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Ministro da Cultura e presidente da Funarte anunciam investimentos na Fundação

Entre as iniciativas estão o pagamento dos editais com pagamentos atrasados, o lançamento de editais de ocupação dos espaços cênicos da Funarte em 2017 e 2018. +

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e o presidente da Fundação Nacional de Artes – Funarte, Stepan Nercessian, anunciaram na manhã desta sexta-feira, (11), um pacote de ações de incentivo às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo, no âmbito da Fundação. O anúncio, que contou ainda com a presença do chefe da Representação Regional do Ministério da Cultura (MinC) no Rio, José Haddad, aconteceu no Centro do Rio, na véspera do Dia Nacional das Artes.

Entre as iniciativas estão o pagamento dos editais com pagamentos atrasados, o lançamento de editais de ocupação dos espaços cênicos da Funarte em 2017 e 2018, liberação de recursos, formação da segunda turma do curso técnico da Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha e reativação das salas Cássia Eller e Klauss Vianna, em Brasília.

“Considero fundamental que os compromissos sejam honrados. Foram assumidos por outras gestões, mas pela instituição. Optamos por, em vez de lançar editais novos, primeiro honrar o pagamento dos editais que estavam em atraso”, afirmou o ministro.

Ao todo serão destinados mais de R$ 4 milhões para pagamento dos editais em atraso, entre agosto e setembro de 2017. São eles Prêmio Funarte Composição Clássica (R$ 972,5 mil), Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais (R$ 2,114 milhões) e Compra de Equipamentos de Iluminação Cênica para Doação (R$ 1,102 milhão). As obras contempladas no Prêmio Composição Clássica serão apresentadas na XXII Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a ser realizada em outubro de 2017.

Novos editais
Entre as seleções que serão lançadas ainda neste segundo semestre de 2017, estão os editais de ocupação de 2017 e de 2018 dos espaços cênicos da Funarte. Ao todo, a Fundação conta hoje com 27 equipamentos culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, voltados para espetáculos de artes cênicas, música, oficinas, debates, exposições, entre outras.

De acordo com Sá Leitão, a previsão é lançar o primeiro edital ainda em agosto, para ocupação de setembro a dezembro, e o de 2018, deverá ser lançado até outubro, com resultado até dezembro para que as ocupações comecem em janeiro.
Com a finalidade de dar mais incentivo às artes cênicas, Nercessian explicou que, por sugestão do ministro da Cultura, a Funarte não vai cobrar o percentual de 10% da bilheteria a que tem direito. “Quem ocupar vai ter, além do subsídio do espaço, toda a renda da bilheteria. E vamos acabar com a limitação do preço do ingresso, que é um impedimento muito grande. Isso inviabiliza muitas vezes a ocupação de espetáculos bons”, disse.

Na ocasião, ainda foi feita a divulgação da segunda turma do Curso Técnico em Artes Circenses da Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha, referência em toda a América Latina e que recebe estudantes de todo o Brasil e do exterior. Em agosto, 60 novos alunos ingressam no curso regular reconhecido pelo MEC, com duração de dois anos. Durante esse período os alunos recebem bolsa de estudos no valor total de R$ 55 mil. A iniciativa visa incentivar a cadeia produtiva do circo, sobretudo nas áreas de formação, criação, difusão e memória.

Reativação de Salas da Funarte
O ministro também anunciou a revitalização e modernização das salas Cássia Eller e Klauss Vianna, que fazem parte do Complexo Cultural da Funarte em Brasília. “A ideia é priorizar a reforma desses espaços para que possam estar adequados e disponíveis para o Edital de Ocupação de 2018, explicou. Na opinião de Sá Leitão, a Sala Cássia Eller teve um papel importantíssimo nos anos de 1980 e 1990 e hoje há toda uma cena musical muito forte em Brasília à espera para promovê-la nacionalmente.

A Sala Cássia Eller, fechada ao público desde novembro de 2016, possui 214 lugares. Foi aberta em 1977 e batizada com o nome da cantora 2001, quando passou por uma ampla reforma. Desde então, o espaço já recebeu importantes nomes da música popular brasileira. A Sala Klauss Vianna, espaço voltado para a dança, contempla espetáculos, oficinas e ensaios desse setor artístico. O valor estimado para a revitalização e modernização das duas salas é de R$ 1,4 milhão.

Outras ações
Sá Leitão também anunciou o lançamento de uma coleção com obras completas do teatrólogo Plínio Marcos, no dia 5 de setembro, na Livraria da Travessa, no Leblon, zona sul do Rio. Outra ação importante é a disponibilização de 400 publicações da Funarte editadas de 1990 a 2010. Atualmente já estão disponíveis para acesso online no Portal Funarte 200 obras editadas de 2010 a 2017.

Ao final, o ministro anunciou o projeto Dança às 12h30, que estreia dia 16 de agosto (quarta-feira), no Teatro Cacilda Becker, Centro do Rio, sempre de quarta a sexta, durante quatro semanas. Com curadoria de Ana Botafogo e Cecília Kerche, os espetáculos gratuitos visam contribuir para a formação de público para a dança, dar visibilidade às produções e espetáculos de ballet clássico.
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Fonte www.funarte.gov.br

Cindy Sherman torna pública sua conta do Instagram

A artista criou discretamente uma conta pública, levantando a questão: seus posts podem ser considerados novos trabalhos? +

Antes mesmo da era das mídias sociais e de sua personalidade esculpida meticulosamente, Cindy Sherman já havia se estabelecido como a rainha da auto reinvenção do mundo da arte, usando a câmera para se transformar em um personagem após o outro.

Embora suas obras, tecnicamente, não sejam autorretratos, o método de Sherman de virar as lentes para si mesma é estranhamente apropriado para nossos tempos, onde as selfies tornaram-se tão onipresentes que agora são suportes para exposições e, muitas vezes, citadas como uma forma de arte.

Para uma artista cuja prática se baseia quase que inteiramente em se representar, Sherman conseguiu manter-se longe do foco em sua vida fora do estúdio – até agora. Com sua conta pública no Instagram, a fotógrafa passou a compartilhar imagens de si mesma que ecoam suas pinturas, antes destinadas somente às paredes das galerias.
Isso não proporciona apenas um generoso olhar sobre seus processos aos seus seguidores, mas também levanta a questão: Cindy Sherman está usando a rede social para fazer um novo trabalho? Afinal, se Richard Prince aplicou sua abordagem de apropriação para aclamar o Instagram e, com controvérsias, lucrar com isso, então por quê Sherman não deveria também adotar esta mídia?
A conta, que silenciosamente mudou de particular para pública nos últimos meses, é uma mistura de fotos pessoais e imagens manipuladas de si mesma. As imagens misteriosas de si mesma começaram a aparecer em meados de maio e a primeira delas carrega a legenda, “Selfie! Sem filtro, hahaha”.

Segundo o britânico “The Guardian”, a galeria Metro Pictures, que representa a artista, afirmou que “Cindy prefere não comentar suas postagens Instagram”, quando foi abordada pela publicação.

Entre tanto alvoroço com as postagens da artista, uma coisa fica clara: quer constituam uma nova série ou não, as imagens nos fornecem um vislumbre inebriante da vida e da mente da artista. Confira a seleção abaixo com as imagens da conta @_cindysherman_ .
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Matéria publicada originalmente no site do Touch of Classe, Em 09/08/17.

