de Carvalho, lembrava as agruras vividas na edição carioca, onde até fechou mais cedo seu estande temendo que obras fossem danificadas pelo público (foram, como divulga a Art- Rio, 74 mil visitantes circulando pelos 7.500 metros quadrados no Píer Mauá):
Aqui está mais agradável, dá para circular melhor, com mais espaço afirmou, referindo-se aos 20 mil metros quadrados da SP-Arte.
A Hauser, porém, dizia não ter expectativa de vendas. Levou obras de apenas três artistas e aposta num trabalho a longo prazo: quer apresentá-los ao colecionador brasileiro para que sejam conhecidos pelo comprador daqui.
Na David Zwirner, o diretor Greg Lulay afirmou que o primeiro dia da SP-Arte é mais movimentado.
Nos saímos muito bem afirmou Lulay. Sinto que a força de comercialização de arte no Brasil é fascinante. Fazemos 14 feiras no mundo todo e, para mim, não se trata de estar no Rio ou em São Paulo, mas no Brasil. O mercado está mudando no globo. A economia do Brasil está ótima. É por isso que estamos aqui.
Já na Pace, o diretor Marc Glimcher comemorava a venda de um Yoshitomo Nara (por US$ 650 mil). A principal peça do estande, no entanto, não tinha conseguido comprador um retrato de Chuck Close, de mais de US$ 5 milhões.
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Texto de Audrey Furlaneto publicado no jornal O Globo | 04/04/13
A jornalista Nahima Maciel entrevista a empresária Fernanda Feitosa, que fala sobre o crescimento do mercado de arte no Brasil. +
Sócia da Galeria Vermelho e presidente da Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), Eliana Filkenstein não consegue imaginar uma feira de arte no Brasil dos anos 1990. Questão de mercado. As últimas duas décadas foram de comemoração para as artes plásticas no Brasil. Especialmente o período entre 2000 e 2012. As feiras de arte funcionam como um termômetro, e o crescimento desse tipo de evento acompanha o desenvolvimento econômico. Em 2005, 40 galerias, a maior parte de São Paulo e do Rio de Janeiro, juntaram-se para fazer a primeira edição da SP Arte. Oito anos depois, a feira montada no pavilhão da Bienal no Ibirapuera conta com 110 galerias e abriu as portas ontem com expectativa de público de 20 mil pessoas. ‘Acho que houve um incremento no Brasil, as pessoas começaram a olhar mais para a arte, e as feiras possibilitaram que mais pessoas conhecessem’, repara Eliana, que todo ano vê os negócios da Vermelho se agitarem durante as feiras.
Quando olha para trás, Fernanda Feitosa, uma das idealizadoras da SP Arte, arrisca até mesmo dizer que existe um antes e um depois do evento. “O mercado não é mais o mesmo”, garante. “Na primeira edição, um galerista afirmou: Esta feira vai mudar a cara do mercado de arte no Brasil'. E assim foi. As galerias se organizaram, o mercado se profissionalizou e parece ter se tornado mais transparente aos olhos do consumidor. E o mais importante de tudo: surgiram novos colecionadores". O evento se consolidou, cresceu e incentivou outras iniciativas.
Três perguntas para Fernanda Feitosa, diretora da SPArte
Houve um crescimento muito grande do mercado e arte contemporânea no Brasil? Qual a configuração dele hoje? E o que mudou na última década?
A SP Arte teve um papel pioneiro e nosso trabalho de expandir o mercado de arte tem sido tão forte e consistente que permitiu o aparecimento de outras feiras de arte pelo país. Por outro lado, a SP Arte contribui para a inserção de novos artistas na medida em que desperta o interesse de novos colecionadores. Temos que criar condições de escoamento da produção jovem contemporânea em nosso país e uma das formas de fazer isso é estimulando o colecionismo, tanto privado como público.
O que propiciou que feiras como a SPArte crescessem e se solidificassem?
O interesse do público ávido por arte e pelo marcado de arte. A arte é vista como um bem , é uma diversificação de patrimônio. Hoje, ela é um investimento e as pessoas estão totalmente conscientes disso. O mercado de arte brasileira teve um boom tanto dentro quanto fora do país. Os artistas brasileiros são reconhecidos internacionalmente pela sua excelência. De uns tempo para cá, estamos vendo preços exorbitantes serem pagos por obras de artistas como Adriana Varejão , Vik Muniz e Beatriz Milhazes. A SP Arte colocou o Brasil na lista dos países com melhores feiras do mundo e isso também está influenciando na compra e venda da arte brasileira.
Segundo a Abact, o mercado cresceu 44% nos últimos dois anos e 66% da produção é comprada por brasileiros. Você sente isso durante a SPArte?
O momento vivido pela arte brasileira é muito bom, de sobriedade, consolidação, descobrimento. Acredito realmente que a feira seja parte importante deste processo que estamos vivenciando e responsável por este movimento de conscientização e engrandecimento da arte brasileira de dentro para fora e de fora para dentro na medida em que o que estamos fazendo aqui está ecoando no exterior, pela qualidade e profissionalismo da arte produzida mostrada aqui. O público brasileiro está cada vez mais se interessando por arte e pela compra de arte.
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Texto de Nahima Maciel publicado no jornal Correio Brasiliense | 05/04/13.
O jornalista Marcos Augusto Gonçalves fala sobre a SP-Arte, eventos paralelos e discute sobre o futuro do mercado. +
A SP-Arte agitou a cidade, trouxe uma legião de "gringos" e deu margem a discussões sobre o futuro do mercado
"Esperemos que não seja mais um Baile da Ilha Fiscal", comentou um bem-humorado curador paulista ao nos encontrarmos na quarta-feira passada, no Pavilhão da Bienal, durante a inauguração da fervilhante SP-Arte. Referia-se ele, obviamente, à euforia de que se cercou a nona edição da feira.
Organizado pela empresária Fernanda Feitosa, o evento reuniu 122 galerias e trouxe do exterior uma legião de marchands, curadores, artistas e jornalistas hipnotizados pelo brilho do Eldorado tropical emergente. Estaríamos, como no último baile do Império, dançando às vésperas da "débâcle" de mais um promissor ciclo econômico?
"Minha mãe", disse o curador, "que já é uma senhora de idade, está apreensiva; ela viveu aquele otimismo todo dos anos JK e a seguir a crise que resultou no golpe de 1964; e depois veio o 'milagre' da ditadura, que nós lembramos, e deu no desastre inflacionário da década de 80"...
É verdade, mas o público "artsy" -como a turma das artes está sendo chamada nas páginas borbulhantes do jornalismo mundano- não parece, por ora, muito preocupado com isso. A pátria do capital é a oportunidade, e o Brasil tem oferecido algumas bastante boas, ainda mais no contexto de crise econômica que se instaurou na Europa e nos Estados Unidos. Natural que os olhos e os bolsos se voltem para cá.
A afluência de galerias internacionais de primeira linha e a projeção que as artes plásticas vêm alcançando na mídia ajudam a atrair a atenção do público não especializado, que muitas vezes parece desconcertado diante da variedade de trabalhos e das cifras que são pagas por alguns deles.
Sempre se soube que obras de arte podem custar muito caro, mas isso parecia ainda há pouco uma realidade longínqua, coisa "lá de fora" -como os brasileiros costumam se referir ao mundo. Agora, não. Embora também haja preços mais acessíveis, passeia-se pela feira e pode-se ver, diante do nariz, uma tela cotada em R$ 22 milhões.
Encontrei Heitor Martins, ex-presidente da Fundação Bienal, numa das dezenas de festas "artsy" (não resisto) que aconteceram na cidade na semana passada. Ele contou-me que o lendário galerista Leo Castelli (1907-1999) equiparava o valor de uma obra de arte de primeira linha ao de um apartamento de primeira linha. Isso vale para Nova York, mas não para Rio ou São Paulo. Os preços no Brasil, a seu ver, poderão passar por realinhamentos. "É claro que tudo vai depender do comportamento da economia", diz ele. Como não se vislumbra nenhum desastre, apesar dos problemas conhecidos, a tendência é que a expansão do mercado se consolide.
Não é demais lembrar que esta exuberância, talvez irracional aos olhos de alguns, é fruto de um processo. A começar pela qualidade intrínseca da produção artística brasileira, que se realçou no modernismo, deu um salto na década de 1950, com a ruptura concretista e seus "neo" desdobramentos, e se confirmou nas últimas décadas.
Agora, sob efeito da integração ao circuito internacional e das pressões que daí derivam, a tendência é de aperfeiçoamento institucional e aprofundamento da profissionalização.
Embora o "Baile da Ilha Fiscal" seja sempre uma perspectiva a ser considerada aqui embaixo do Equador, não parece, por ora, ser o quadro que se desenha.
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Texto de Marcos Augusto Gonçalves publicado no caderno ‘Cotidiano’ do jornal ‘Folha de S. Paulo’ | 08/04/13.