Fazenda nega isenção fiscal à feira Semana de Arte

As obras que poderiam ter descontos de 40% só poderão ser vendidas pelo preço normal, motivando a saída da galeria Sprovieri, de Londres, do evento. +

Não haverá isenção fiscal para a Semana de Arte, feira que abre as portas de sua primeira edição no hotel Unique, na semana que vem. Num quadro de recessão econômica, a Secretaria de Estado da Fazenda paulista decidiu não enviar o pedido de isenção do ICMS apresentado pelos organizadores da feira ao Confaz, conselho nacional que autorizaria a medida.

Isso significa que obras que poderiam ter descontos nos valores de cerca de 40% só poderão ser vendidas pelo preço normal, motivando a saída da galeria Sprovieri, de Londres, do evento. De acordo com Thiago Gomide, um dos organizadores da feira, o espaço abriu uma brecha para a entrada de outras galerias nacionais que ainda serão anunciadas.

Enquanto isso, a SP-Arte, maior feira realizada na América do Sul e concorrente da Semana, vem garantindo a isenção do ICMS desde 2013, mas precisará pedir a renovação do benefício para a sua próxima edição em abril do ano que vem.
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Matéria de Silas Martí publicada originalmente no blog ‘Plástico’ do jornal Folha de São Paulo, em 10/08/17.

Kobra inaugura murais gigantes na Itália e na França

As obras em Carrara são inspiradas em Davi, de Michelângelo, e na França, em Monet. +

O artista brasileiro Eduardo Kobra embarca na visibilidade adquirida nos últimos dez anos para levar sua arte a outros endereços fora do Brasil.

Depois de passar pela África, onde executou dois murais em um hospital infantil em Malaui, seguiu para a Espanha, onde pintou um mural inspirado em Salvador Dalí. Na Alemanha, expôs cinco telas inéditas, que representam o amor de mãe nos cinco continentes, e depois chegou até a Itália e a França com projetos desafiadores.

Mural sobre mármore, em Carrara
Em Carrara, cidade italiana, Kobra criou uma obra inspirado em Davi, de Michelângelo, pintando diretamente sobre o mármore, no topo de uma pedreira, um mural de 12 metros de altura por 20 de largura, a mil metros de altitude. O local é conhecido como o predileto de Michelangelo e tantos outros artistas, que buscavam ali o mármore utilizado em suas obras.
Para se inspirar, Kobra passou quatro dias em Florença, visitando galerias e museus, para se aprofundar nas obras do Renascimento
Painéis gigantes e Monet
Na França, Kobra finalizou esta semana dois murais gigantes que conversam entre si, inspirados na arte de Monet. Em um deles, retrata “Mulher com Sombrinha” (1875) e no outro, Monet é retratado pelo brasileiro. As pinturas foram iniciadas em 17 de julho e concluídas no dia 24.
Da França, Kobra segue para Bristol, na Inglaterra, como convidado do UpFest – The Urban paint Festival. O muralista brasileiro deve pintar outro painel gigante, desta vez inspirado em John Lennon, dentro da série “Olhares da Paz”.
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Matéria Publicada no Site “Toucharte”, em 25/07/17.

Ame ou odeie os tesouros de Damien Hirst

Polêmicas ao redor da exposição “Treasures from the Wreck of the Unbelievable”, de Hirst, na Punta della Dogana e Palazzo Grassi, em Veneza. +

A exposição “Treasures from the Wreck of the Unbelievable” se mostrou bastante polêmica e a expectativa ao redor dela era imensa uma vez que, após dez anos, esse seria o retorno de Damien Hirst e, em se tratando do artista, a ansiedade era grande.

A exposição é exibida em 5 mil metros quadrados de espaço, são 189 obras de arte, incluindo mais de 100 esculturas (uma delas com quase 18 metros de altura) e 21 armários cheios de objetos menores, tudo à venda.

A maioria das principais esculturas do show está disponível em três versões: “Coral” (como se fosse recuperada do mar), “Treasure” (como se fosse restaurada) e “Cópia” (como uma reprodução de museu). Nenhum coral verdadeiro é usado na exposição. Os bronzes foram fundidos no oeste da Inglaterra e os mármores esculpidos na região de Carrara, na Itália.
Para se ter uma ideia, os maiores bronzes têm preços superiores a US$ 5 milhões. “Sphinx”, um mármore branco de 1,5 metro de comprimento no formato “Cópia” custa US$ 1,5 milhão.
De acordo com os porta-vozes do estúdio de Hirst, o projeto foi financiado em parte com recursos próprios do artista, mais de 50 milhões de libras, foi o que Hirst admitiu ter investido à BBC.
As opiniões dessa vez ficaram realmente divididas como nunca antes se viu, polarizando os críticos de arte com a enorme complexidade da mostra sem precedentes em escala, exagero, exorbitância e uma série de outros adjetivos bastante controversos.
A revolta veio em grande parte pelo momento que vivemos de tamanha instabilidade e desigualdade. Uma exposição desse porte, com investimentos desse nível, espalhafatosa e exagerada, parece uma piada de mau gosto, um desperdício e, no mínimo, inapropriada.

Além da polarização forte do gênero “ame ou odeie”, que surgiu no meio da arte de maneira bem explícita com relação ao conteúdo da própria exposição, vemos a seguir duas outras discussões acerca da originalidade e apropriação que são acusações que volta e meia rondam o trabalho desse artista.

Pavilhão de Grenada

A poucos minutos de distância da Punta della Dogana, um dos dois locais onde está a exposição de Hirst, está a apresentação “The Bridge”, do grupo do Pavilhão de Grenada.
Andando pelo show, você por um segundo realmente sente que entrou em um anexo não autorizado da mostra “Treasures”, de Hirst.
DeCaires Taylor, o artista em questão, fundou o primeiro parque de escultura subaquática do mundo na costa oeste de Grenada em 2006. Sua biografia o descreve como “o primeiro de uma nova geração de artistas a mudar os conceitos do movimento ‘Land Art’ para o ambiente marinho”, e ele instalou esculturas subaquáticas e falou sobre sua arte submarina para multidões em todo o mundo na última década.

Uma diferença definitiva entre as duas instalações: o trabalho de Hirst é sobre fábulas, lendas, imaginação e o fantástico, enquanto deCaires Taylor fala sobre o meio ambiente e o que de fato acontece no fundo do mar.

“Aparentemente, eu não fui o único a notar a semelhança”, diz deCaires Taylor, contando que o Pavilhão tinha sido “inundado com perguntas sobre a suposta apropriação feita por Hirst do trabalho dele”.

O artista declara: “Ao longo dos últimos 11 anos, venho trabalhando debaixo d’água. Sempre esperei que meu trabalho fosse uma contribuição à humanidade, chamando a atenção para um mundo frágil e em perigo. Depois de ver a última exposição de Hirst, parece que certamente criei um gênero de arte que chama a atenção, mas os fac-símiles marinhos de Hirst são muito diferentes das minhas instalações vivas, tanto em contexto como em proposta. Se as pessoas realmente querem ver ‘tesouros inacreditáveis’, eles devem olhar abaixo da superfície de nossos mares nas verdadeiras maravilhas do mundo azul – a natureza não mente.”