Localizado no Parque da Independência, na zona sul de São Paulo (SP), o complexo conta com o Museu do Ipiranga e o Monumento à Independência. +
Os banheiros estão interditados por falta de condições, o mato invade os jardins, um resto de pipa está enroscado em uma das surradas estátuas dos representantes da independência do Brasil e a cripta com os restos mortais de d. Pedro 1º serve de "motel" para casais mais afoitos.
Os elementos formam o atual cenário do complexo dentro do Parque da Independência, com o Monumento à Independência, museu e áreas protegidas, no Ipiranga, na zona sul de São Paulo.
Um movimento cívico em defesa das instalações, a associação comercial local, a associação de moradores e o conselho de segurança do bairro declaram que o complexo está "abandonado".
"A cripta (no monumento) é usada como banheiro e motel", diz Valdir Abdallah, 72, presidente do movimento de defesa do complexo.
Segundo ele, "diversos casais já foram flagrados transando" no local, protegido pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal.
Em dezembro, a “Folha de S. Paulo” mostrou que o Museu do Ipiranga também tinha problemas de infraestrutura e conservação, com fachada descascada e rachaduras.
Na época, a diretora do museu, Sheila Ornstein, afirmou que a reforma custaria, no mínimo, R$ 21 milhões. O local é administrado pela USP e ainda não há obras.
A manutenção do complexo é dividida. A USP cuida do museu, a Secretaria Municipal do Verde, do parque, e a Secretaria Municipal de Cultura, do monumento.
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Testemunho
"Trabalhei por sete meses na cripta e, infelizmente, preciso dizer que a reclamação é verdadeira. O cheiro de urina é insuportável e o local sofre com a ação de vândalos", afirma a historiadora Valdirene Ambiel, que fez a pesquisa de exumação dos restos mortais na cripta.
Para ela, a responsabilidade é tanto do poder público como da sociedade. "Não adianta a prefeitura limpar e, minutos depois, um cidadão urinar ou destruir as obras."
Os moradores relatam que não há manutenção e segurança no complexo desde o começo do ano, quando venceu o contrato da empresa que atuava no local.
Amanhã (dia 06/04/13), os moradores do bairro vão trocar a bandeira nacional que fica em frente ao monumento. Ela é paga por eles há 16 anos e custa cerca de R$ 1.300.
"Pelo menos o símbolo da pátria está sempre em bom estado, porque nós cuidamos", diz Sérgio Yamada, 73, presidente do Conselho de Segurança do Ipiranga.
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Outro lado
A Secretaria Municipal de Cultura disse que está ciente dos problemas no monumento e estuda um projeto de restauração. "Trata-se de peça de bronze (a escultura) e não existe especialista neste tipo de metal no Brasil."
A secretaria consultou especialista estrangeiro para auxiliar na elaboração de um projeto de restauro, que deverá incluir manutenção.
A Secretaria Municipal do Verde afirmou que teve de encerrar o serviço com a empresa que fazia a limpeza e conservação do parque porque ela "não atendeu às exigências legais para prorrogação" do contrato. O órgão explicou ainda que será feita uma ação emergencial para a manutenção dos banheiros e que a licitação para escolher outra empresa de manutenção já está em andamento.
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Texto de Jairo Marques publicado no caderno ‘Cotidiano’ do jornal ‘Folha de S. Paulo’ | 05/04/13.
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A foto acima mostra tela de proteção e aviso de perigo de queda de revestimento ao redor do museu.
Renovação do famoso museu holandês durou uma década e consumiu 375 milhões de Euros. A reabertura ocorre em 13/04/13. +
O famoso Rijksmuseum de Amsterdã mostrou em 04/04/13 sua nova identidade, depois de uma década de milionárias obras de renovação que lhe permitem agora lançar uma nova luz sobre sua incomparável coleção dedicada ao Século de Ouro holandês.
"O Rijksmuseum escreverá uma nova página de sua história", declarou o diretor do museu, Wim Pijbes, à imprensa, após quase dez anos de obras avaliadas em 375 milhões de Euros."Tudo mudou de lugar, exceto uma pintura, ‘A Ronda Noturna’'', acrescentou Pijbes, referindo-se à tela mais famosa do artista holandês Rembrandt (1606-1669).
Principal atração do museu, esta pintura de 3,8m de altura e 4,5m de largura tem seu próprio salão, o "Salão da Ronda Noturna", desde 1885, data na qual o Rijksmuseum se instalou no imóvel que ocupa atualmente.