As semelhanças são indiscutíveis, não só nas obras, mas nas fotos feitas no fundo do mar. Cabe ao visitante julgar o que essa coincidência significa (www.grenadavenice.org)
O artista britânico já sofreu no passado diversas acusações de que suas peças não são sempre inteiramente originais, mas inspiradas no trabalho de outros artistas. No caso da mostra em cartaz, o artista nigeriano Victor Ehikhamenor acusou Hirst de copiar uma conhecida obra de arte de bronze da Nigéria, “Head of Ife”, encontrada em 1938, em Ife, Nigéria, sem lhe dar o reconhecimento histórico apropriado.

A descrição escrita junto à peça “Golden Heads (Female)” na exposição de Hirst menciona Ife em uma história de ficção ampla inventada pelo artista sobre as origens da escultura, longe do reconhecimento mínimo devido a uma peça de tamanha importância para a Nigéria e seus artistas. Segundo Ehikhamenor, “Head of Ife” é uma das mais intrincadas e mais belas obras de arte criadas por artistas africanos clássicos e, para os milhares de telespectadores que veem a obra pela primeira vez, eles não pensarão em Ife, eles não pensarão em Nigéria, seus jovens crescerão conhecendo este trabalho como Damien Hirst”.

Ehikhamenor disse que o trabalho era uma cópia fiel do original e, no entanto, Hirst a celebrou como arte contemporânea. “Ele apenas fez uma imitação da obra”, disse ele.
Em uma declaração, o escritório do Hirst disse que Ife foi referenciada no texto de acompanhamento do trabalho e no guia de exibição, e mais, acrescentou que “‘Os Tesouros’ são uma coleção de obras influenciadas por uma ampla gama de culturas e histórias de todo o mundo – de fato, muitas das obras celebram obras de arte originais e importantes do passado”, diz o comunicado.

A mostra fica na Punta della Dogana e Palazzo Grassi, em Veneza, até 03/12/17.
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Matéria publicada no portal da revista Dasartes (www.dasartes.com.br/noticias).

Sotheby’s divulga resultados e aumento da confiança na recuperação do mercado

Em meio à incerteza sobre o que significa uma presidência de Trump para o mercado de arte, as compras americanas cresceram 26% em relação ao ano anterior, que incluem obras de arte vendidas em leilão, de estoque e em transações privadas. +

Devido às despesas decorridas por vários investimentos em seu crescimento, a Sotheby’s viu o seu lucro líquido diminuir em 14% para US$ 76,9 milhões nos últimos três meses, em comparação a US$ 89 milhões no mesmo período do ano anterior, anunciou hoje a casa de leilões em seu relatório de ganhos.
Ao mesmo tempo, havia evidências de que algumas das mudanças da Sotheby’s começaram a dar resultados; As receitas aumentaram 5% no trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 314,9 milhões de US$ 298,7 milhões.

E as vendas consolidadas da Sotheby’s – que incluem obras de arte vendidas em leilão, de estoque e em transações privadas – aumentaram 2% no segundo trimestre e 4% acima no primeiro semestre de 2017.
O foco da casa de leilões em suas vendas privadas mostrou resultados particularmente encorajadores – subindo 34% para US$ 333,8 milhões no primeiro semestre de 2017 em relação ao ano anterior e 52% acima do primeiro semestre de 2016. Além disso, a Sotheby’s teve mais transações de vendas privadas no primeiro semestre de 2017 do que durante esse período nos quatro anos anteriores.

Apesar do ceticismo sobre sua aquisição de US$ 85 milhões do negócio de consultoria de arte Art Agency Partners no ano passado, os clientes da Sotheby’s aumentaram mais de 20%. E no seu novo negócio de aconselhar artistas e propriedades de artistas, a Sotheby’s disse que assinou 10 novos clientes.
E, em meio à incerteza sobre o que significaria uma presidência de Trump para o mercado de arte, as compras americanas cresceram 26% em relação ao ano anterior para o primeiro semestre de 2017, deslocando a Ásia como a maior região de compras por volume de dólares (a compra da Ásia cresceu 3%). A Europa continental cresceu 18%.

Saindo de um período em que as casas de leilão lutaram para garantir remessas superiores, como vendedores cautelosos, os lotes de alto preço fizeram um retorno. O segmento de obras de arte com preço acima de US$ 1 milhão aumentou 5% e o preço médio total de martelo para esses lotes subiu 17%. Além disso, o número de compradores nesse mesmo grupo de mais de US$ 1 milhão aumentou 10%, com vendedores em 13%.
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Artigo publicado no portal da revista Dasartes (www.dasartes.com.br/noticias).

Museu de Boston terá que vender US$ 50 milhões em obras para pagar contas

Entre as obras a serem desacreditadas incluem peças de Norman Rockwell, Alexander Calder, Francis Picabia e outros nomes importantes dos séculos 19 e 20, que serão leiloadas pela Sotheby’s. +

A venda planejada pelo Museu Berkshire, em Boston, EUA, de 40 obras de arte de valor estimado em US$ 50 milhões para pagar as renovações e reforçar a sua doação, mais uma vez trouxe o debate sobre se os museus deveriam permitir que os trabalhos de desacessão voltem a tona.

As obras a serem desacreditadas (termo da indústria para museus que vendem obras de suas coleções permanentes) incluem peças de Norman Rockwell, Alexander Calder, Francis Picabia e outros nomes importantes dos séculos 19 e 20, além de pinturas européias, arte americana, pinturas dos mestres antigos e obras de arte chinesas”, de acordo com um comunicado divulgado pelo museu. As obras serão leiloadas pela Sotheby’s.

Grupos da indústria de museus dizem que a venda de obras de arte por instituições por razões financeiras desencoraja potenciais doações futuras e viola diretrizes éticas e profissionais. Os críticos dessas diretrizes dizem que são logicamente incoerentes e desnecessariamente difíceis.

“Um dos princípios mais fundamentais e de longa data do campo do museu é que uma coleção é realizada na confiança pública e não deve ser tratada como um ativo financeiro descartável”, a Associação de Diretores de Museus de Arte (AAMD) e a Aliança Americana de Museus (AAM), disse em uma declaração conjunta condenando a decisão do museu Pittsfield, em Massachusetts. As políticas de desacessão da AMM e da AAMD permitem a venda de obras de arte apenas para comprar outras obras de arte e cuidar da coleção de um museu.

Mas os críticos dizem que essa proibição geral, levada à sua conclusão lógica, pode forçar uma instituição financeiramente problemática a fechar suas portas em vez de vender um trabalho. Isso parece contrariar as responsabilidades de um diretor de museu, que tem um dever fiduciário de preservar a própria organização, disse Brian Frye, professor de direito da Universidade do Kentucky, que escreveu sobre a desacessão.

Ele acredita que os diretores dos museus devem ter mais discrição quando forem vender uma obra; Seria justificável, por exemplo, vender o trabalho para oferecer admissão gratuita ou bolsas de estudo para pessoas de comunidades desfavorecidas?
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Artigo publicado o portal da revista Dasartes (www.dasartes.com.br/noticias).

A arte romana erótica que escandalizou os reis da Europa

“À medida que as escavadeiras cavavam mais fundo, surgiram uma torrente de relíquias cada vez mais libidinosas: afrescos e mosaicos de fornicação entre espécies, sátiros de terracota, aniquilados por seus próprios membros gigantes e – em um caso – um conjunto de carrilhões de bronze que representam um gladiador em guerra com Seu próprio falo em forma de pantera”. +

Por mais de 1.600 anos, os restos de Herculano – em uma esplêndida estância romana a 10 milhas a norte de Pompeia – ficaram enterrados sob um dilúvio de cinzas vesuvianas. Não foi até 1738, sob o domínio do rei Carlos III, que o antigo assentamento foi re-descoberto a poucas milhas do palácio real de caça em Portici.

A escavação que se seguiu, ministrada pelo engenheiro do exército suíço Karl Weber, finalmente desenterrou um dos maiores tesouros da história arqueológica: a Villa dei Papiri, que abrange mais de 1.800 rolos carbonizados e a única biblioteca existente da antiguidade romana.
Então, em 1752, Weber tropeçou em outra coisa – uma estátua de mármore do que parecia ser duas figuras trancadas em abraço eterno. Cerca de 300 pés abaixo do solo, a fuligem e a escuridão obscureciam as características mais finas do espécime. Sem perder tempo, Weber ordenou rapidamente a estátua à superfície para posterior inspeção.

No momento em que o artefato foi derrubado, carregado nas costas de vários trabalhadores penitenciários, o tribunal inteiro do rei Carlos III estava prestes a testemunhar este último desvelamento. O ar estava cheio de suspense. Chegando à frente da procissão real, os criados organizaram uma montagem de cadeiras dobráveis, um piquenique e um dossel improvisado na entrada do túnel de Weber. Um artista da corte foi organizado para capturar uma renderização preliminar. Quando a estátua entrou em vista, os cortesãos sentados se esforçaram para um vislumbre.

Havia um par de chifres. Não, dois. Quatro pés trançados em diferentes graus de elevação. A dupla em mármore contemplava profundamente os olhos uns dos outros, um suplicante, o outro lânguido e obsequioso.
De frente para eles era um Pan-deus dos pastores – penetrando satisfatoriamente em uma cabra feminina.

Completamente escandalizado, o rei fugiu rapidamente, ordenando a cessação de todos os esforços de escavação em Herculano e o isolamento imediato da estátua ofensiva em um armário trancado. Ao invés de reforçar o prestígio do regime nascente de Bourbon, a expedição arqueológica parecia ter produzido um embaraço colossal.

À medida que as notícias das descobertas de Herculano e Pompéia se espalhavam, um nobre francês chamado Gabriel Seigneux de Correvon viajou para a Itália para visitar os sites. Ao voltar para casa, ele providenciou o rei com um “louvor imortal” por seu patrocínio, entusiasmando que a escavação “coroa a glória de um rei magnânimo cuja autoridade sensata direciona e conduz essa grande empresa”. Mollificado, o rei cedeu e a escavação foi Logo retomou com seriedade.

Ainda assim, se houvesse qualquer suspeita de que a estátua tivesse sido uma aberração em contrário de antiguidades “próprias”, essas esperanças logo foram precipitadas. À medida que as escavadeiras cavavam mais fundo, surgiram uma torrente de relíquias cada vez mais libidinosas: afrescos e mosaicos de fornicação entre espécies, sátiros de terracota, aniquilados por seus próprios membros gigantes e – em um caso – um conjunto de carrilhões de bronze que representam um gladiador em guerra com Seu próprio falo em forma de pantera.

E então, havia a profusão de órgãos masculinos autônomos, saindo dos cantos das ruas e das paredes das lojas e, ocasionalmente, servindo como lápides de concreto maciças. Como um jornalista pithy resumiria mais tarde , o “display em Nápoles mostra pênis com sinos pendurados, pênis com pernas, pênis com asas e, em um caso, um pênis com sinos, pernas e asas”.

Em 1794, as antiguidades eróticas haviam crescido o suficiente para merecer sua própria sala de claustro no Museu Herculano em Portici. No início do século XIX, foram transferidos para o Museu Royal Bourbon (hoje o Museu Arqueológico Nacional de Nápoles). Após uma visita de 1819 a um outro escandalizado – esta vez, o futuro rei Francesco I – os 102 “monumentos da licenciosidade pagã” foram formalmente sequestrados. O espaço passou a ser conhecido como o Gabinetto Segreto , ou Gabinete Secreto, aberto apenas aos de “idade madura e moral comprovada” que receberam uma autorização de entrada especial.

Os esforços para suprimir e obscurecer as antiguidades pagãs apenas intensificaram o fascínio, e a coleção logo se tornou uma das atrações mais populares do museu. Entre 1822 e 1824, os pedidos anuais de permissão aumentaram de 20 para mais de 300, obrigando o ministro responsável pelo gabinete a preparar formulários de autorização pré-impressos para atender a demanda. Um suborno potente ou uma permissão de entrada forjada proporcionou acesso a inúmeras outras partes interessadas.
Relegado a uma espécie de purgatório semi-permeável, o gabinete ficaria na obscuridade durante a maioria dos dois séculos seguintes. Em intervalos esporádicos, abriria para o público, apenas para cair sob o jejum da restrição do Estado mais uma vez. Tente o quanto puderem, os ativistas dos museus simplesmente não conseguiram abalar o estigma da obscenidade que envolveu a coleção.

Na segunda metade do século 19, por exemplo, o então diretor Giuseppe Fiorelli produziu “um catálogo detalhado de materiais pornográficos em um esforço para normalizar a coleção”, diz Valeria Sampaolo, curadora-chefe do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles. “Na sua introdução, ele argumenta muito claramente que os objetos não são criticamente escabrosos, mas sim uma descrição sóbria das atividades humanas normais. Ele também demonstra que o falo, em particular, foi implantado principalmente como um charme de boa sorte para evitar ciúmes e infortúnios, não apenas como um símbolo da sexualidade, mas como um meio de exaltar os poderes regenerativos da própria natureza”.

No entanto, mesmo as avaliações acadêmicas de Fiorelli não podiam contornar a potência visceral da coleção. “O mundo antigo oferece uma janela para uma apreciação mais sincera e espontânea da sexualidade humana”, admite Sampaolo por meio de explicação, “muitas das quais, infelizmente, são contrárias à prudência que define os costumes sociais pós-vitorianos”.

Não foi até 2000 que a coleção – agora ostentando bem mais de 250 artefactos individuais – finalmente abriria os braços para o público em geral. Quase duas décadas depois, o Gabinete ainda permanece tão incongruente como sempre foi: de uma vez comicamente crasso e um pilar de preservação patrimonial. É um lugar, como observa um artigo do New York Times , onde “os curadores se referem delicadamente ao Gabinete Secreto ou à” Coleção Proibida “, mas os guardas do museu dirigem os visitantes diretamente para ” il pornografico “.

Acima de tudo, está aberto – e desta vez para sempre. Como o lema pintado no teto do Grande Salão do museu lê, agora quase arrependido, “objetos de memória, mesmo se conservados amorosamente, patrulhas nisi, se não são exibidas ao público”.
Fonte: Ian Shnak (Artsy).
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Matéria publicada originalmente no portal da revista Dasartes (www.dasartes.com.br/noticias).