"Nossa ambição é que toda criança holandesa veja 'A Ronda Noturna' antes de completar 12 ou 13 anos", disse Pijbes. "O Rijksmuseum reúne as pessoas, a arte e a história", acrescentou. Antes de sua renovação, o Rijksmuseum recebia cerca de um milhão de visitantes por ano. Agora, poderá receber entre 1,5 e 2 milhões de visitantes por ano.
Neste museu estão expostas algumas das mais importantes obras-primas do Século de Ouro, entre elas pinturas de Rembrandt, Johannes Vermeer e Gabriel Metsu, artistas de uma época na qual a Holanda dominava o comércio mundial.
Os trabalhos de renovação do Rijksmuseum foram financiados pelo Estado holandês - através do Ministério da Cultura -, pelo próprio museu e por outros patrocinadores, como a empresa Philips e a ING.
O Rijksmuseum abrirá suas portas oficialmente no dia 13/04/13, na presença da rainha Beatrix da Holanda. Este evento marcará a última aparição oficial da soberana como chefe de Estado, após sua surpreendente abdicação a favor de seu filho, o príncipe Willem-Alexander.
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Pinturas acompanhadas por objetos de época
Responsáveis pela renovação, os arquitetos de Sevilha Antonio Cruz e Antonio Ortiz tinham como lema valorizar o trabalho romântico-gótico de Pierre Cuypers, o arquiteto holandês que desenhou o edifício que abriga o Rijksmuseum desde 1885.
O trabalho de acondicionamento das salas foi confiado ao francês Jean-Michel Wilmotte, conhecido principalmente por seu trabalho no museu do Louvre. A maior inovação reside na maneira pela qual as obras estão apresentadas: já não se trata de separar as armas, móveis ou pinturas em diferentes salas, agora todas as obras estão ordenadas por períodos históricos, e ao estarem juntas se tornam uma janela de sua época.
Assim, as telas do jovem Rembrandt estão acompanhadas por um armário de ébano fabricado por um de seus amigos, Herman Doomer, por uma taça em forma de ostra feita por outro de seus amigos, Jan Lutma, e por um retrato do poeta Constantin Huygens, que escreveu sobre Rembrandt.
Cerca de 8.000 peças estão expostas em 80 salas. O museu conta com uma superfície total de 30 mil m². No pátio do museu encontra-se agora o pavilhão asiático, um edifício ultramoderno de vidro e concreto chamado de "porta-jóias", que abriga uma coleção de arte asiática.
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Fonte: informação da agência AFP publicada no G1 (www.g1.globo.com) | 04/04/13.
Uma obra em bronze falsamente creditada como de autoria do escultor carioca está circulando pelo mercado de arte. A informação é da galerista Raquel Arnaud, conforme comunicado enviado por ela à ABACT (Associação Brasileira de Arte Contemporânea). +
Uma pomba em bronze (na foto ao lado), falsamente creditada como de autoria do escultor carioca Sergio Camargo (1930-1990), está circulando pelo mercado de arte. Um certificado falso informa que se trata de uma obra póstuma, com tiragem de 5 exemplares. A informação é da galerista Raquel Arnaud, de São Paulo (SP), conforme o comunicado reproduzido na íntegra abaixo enviado por ela à ABACT (Associação Brasileira de Arte Contemporânea), entidade que divulgou a informação para todas as galerias associadas.
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Comunicado de Raquel Arnaud
“Queremos comunicar a todas as galerias um fato seríssimo e desagradável que aconteceu conosco e para o qual já estamos tomando as medidas cabíveis.
No dia 14 de março de 2013, recebemos um telefonema por parte de uma pessoa, solicitando ajuda para reconhecer a firma da assinatura de um Certificado de Autenticidade de uma obra do artista Sergio Camargo, uma pomba em bronze polido, com medidas 35 x 34 x 29 cm, emitido em dezembro do ano passado pela Galeria Raquel Arnaud. Ocorre que, na qualidade de única representante legal capaz de autenticar as obras do referido artista, verifiquei que o Certificado é falso, não tendo em hipótese alguma sido emitido pela Galeria Raquel Arnaud - o número de referência da obra é falso, a assinatura no documento é falsa, bem como pelo fato da obra descrita, uma pomba em bronze, não existir. Nunca foi autorizada a execução de uma obra póstuma do artista Sergio Camargo.
Para que todos tenham conhecimento, encaminho o documento falso com a imagem da obra que deve estar circulando no mercado, bem como o boletim de ocorrência.
Agradeço antecipadamente, cordialmente,
Raquel Arnaud”
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Quem tiver informações sobre a obra falsa pode entrar em contato com a Galeria Raquel Arnaud pelo email info@raquelarnaud.com
Numa reunião inédita abaixo da linha do Equador, as cinco maiores e mais poderosas galerias de arte do mundo (Gagosian, White Cube, Pace, David Zwirner e Hauser & Wirth) marcam presença na feira paulistana. +
Estão chegando os gigantes. Quando a nona edição da feira SP-Arte abrir as portas no pavilhão da Bienal amanhã (03/04/13), estarão debaixo do mesmo teto as cinco maiores e mais poderosas galerias de arte do mundo, com obras de grifes como Picasso, Alberto Giacometti e Gerhard Richter.
Numa reunião inédita abaixo da linha do Equador, Gagosian, White Cube, Pace, David Zwirner e Hauser & Wirth - juntas no topo da pirâmide de faturamento global da arte - estão trazendo a São Paulo peças que valem até R$ 14 milhões, sem medo de que encalhem nos estandes.
"Não sei se eles esperam vender tudo. Uma boa parte disso é para marcar território, mostrar a posição que eles têm no mercado", diz Fernanda Feitosa, diretora da feira. "Não é pechincha. Elas não estão vindo para brincar."
Não mesmo. Desde que a feira paulistana, a exemplo de sua rival carioca ArtRio, assegurou a isenção de parte dos impostos sobre obras importadas à venda na feira, as portas para o mercado internacional - que antes sofria uma tarifação de quase 50% sobre o valor de cada trabalho - foram escancaradas.
Quem deu o primeiro passo foi a gigante britânica White Cube, que estreou na SP-Arte no ano passado e, de quebra, abriu uma galeria paulistana, que já vendeu metade das obras de Tracey Emin, a primeira artista de seu elenco a expor no país.
No rastro da White Cube, que volta à feira com obras de Damien Hirst e Antony Gormley de até R$ 3 milhões, vieram outras 40 casas de fora - a maior presença estrangeira na história da SP-Arte, que neste ano tem 122 galerias.
Esse "marco histórico", nas palavras de Feitosa, reflete o interesse maior dos colecionadores brasileiros pelos artistas estrangeiros.
Mesmo que o país responda por só 1% do valor total de vendas no mundo, R$ 1,2 bilhão em arte foi vendido aqui no ano passado, segundo um estudo divulgado pela feira holandesa Tefaf em março.
Enquanto exportações do setor caíram 15% no mundo, galerias brasileiras aumentaram a participação estrangeira em 47% nos últimos dois anos - ou seja, com a retração no mundo desenvolvido, estrangeiros veem no Brasil um mercado novo e potente.
"Brasileiros querem fazer parte do diálogo internacional", diz Victoria Gelfand Magalhães, da Gagosian. "O mercado está abrindo cada vez mais. É palpável o desejo dos colecionadores de ter esses grandes nomes globais."
Na mesma linha de raciocínio, a Pace, uma das mais tradicionais galerias de Nova York, estreia na SP-Arte com um estande "exagerado".
"Quisemos trazer as coisas mais importantes, o que não se vê todo dia", diz Marc Glimcher, diretor da Pace. "Era para exagerar mesmo, mostrar o que temos de melhor."
Nesse recorte estelar, vieram obras de Mark Rothko e Alexander Calder, que custam de R$ 10 milhões a R$ 14 milhões - preços exatos não costumam ser divulgados.
Outro nome que deve chamar a atenção é o alemão Gerhard Richter, que já teve uma obra leiloada por R$ 69 milhões, e terá uma tela, de valor não revelado, na Van de Weghe, uma das líderes globais do mercado "blue chip" - o segmento das peças mais caras, raras e disputadas.
Christophe Van de Weghe, dono da galeria, diz que trouxe essa e outras obras de Picasso e Calder para "mostrar a cara" no país. "Quero que vejam que, em vez de comprar trabalhos de jovens artistas a preços altíssimos, é possível ter até um Picasso."
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Serviço
SP-Arte 2013
Quando: abre na qua. (03/04/13), às 14h, para convidados, e na qui. (04/04/13) para o público. Visitação: 04 e 05/04/13, 14h às 22h; 06 e 07/04, 12h às 20h.
Onde: Pavilhão da Bienal (Parque Ibirapuera, portão 3).
Ingr.: R$ 30,00.
www.sp-arte.com
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Texto de Silas Martí publicado originalmente no caderno “Ilustrada” da “Folha de S. Paulo” | 02/04/13.