Masp receberá R$ 500 mil de fundação americana para projeto de conservação

Depois da Casa de Vidro, o museu é o segundo prédio desenhado por Lina Bo Bardi a receber uma doação de conservação. Entre as primeiras ações é estudar o comportamento e movimentação desse prédio ao longo dos últimos 50 anos, principalmente a deformação das vigas superiores que vêm se envergando. +

Depois da Casa de Vidro, o Masp é o segundo prédio desenhado pela arquiteta Lina Bo Bardi a receber uma doação da Fundação Getty, de Los Angeles, para elaborar um projeto de restauro e conservação a longo prazo. O museu da avenida Paulista terá US$ 150 mil, cerca de R$ 470 mil, para desenvolver esses estudos com um time de arquitetos e especialistas.
Silvio Oksman, arquiteto especializado em restauro, está à frente do projeto, como antecipou esta coluna em outubro do ano passado. Ele planejava escanear a laser todo o museu, para identificar e prevenir eventuais problemas em sua estrutura, mas conta, no entanto, que o plano mudou e outras técnicas serão usadas.
Esse escaneamento a laser já vinha sendo sendo usado em estudos da Casa de Vidro, onde a arquiteta viveu até o fim de sua vida, e no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, obra emblemática de Vilanova Artigas, um dos pilares da arquitetura brutalista, também alvo de estudos de Oksman.
No caso do Masp, o arquiteto e sua equipe devem primeiro centrar esforços no estudo das estruturas de concreto do museu, analisando como elas envelheceram ao longo dos anos. Também darão especial atenção a uma deformação das vigas superiores, que sustentam a grande caixa de vidro das galerias sobre o vão livre. Desde a conclusão do projeto, em 1968, elas vêm se envergando, e a forma como corrigir o problema será um dos principais focos do estudo.
“Essa era uma estrutura inovadora quando a Lina propôs, era bastante radical para aquele momento”, diz Oksman. “Nunca foi feito um estudo aprofundado sobre o comportamento desse prédio ao longo dos últimos 50 anos, sobre como ela respondeu à movimentação. Estudar essa estrutura era o primeiro passo para se pensar na conservação global do prédio. Isso interfere na forma de expor, interfere nos caixilhos, nas questões de luminosidade e isolamento térmico.”
Outras 21 obras icônicas do modernismo global, entre elas a sede da Bauhaus, desenhada por Walter Gropius, em Dessau, na Alemanha, e o Museu e Galeria de Arte do Governo, obra de Le Corbusier, em Chandigarh, na Índia, a famosa Casa Melnikov, do russo Konstantin Melnikov, em Moscou, e a torre Price, obra de Frank Lloyd Wright em Bartlesville, nos Estados Unidos, também foram contemplados pela mesma doação da Fundação Getty, que destinou US$ 1,66 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, à conservação de todos eles.
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matéria de Silas Martí para o blog Plástico na Folha de São Paulo, (www.plastico.blogfolha.uol.com.br).

Suposto vício de Hélio Oiticica em cocaína provoca briga entre artista e crítico

Neville d’Almeida, parceiro na construção das “Cosmococas”, instalações com desenhos do rosto de celebridades como Jimi Hendrix e Marilyn Monroe feitos com cocaína, não gostou nada do que leu no catálogo da exposição nos EUA. +

Uma polêmica fora das galerias do museu abala a retrospectiva de Hélio Oiticica agora em turnê pelos Estados Unidos. Neville d’Almeida, que foi parceiro do artista na construção de suas “Cosmococas”, instalações com desenhos do rosto de celebridades como Jimi Hendrix e Marilyn Monroe feitos com cocaína, não gostou nada do que leu no catálogo da exposição.

Ele ataca o artigo do crítico Max Jorge Hinderer Cruz, que afirma que o suposto vício do artista na droga teria moldado sua forma de fazer arte. “Apareceu o primeiro delator do Hélio”, diz D’Almeida. “Max é um dedo-duro exibicionista que quer aparecer. É um crítico de segunda que, em vez de ver as coisas de um ângulo mais profundo, vai para a fofoca.”

Hinderer Cruz rebateu D’Almeida com menos agressividade. Ele disse à coluna acreditar que “quando a gente expõe nosso pensamento a uma substância tão poderosa quanto a cocaína, isso tem um efeito sim”. “Tem algumas pessoas que dizem que o Hélio era viciado, outras que dizem que não era”, acrescentou.

“Quem sou eu para questionar o Neville d’Almeida? Se ele quer colocar outra verdade, ele tem a última palavra.”
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Matéria de Silas Martí para o blog Plástico na Folha de São Paulo (www.plastico.blogfolha.uol.com.br).

Morre na Itália o general Roberto Conforti, protetor das artes e da cultura

Conforti serviu entre 1991 e 2002 como Comandante Geral dos Carabinieri responsável pela tutela do patrimônio cultural italiano, bem como pelas investigações e recuperação de bens culturais roubados na Itália. Parte soldado, parte curador de museu, parte amante da arte, sua vida foi dedicada à proteção dos tesouros da Cultura italiana. +

Na tarde de 26/7/2017, partiu para sempre o general italiano Roberto Conforti, aos 79 anos de idade. Conforti serviu entre 1991 e 2002 como Comandante Geral dos Carabinieri responsável pela tutela do patrimônio cultural italiano, bem como pelas investigações e recuperação de bens culturais roubados na Itália. Parte soldado, parte curador de museu, parte amante da arte, sua vida foi dedicada à proteção dos tesouros da Cultura italiana.
No início de sua carreira, seu pelotão contava com apenas seis policiais e era responsável pela proteção de quase 100 mil igrejas italianas, além de um incontável número de sítios arqueológicos, conhecidos ou desconhecidos, o que tornava seu trabalho ainda mais inglório. Sua dedicação incansável fez com que seu pelotão crescesse para cerca de 300 homens e se tornasse a mais famosa força policial do mundo especializada em crimes contra a arte e a cultura. O general foi responsável pela recuperação de centenas de bens culturais italianos, sendo constantemente homenageado por isso.
Conforti nasceu em Serre, perto de Salerno, no Sul da Itália, e ingressou na polícia aos 19 anos. Seus primeiros anos de trabalho foram dedicados ao combate a famosas organizações criminosas do país, como a Cosa Nostra (Sicília), a Camorra (Nápoles), a Ndrangheta (Calábria) e a Anonima Sarda (Sardenha), mas sua notoriedade veio com sua dedicação à investigação de crimes contra a arte e a cultura.

Condolências para a viúva Filomena e seus filhos podem ser enviados para Via Prisciano, 67, 00136, Roma - Italia.
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Informações publicadas no blog http://art-crime.blogspot.com.br (Association for Research into Crimes Against Art), que desde fevereiro de 2009 se dedica a publicar notícias referentes a crimes contra a arte.