Confira a entrevista concedida por email pela idealizadora da feira de arte que ocorre no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP). +
Empolgada com o tamanho e a representatividade do evento que criou (a SP-Arte), Fernanda Feitosa não faz cerimônia ao afirmar que é “a mais importante feira de arte do hemisfério sul”.
Pudera. Em 2012, reuniu 110 expositores e movimentou ao menos R$ 49 milhões, número que corresponde apenas às galerias que declararam suas transações. As cifras explodem no imaginário do mercado da arte.
Nesta edição, que estreia nesta quinta-feira (04/04/13), o evento espera receber 23 mil pessoas no Pavilhão da Bienal para visitar 122 galerias, entre elas a estreia da americana Pace, de Michal Rovner e Alexander Calder, além da badalada inglesa White Cube de Damien Hirst.
Na entrevista abaixo, por email, Fernanda falou sobre o projeto “Laboratório Curatorial”, a explosão de galerias em São Paulo e ainda deu dicas de feiras de arte fora do país. Vale a pena.
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2013 maior
Esta é a maior edição da SP-Arte e a mais internacionalizada, com 122 participantes, do Brasil e do exterior.
São 15 países: Alemanha, França, Inglaterra, Portugal, Espanha, EUA, Costa Rica, Cuba, Colômbia e Japão.
Hoje temos mais de 200 convidados internacionais desembarcando para a feira.
Não são turistas acidentais.
Laboratório curatorial
O “Laboratório Curatorial” é uma iniciativa única da SP-Arte, sem paralelo em nenhuma outra feira do mundo.
Trata-se de uma oficina de curadoria em que o Adriano Pedrosa, idealizador e coordenador do projeto, seleciona, com curadores convidados a cada edição, 4 pré-projetos de jovens curadores a serem executados para feira.
São pré-projetos que serão transformados em projetos ao longo de quase 8 meses de trabalho e encontros.
As exposições são montadas na feira, contam com catálogo e folheto informativo e, ao final, os curadores recebem como prêmio uma viagem para visitar uma mostra de arte de alcance internacional, como foi no ano passado Kassel e este ano as bienais de Veneza e Istambul.
É um projeto muito bacana para um país em que existem menos oportunidades profissionais para curadores de arte.
Eventos satélites
A feira tem mais de 50 eventos paralelos acontecendo fora do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. Só de exposições são 20 que abrem na cidade.
São Paulo é a capital cultural da América Latina, como afirmou Nicholas Serota, diretor da Tate, no ano passado.
Não só tem a Bienal, como tem também a mais importante feira de arte do hemisfério sul e os museus com acervos espetaculares e mais ativos, como Pinacoteca, MAM, MAC e MASP.
Explosão de novas galerias
Muitas galerias abrem na cidade de SP. Semana passada mesmo abriu a Carbono, que se dedica a múltiplos e edições.
É fundamental que surjam novas galerias ao mesmo tempo em que a feira ajuda a transformar apreciadores de arte em compradores, pois essa conjugação de fatores faz acontecer o tão necessário escoamento da produção artística que tem que circular.
O artista precisa vender e se sustentar através de sua profissão e, para isso, são necessários mais museus, mais centros culturais e mais colecionadores.
É possível ver tudo?
Eventos excessivamente grandes são desnecessários. O que é importante é a qualidade. A SP-Arte traz apenas 122 galerias. Outras feiras concorrentes no exterior chegam a ter 300 expositores.
Isso é um exagero e o visitante não tem condições de ver tudo. Smaller is better, less is more…
Acredito nisso.
Para fora
As melhores feiras são aquelas em que você se sente bem tratado. No hemisfério norte, não se deve perder Basel, Basel Miami, Frieze, Fiac e Arco.
Na América Latina, a ArteBo, na Colômbia.
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Serviço
SP-Arte / 2013
4 e 5/4, das 14h às 22h
6 e 7/4, das 12h às 20h
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo (SP)
Inteira – R$ 30,00
Meia-entrada – R$ 15,00
www.sp-arte.com
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Fonte: blog Entretempos, da “Folha de S. Paulo” | 02/04/13.
Serão 122 galerias: 81 brasileiras e 41 estrangeiras. São Paulo lidera com 49 galerias (48 da capital e uma do interior) e é seguido pelo Rio de Janeiro, com 23. Entre os 16 países estrangeiros participantes, o predomínio é da Espanha, com sete representantes. +
A 9ª edição da feira SP-Arte, que acontece entre 03 e 07/04/13, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, conta com a presença recorde de 122 galerias: 81 brasileiras e 41 do exterior.
A feira traz muitas novidades nos estandes. O Estado de São Paulo mantém o número recorde de galerias, com 49, sendo que apenas uma vem do interior: Marcelo Guarnieri (Ribeirão Preto). São Paulo é seguido pelo Rio de Janeiro (23 galerias), Minas Gerais (3), Paraná (3) e Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco (uma cada).
Quatro galerias paulistanas estréiam no evento: Jaqueline Martins, Papel Assinado, Paralelo e Pilar. Por outro lado, três que estavam em 2012 saíram: Estúdio Buck, Mezanino e Mônica Filgueiras & Eduardo Machado. Outra novidade paulistana é a união da Galeria Nuvem com a galeria sul-coreana (de Seul) Banditrazos.
Entre as estrangeiras provenientes de 16 países das Américas do Norte, Central e do Sul, Europa e Ásia, destaca-se a presença recorde de galerias da Espanha (sete), que assim ultrapassou países tradicionais como EUA, Inglaterra e Alemanha (seis galerias cada). Também participam galerias da Itália (3), França, Colômbia, Uruguai e Portugal (2 cada), Áustria, Chile, Costa Rica, Cuba, Japão e Suíça (1 cada).
Também vale destacar a presença de galerias muito importantes em seus países e regiões de atuação, como a Christopher Grimes (de Santa Monica, na Costa Oeste dos EUA) e a italiana Continua (de San Gimignano). Também é motivo de comemoração a presença de galerias de Cuba (La Casona, de Havana) e da Costa Rica (Klaus Steinmetz, de San José).
Lamentável, porém, é a ausência de qualquer representante da Argentina. Uma feira da importância da SP-Arte, que pretende se tornar um evento de ressonância mundial, deveria pensar maior e ter viabilizado a presença de galerias argentinas no evento, pois como diz o ditado: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.
Nesta 9ª edição, a SP-Arte realiza ainda a 2ª edição do projeto Laboratório Curatorial, com quatro exposições simultâneas sob coordenação de Adriano Pedrosa. Os curadores selecionados são Fernando Oliva, Mariane Lorenzi Azevedo, Monica Espinel e Tomás Toledo. Palestras de críticos, curadores, colecionadores e artistas e lançamentos de livros ocorrem diariamente durante a feira.
Veja abaixo a lista completa das galerias presentes no evento este ano:
GALERIAS BRASILEIRAS
SÃO PAULO:
Almeida e Dale (em parceria com Hilda Bratke)
AM Horizonte (que também tem sede em Belo Horizonte)
A Ponte
Arte 57
Arteedições
Babel
Baró
Berenice Arvani
Bergamin
Casa Triângulo
Central
Choque Cultural
Dan (que agora o braço Dan Contemporânea)
DConcept
Eduardo Fernandes
Emma Thomas
Estação
Fass
Fólio
Fortes Vilaça
Hilda Araújo Escritório de Arte
Jaqueline Martins
Leme
Logo
Luciana Brito
Luisa Strina
Lume Photos
Marcelo Guarnieri (a única do interior do Estado, de Ribeirão Preto)
Marilia Razuk
Mendes Wood DM (cujo DM agora incorporado é uma menção ao nome do sócio Felipe Dmab)
Millan
Multiplique Boutique
Nara Roesler
Nuvem (em parceria com a galeria sul-coreana Banditrazos)
Oscar Cruz
Papel Assinado
Paralelo
Paulo Kuczynski
Pilar
Raquel Arnaud
Steiner
Studio Nobrega
Sylvio Nery
Transversal
Vermelho
Virgilio
Zipper
RIO DE JANEIRO
A Gentil Carioca
Amarelonegro
Anita Schwartz
Athena
Athena Contemporânea
Eliana Benchimol
Galeria de Arte Ipanema
Gávea
Gustavo Rebello
H.A.P. Galeria
Inox
Laura Marsiaj
Luciana Caravello
Lurixs
Marcia Barrozo do Amaral
Mercedes Viegas
Pequena Galeria 18
Pinakotheke Cultural (que também possui sedes em São Paulo e Fortaleza)
Progetti
Ronie Mesquita
Sergio Gonçalves
Silvia Cintra + Box4
Tempo
MINAS GERAIS
Celma Albuquerque
Lemos de Sá
Murilo Castro
PARANÁ
SIM
Simões de Assis
Ybakatu
RIO GRANDE DO SUL
Bolsa de Arte
BAHIA
Paulo Darzé
PERNAMBUCO
Amparo 60, Recife