Conheça os 263 deputados que trabalham contra o povo brasileiro

Guarde bem esses nomes e a lista abaixo e consulte-a nas eleições de 2018! Os primeiros 263 deputados votaram a favor da impunidade que assola o país e a favor do governo golpista de Michel Temer. Os 19 seguintes não honraram este crucial momento da história do país e preferiram faltar na sessão, inclusive um ex-ministro de Temer: Osmar Serraglio)... Dois covardes se abstiveram... No final da lista estão os 227 deputados que honraram seu voto e o desejo do povo brasileiro nesta vergonhosa sessão da Câmara dos deputados realizada em 02/08/2017. +

• DEPUTADOS QUE VOTARAM A FAVOR DE MICHEL TEMER E CONTRA AS APURAÇÕES DE CORRUPÇÃO (263 votos) - Lista por ordem de Estado.
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• Jéssica Sales PMDB AC
• Flaviano Melo PMDB AC
• Maurício Quintella Lessa PR AL
• Marx Beltrão PMDB AL
• Cícero Almeida PMDB AL
• Arthur Lira PP AL
• Silas Câmara PRB AM
• Sabino Castelo Branco PTB AM
• Pauderney Avelino DEM AM
• Átila Lins PSD AM
• Arthur Virgílio Bisneto PSDB AM
• Alfredo Nascimento PR AM
• Roberto Góes PDT AP
• Vinicius Gurgel PR AP
• Jozi Araújo Podemos AP
• Cabuçu Borges PMDB AP
• André Abdon PP AP
• Roberto Britto PP BA
• Paulo Azi DEM BA
• Pastor Luciano Braga PRB BA
• Mário Negromonte Jr. PP BA
• Márcio Marinho PRB BA
• Lucio Vieira Lima PMDB BA
• José Rocha PR BA
• José Carlos Araújo PR BA
• José Carlos Aleluia DEM BA
• João Carlos Bacelar PR BA
• Erivelton Santana PEN BA
• Elmar Nascimento DEM BA
• Claudio Cajado DEM BA
• Cacá Leão PP BA
• Benito Gama PTB BA
• Arthur Oliveira Maia PPS BA
• Antonio Imbassahy PSDB BA
• Vaidon Oliveira DEM CE
• Paulo Henrique Lustosa PP CE
• Moses Rodrigues PMDB CE
• Macedo PP CE
• Danilo Forte PSB CE
• Gorete Pereira PR CE
• Genecias Noronha SD CE
• Domingos Neto PSD CE
• Aníbal Gomes PMDB CE
• Ronaldo Fonseca Pros DF
• Rogério Rosso PSD DF
• Laerte Bessa PR DF
• Izalci Lucas PSDB DF
• Alberto Fraga DEM DF
• Marcus Vicente PP ES
• Lelo Coimbra PMDB ES
• Thiago Peixoto PSD GO
• Roberto Balestra PP GO
• Pedro Chaves PMDB GO
• Magda Mofatto PR GO
• Lucas Vergilio SD GO
• Jovair Arantes PTB GO
• Heuler Cruvinel PSD GO
• Giuseppe Vecci PSDB GO
• Daniel Vilela PMDB GO
• Célio Silveira PSDB GO
• Alexandre Baldy Podemos GO
• João Campos PRB GO
• Victor Mendes PSD MA
• Sarney Filho PV MA
• Pedro Fernandes PTB MA
• Juscelino Filho DEM MA
• Junior Marreca PEN MA
• José Reinaldo PSB MA
• João Marcelo Souza PMDB MA
• Hildo Rocha PMDB MA
• Cleber Verde PRB MA
• André Fufuca PP MA
• Aluisio Mendes Podemos MA
• Zé Silva SD MG
• Toninho Pinheiro PP MG
• Tenente Lúcio PSB MG
• Saraiva Felipe PMDB MG
• Rodrigo de Castro PSDB MG
• Renzo Braz PP MG
• Renato Andrade PP MG
• Raquel Muniz PSD MG
• Paulo Abi-Ackel PSDB MG
• Newton Cardoso Jr PMDB MG
• Misael Varella DEM MG
• Mauro Lopes PMDB MG
• Marcus Pestana PSDB MG
• Marcos Montes PSD MG
• Marcelo Aro PHS MG
• Luiz Fernando Faria PP MG
• Luis Tibé PTdoB MG
• Leonardo Quintão PMDB MG
• Jaime Martins PSD MG
• Franklin PP MG
• Fábio Ramalho PMDB MG
• Domingos Sávio PSDB MG
• Dimas Fabiano PP MG
• Diego Andrade PSD MG
• Delegado Edson Moreira PR MG
• Dâmina Pereira PSL MG
• Carlos Melles DEM MG
• Caio Narcio PSDB MG
• Brunny PR MG
• Bilac Pinto PR MG
• Aelton Freitas PR MG
• Ademir Camilo Podemos MG
• Bonifácio de Andrada PSDB MG
• Tereza Cristina PSB MS
• Geraldo Resende PSDB MS
• Elizeu Dionizio PSDB MS
• Carlos Marun PMDB MS
• Rogério Silva Pros MT
• Professor Victório Galli PSC MT
• Nilson Leitão PSDB MT
• Fabio Garcia PSB MT
• Ezequiel Fonseca PP MT
• Carlos Bezerra PMDB MT
• Adilton Sachetti PSB MT
• Delegado Éder Mauro PSD PA
• Wladimir Costa SD PA
• Simone Morgado PMDB PA
• Nilson Pinto PSDB PA
• Lúcio Vale PR PA
• Júlia Marinho PSC PA
• Josué Bengtson PTB PA
• José Priante PMDB PA
• Francisco Chapadinha Podemos PA
• Beto Salame PP PA
• Elcione Barbalho PMDB PA
• Hélio Leite DEM PA
• Rômulo Gouveia PSD PB
• Hugo Motta PMDB PB
• Efraim FilhoDEM PB
• Benjamin Maranhão SD PB
• André Amaral PMDB PB
• Aguinaldo Ribeiro PP PB
• Zeca Cavalcanti PTB PE
• Sebastião Oliveira PR PE
• Ricardo Teobaldo Podemos PE
• Mendonça Filho DEM PE
• Marinaldo Rosendo PSB PE
• Luciano Bivar PSL PE
• Jorge Côrte Real PTB PE
• Fernando Monteiro PP PE
• Fernando Filho PSB PE
• Eduardo da Fonte PP PE
• Bruno Araújo PSDB PE
• Augusto Coutinho SD PE
• Adalberto Cavalcanti PTB PE
• Paes Landim PTB PI
• Maia Filho PP PI
• Júlio Cesar PSD PI
• Iracema Portella PP PI
• Heráclito Fortes PSB PI
• Átila Lira PSB PI
• Osmar Bertoldi DEM PR
• Toninho Wandscheer Pros PR
• Takayama PSC PR
• Sergio Souza PMDB PR
• Nelson Padovani PSDB PR
• Nelson Meurer PP PR
• Luiz Nishimori PR PR
• Luiz Carlos Hauly PSDB PR
• João Arruda PMDB PR
• Giacobo PR PR
• Evandro Roman PSD PR
• Edmar Arruda PSD PR
• Dilceu Sperafico PP PR
• Alfredo Kaefer PSL PR
• Alex Canziani PTB PR
• Hermes Parcianello PMDB PR
• Zé Augusto Nalin PMDB RJ
• Walney Rocha PEN RJ
• Soraya Santos PMDB RJ
• Simão Sessim PP RJ
• Rosangela Gomes PRB RJ
• Roberto Sales PRB RJ
• Pedro Paulo PMDB RJ
• Paulo Feijó PR RJ
• Marcos Soares DEM RJ
• Marco Antônio Cabral PMDB RJ
• Marcelo Delaroli PR RJ
• Leonardo Picciani PMDB RJ
• Julio Lopes PP RJ
• Francisco Floriano DEM RJ
• Ezequiel Teixeira Podemos RJ
• Cristiane Brasil PTB RJ
• Celso Jacob PMDB RJ
• Aureo SD RJ
• Altineu Côrtes PMDB RJ
• Alexandre Valle PR RJ
• Walter Alves PMDB RN
• Rogério Marinho PSDB RN
• Felipe Maia DEM RN
• Fábio Faria PSD RN
• Beto Rosado PP RN
• Nilton Capixaba PTB RO
• Marinha Raupp PMDB RO
• Luiz Cláudio PR RO
• Lucio Mosquini PMDB RO
• Lindomar Garçon PRB RO
• Remídio Monai PR RR
• Maria Helena PSB RR
• Jhonatan de Jesus PRB RR
• Hiran Gonçalves PP RR
• Edio Lopes PR RR
• Abel Mesquita Jr. DEM RR
• Yeda Crusius PSDB RS
• Sérgio Moraes PTB RS
• Ronaldo Nogueira PTB RS
• Renato Molling PP RS
• Mauro Pereira PMDB RS
• José Otávio Germano PP RS
• José Fogaça PMDB RS
• Covatti Filho PP RS
• Cajar Nardes PR RS
• Alceu Moreira PMDB RS
• Darcísio Perondi PMDB RS
• Osmar Terra PMDB RS
• Valdir Colatto PMDB SC
• Ronaldo Benedet PMDB SC
• Rogério Peninha Mendonça PMDB SC
• Mauro Mariani PMDB SC
• Marco Tebaldi PSDB SC
• João Rodrigues PSD SC
• João Paulo Kleinübing PSD SC
• Cesar Souza PSD SC
• Celso Maldaner PMDB SC
• Fabio Reis PMDB SE
• Andre Moura PSC SE
• Pr. Marco Feliciano PSC SP
• Walter Ihoshi PSD SP
• Vinicius Carvalho PRB SP
• Roberto de Lucena PV SP
• Roberto Alves PRB SP
• Ricardo Izar PP SP
• Paulo Pereira Da Silva SD SP
• Paulo Maluf PP SP
• Paulo Freire PR SP
• Missionário José Olimpio DEM SP
• Milton Monti PR SP
• Miguel Lombardi PR SP
• Marcio Alvino PR SP
• Marcelo Squassoni PRB SP
• Marcelo Aguiar DEM SP
• Jorge Tadeu Mudalen DEM SP
• Herculano Passos PSD SP
• Guilherme Mussi PP SP
• Goulart PSD SP
• Fausto Pinato PP SP
• Evandro Gussi PV SP
• Eli Corrêa Filho DEM SP
• Dr. Sinval Malheiros Podemos SP
• Celso Russomanno PRB SP
• Bruna Furlan PSDB SP
• Beto Mansur PRB SP
• Baleia Rossi PMDB SP
• Antonio Bulhões PRB SP
• Nelson Marquezelli PTB SP
• Prof. Dorinha Rezende DEM TO
• Lázaro Botelho PP TO
• Josi Nunes PMDB TO
• Dulce Miranda PMDB TO
• Carlos Henrique Gaguim Podemos TO