GALERIAS ESTRANGEIRAS
ESPANHA
Carreras Mugica (Bilbao)
Elba Benitez (Madri)
Elvira González (Madri)
Fernando Pradilla (Madri)
La Caja Negra (Madri)
Parra & Romero (Madri)
Polígrafa (Barcelona)
EUA
Christopher Grimes (Santa Monica)
David Zwirner (Nova York)
Gagosian (Nova York)
Untitled (Nova York)
Van de Weghe (Nova York)
1500 Gallery (Nova York)
INGLATERRA
Hauser & Wirth (Londres)
Lisson (Londres)
Max Wigram (Londres)
Pace Gallery (Londres)
Sprovieri (Londres)
White Cube (Londres)
ALEMANHA
Anita Beckers (Frankfurt)
Feldbuschwiesner (Berlim)
Gregor Podnar (Berlim)
Neugerriemschneider (Berlim)
Spruth Magers (Berlim)
Swedish Photography (Berlim)
ITÁLIA
Continua (San Gimignano)
Franco Noero (Turim)
Lia Rumma (Milão)
FRANÇA
Art: Concept (Paris)
Yvon Lambert (Paris)
COLÔMBIA
Casas Riegner (Bogotá)
El Museo (Bogotá)
PORTUGAL
Baginski (Lisboa)
Vera Cortês (Lisboa)
URUGUAI
Sur (Montevidéu)
Xippas Arte Contemporáneo (Montevidéu)
ÁUSTRIA
Thaddaeus Ropac (Salzburgo)
CHILE
AFA (Santiago)
COSTA RICA
Klaus Steinmetz (San José)
CUBA
La Casona (Havana)
JAPÃO
Kaikai Kiki (Tóquio)
SUÍÇA
Peter Kilchmann (Zurique)
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Serviço
Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Preview para colecionadores em 3/4 (14h/22h) e para convidados (18h/22h). Aberto ao público dias 4 e 5/4, 14h/22h, e 6 e 7/4, 12h/20h. R$ 30. www.sp-arte.com
Entre as 24 galerias e galeristas relacionados na tradicional lista “The Power 100”, publicada anualmente pela revista inglesa “ArtReview”, 14 estarão na 9ª edição da feira paulistana. São galerias dos EUA, Inglaterra, Alemanha, Japão, Itália, Áustria e Brasil. +
Das 24 galerias e galeristas relacionados na tradicional lista “The Power 100”, publicada anualmente pela revista inglesa “ArtReview”, 14 estarão na 9ª edição da feira SP-Arte, que ocorre entre 3 e 7/4 no Pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera. A lista é encabeçada pela curadora da última Documenta de Kassel, Carolyn Christov-Bakargiev, e contempla três brasileiros: a galerista (Luisa Strina, 71ª), o colecionador (Bernardo Paz, 80º) e o curador (Adriano Pedrosa, 98º).
Confira abaixo a lista das 14 galerias que estarão na SP-Arte 2013, seus responsáveis e sua colocação na cobiçada lista:
• Gagosian (Nova York, de Larry Gagosian, 2º da lista)
• Hauser & Wirth (Londres, de Iwan Wirth, 4º)
• David Zwirner (Nova York, de David Zwirner, 5º)
• Pace Gallery (Londres, de Marc Glimcher, 17º)
• White Cube (Londres, de Jay Jopling, 20º)
• Lisson Gallery (Londres, de Nicholas Logsdail, 29º)
• Sprüth Magers (Berlim, de Monica Sprüth e Philomene Magers, 38º)
• Kaikai Kiki (Tóquio, de Takashi Murakami, 60º)
• Neugerriemschneider (Berlim, de Tim Neuger e Burkhard Riemschneider, 64º)
• Thaddeus Ropac (Salzburgo, Áustria, de Thaddaeus Ropac, 66º)
• Galeria Luisa Strina (São Paulo, de Luisa Strina, 71º)
• Galleria Continua (San Gimignano, Itália, de Mario Cristiani, Lorenzo Fiaschi e Maurizio Rigillo, 82º)
• Galleria Franco Noero (Turim, Itália, de Franco Noero e Pierpaolo Falone, 91º)
• Galerija Gregor Podnar (Berlim, de Gregor Podnar 100º)
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Conheça a lista completa do “The Power 100” no site www.artreview100.com/2012-power-100
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SP-Arte / 2013
4 e 5/4, das 14h às 22h
6 e 7/4, das 12h às 20h
Pavilhão Ciccillo Matarazzo - Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo (SP)
Ingr.: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
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Mais informações:
www.sp-arte.com