19 ausentes
• Pedro Vilela PSDB AL
Marcos Reategui PSD AP
• Ronaldo Carletto PP BA
Raimundo Gomes De Matos PSDB CE
Rôney Nemer PP DF
• Delegado Waldir PR GO
Eduardo Barbosa PSDB MG
Wilson Filho PTB PB
João Fernando Coutinho PSB PE
Marcelo Castro PMDB PI
Luciano Ducci PSB PR
• Osmar Serraglio PMDB PR
• Reinhold Stephanes PSD PR
Alexandre Serfiotis PMDB RJ
• Dejorge Patrício PRB RJ
Shéridan PSDB RR
Giovani Cherini PR RS
• Gilberto Nascimento PSC SP
• Vicentinho Júnior PR TO



2 abstenções
• Rodrigo Pacheco PMDB MG
Alexandre Leite DEM SP

2 outros
• Adail Carneiro PP CE
Rodrigo Maia DEM RJ

DEPUTADOS QUE VOTARAM A FAVOR DAS APURAÇÕES DE CORRUPÇÃO PELO PRESIDENTE MICHEL TEMER (227)

• Rocha PSDB AC
• Leo de Brito PT AC
• César Messias PSB AC
• Angelim PT AC
• Alan Rick DEM AC
Moisés Diniz PC do B AC
Ronaldo Lessa PDT AL
• Paulão PT AL
• JHC PSB AL
• Givaldo Carimbão PHS AL
• Hissa Abrahão PDT AM
• Conceição Sampaio PP AM
Janete Capiberibe PSB AP
Professora Marcivania PC do B AP
• Waldenor Pereira PT BA
• Valmir Assunção PT BA
• Uldurico Junior PV BA
• Sérgio Brito PSD BA
• Paulo Magalhães PSD BA
• Nelson Pellegrino PT BA
• Jutahy Junior PSDB BA
• Josias Gomes PT BA
• José Nunes PSD BA
• Jorge Solla PT BA
• João Gualberto PSDB BA
• Irmão Lazaro PSC BA
• Fernando Torres PSD BA
• Félix Mendonça Júnior PDT BA
• Daniel Almeida PC do B BA
• Caetano PT BA
• Bebeto PSB BA
• Bacelar Podemos BA
• Antonio Brito PSD BA
• Alice Portugal PC do B BA
• Afonso Florence PT BA
Vitor Valim PMDB CE
• Ronaldo Martins PRB CE
• Odorico Monteiro PSB CE
• Luizianne Lins PT CE
• Leônidas Cristino PDT CE
• José Guimarães PT CE
• José Airton Cirilo PT CE
• Chico Lopes PC do B CE
• Cabo Sabino PR CE
• Ariosto Holanda PDT CE
• André Figueiredo PDT CE
Erika Kokay PT DF
• Augusto Carvalho SD DF
Sergio Vidigal PDT ES
• Paulo Foletto PSB ES
• Norma Ayub DEM ES
• Helder Salomão PT ES
• Givaldo Vieira PT ES
• Evair Vieira de Melo PV ES
• Dr. Jorge Silva PHS ES
• Carlos Manato SD ES
Rubens Otoni PT GO
• Marcos Abrão PPS GO
• Flávia Morais PDT GO
• Fábio Sousa PSDB GO
Zé Carlos PT MA
• Weverton Rocha PDT MA
• Waldir Maranhão PP MA
• Rubens Pereira Júnior PC do B MA
• Luana Costa PSB MA
• Eliziane Gama PPS MA
• Deoclides Macedo PDT MA
Weliton Prado PMB MG
• Subtenente Gonzaga PDT MG
• Stefano Aguiar PSD MG
• Reginaldo Lopes PT MG
• Patrus Ananias PT MG
• Padre João PT MG
• Margarida Salomão PT MG
• Marcelo Álvaro Antônio PR MG
• Luzia Ferreira PPS MG
• Lincoln Portela PRB MG
• Leonardo Monteiro PT MG
• Laudivio Carvalho SD MG
• Júlio Delgado PSB MG
• Jô Moraes PC do B MG
• George Hilton PSB MG
• Gabriel Guimarães PT MG
• Eros Biondini Pros MG
• Adelmo Carneiro Leão PT MG
• Zeca do PT PT MS
• Vander Loubet PT MS
• Mandetta DEM MS
• Dagoberto Nogueira PDT MS
Ságuas Moraes PT MT
Zé Geraldo PT PA
• Beto Faro PT PA
Arnaldo Jordy PPS PA
• Edmilson Rodrigues PSOL PA
• Joaquim Passarinho PSD PA
Wellington Roberto PR PB
• Veneziano Vital do Rêgo PMDB PB
• Pedro Cunha Lima PSDB PB
• Luiz Couto PT PB
• Damião Feliciano PDT PB
• Wolney Queiroz PDT PE
• Tadeu Alencar PSB PE
• Silvio Costa PT do B PE
• Pastor Eurico PHS PE
• Luciana Santos PC do B PE
• Jarbas Vasconcelos PMDB PE
• Gonzaga Patriota PSB PE
• Danilo Cabral PSB PE
• Daniel Coelho PSDB PE
• Betinho Gomes PSDB PE
• André de Paula PSD PE
• Silas Freire Podemos PI
• Rodrigo Martins PSB PI
• Assis Carvalho PT PI
• Christiane De Souza Yared PR PR
• Delegado Francischini SD PR
• Diego Garcia PHS PR
Zeca Dirceu PT PR
• Sandro Alex PSD PR
• Rubens Bueno PPS PR
• Leopoldo Meyer PSB PR
• Leandre PV PR
• Enio Verri PT PR
• Assis Do Couto PDT PR
• Aliel Machado Rede PR
Wadih Damous PT RJ
• Sóstenes Cavalcante DEM RJ
• Sergio Zveiter PMDB RJ
• Otavio Leite PSDB RJ
• Miro Teixeira Rede RJ
• Marcelo Matos PHS RJ
• Luiz Sérgio PT RJ
• Luiz Carlos Ramos Podemos RJ
• Laura Carneiro PMDB RJ
• Jean Wyllys PSOL RJ
• Jandira Feghali PC do B RJ
• Jair Bolsonaro PSC RJ
• Hugo Leal PSB RJ
• Glauber Braga PSOL RJ
• Felipe Bornier Pros RJ
• Deley PTB RJ
• Chico D'Ângelo PT RJ
• Chico Alencar PSOL RJ
• Celso Pansera PMDB RJ
• Cabo Daciolo PT do B RJ
• Benedita Da Silva PT RJ
• Arolde de Oliveira PSC RJ
• Alessandro Molon Rede RJ
Zenaide Maia PR RN
• Rafael Motta PSB RN
• Antônio Jácome Podemos RN
Mariana Carvalho PSDB RO
• Marcos Rogério DEM RO
• Expedito Netto PSD RO
Carlos Andrade PHS RR
Pompeo de Mattos PDT RS
• Pepe Vargas PT RS
• Paulo Pimenta PT RS
• Onyx Lorenzoni DEM RS
• Maria do Rosário PT RS
• Marcon PT RS
• Marco Maia PT RS
• Luis Carlos Heinze PP RS
• Jose Stédile PSB RS
• Jerônimo Goergen PP RS
• Carlos Gomes PRB RS
• Bohn Gass PT RS
• Afonso Motta PDT RS
• Afonso Hamm PP RS
Danrlei de Deus Hinterholz PSD RS
• Heitor Schuch PSB RS
• Henrique Fontana PT RS
• João Derly Rede RS
Pedro Uczai PT SC
• Jorginho Mello PR SC
• Jorge Boeira PP SC
• Geovania de Sá PSDB SC
• Esperidião Amin PP SC
• Décio Lima PT SC
• Carmen Zanotto PPS SC
• Valadares Filho PSB SE
• Laercio Oliveira SD SE
• Jony Marcos PRB SE
• João Daniel PT SE
• Fábio Mitidieri PSD SE
• Adelson Barreto PR SE
Vitor Lippi PSDB SP
• Vicentinho PT SP
• Vicente Candido PT SP
• Vanderlei Macris PSDB SP
• Valmir Prascidelli PT SP
• Tiririca PR SP
• Silvio Torres PSDB SP
• Sérgio Reis PRB SP
• Roberto Freire PPS SP
• Ricardo Tripoli PSDB SP
• Renata Abreu Podemos SP
• Pollyana Gama PPS SP
• Paulo Teixeira PT SP
• Miguel Haddad PSDB SP
• Major Olimpio SD SP
• Luiza Erundina PSOL SP
• Luiz Lauro Filho PSB SP
• Antonio Carlos Mendes Thame PV SP
Lobbe Neto PSDB SP
• Keiko Ota PSB SP
• José Mentor PTSP
• João Paulo Papa PSDB SP
• Jefferson Campos PSD SP
• Izaque Silva PSDB SP
• Ivan Valente PSOL SP
• Flavinho PSB SP
• Eduardo Cury PSDB SP
• Eduardo Bolsonaro PSC SP
• Carlos Zarattini PT SP
• Carlos Sampaio PSDB SP
• Capitão Augusto PR SP
• Arnaldo Faria De Sá PTB SP
• Arlindo Chinaglia PT SP
• Andres Sanchez PT SP
• Ana Perugini PT SP
• Alex Manente PPS SP
Mara Gabrilli PSDB SP
• Nilto Tatto PT SP
• Orlando Silva PC do B SP
• Irajá Abreu PSD TO
• César Halum PRB TO

Serigrafia de Warhol é encontrada depois de 40 anos na casa de Alice Cooper

A obra, não assinada, mostra uma cadeira elétrica como parte de uma pequena série de 1964 e pode valer U$ 11 milhões. +

A estrela do rock Alice Cooper encontrou entre seus pertences uma obra-prima de Andy Warhol, que poderia valer milhões "enrolados em um tubo" em um armário onde ficou esquecido por cerca de 40 anos.

A obra é uma serigrafia vermelha “Little Electric Chair”, da série Death and Disaster, de Warhol, que nunca foi esticada em um quadro.

De acordo com Shep Gordon, o produtor de longa data do cantor, Cooper e Warhol se tornaram amigos no famoso local de Max's Kansas City , na cidade de Nova York.

"Era por volta de 1972 quando Alice se mudou para Nova York com sua namorada Cindy Lang. Andy era de poucos amigos e Alice também era. Adoravam pessoas famosas. Então eles começaram um relacionamento e adoravam sair ".

Warhol foi ver um show em que Cooper fingiu ser eletrocutado em uma cadeira idêntica à da impressão. A imagem é baseada em uma fotografia de imprensa de 13 de janeiro de 1953 da câmara de morte na prisão Sing Sing, onde Julius e Ethel Rosenberg foram executados por conspirar para passar segredos atômicos para os russos.

Lang, a modelo e estrela da capa da revista Interview, teve a ideia de se aproximar do estúdio do artista e comprar uma das telas de 1964.
"Como eu me lembro", Gordon disse: "Cindy chegou para mim com US $ 2.500 para comprar a pintura. Naquela época Alice faz dois álbuns por ano e estava viajando direto. Era um tempo de rock, nenhum de nós pensava em nada”.

"Alice diz que ele se lembra de conversar com Warhol sobre a foto. Ele acha que a conversa era real, mas ele não pôde colocar a mão no fogo e dizer que era".
Gordon sugeriu a Cooper pendurar o trabalho em casa, mas o cantor disse que não queria nada de tanto valor na casa. O preço mais alto pago por uma pequena cadeira elétrica é de US $ 11,6 milhões, na Christie's em novembro de 2015, para uma versão verde datada de 1964.

Sem autenticação - e não assinado - não é provável que o Warhol de Cooper cause muito, caso venha a leilão. A Fundação Andy Warhol parou de autenticar o trabalho em 2011, depois de uma disputa legal prolongada sobre um auto-retrato de um colecionador britânico, Joe Simon, que se recusou a endossar tornando-o sem valor.

A pequena tela, que mede 22x28 polegadas, foi levada a Richard Polsky, um especialista da Warhol. Ele acredita que a proveniência da serigrafia seja datada de 1964 ou 1965. "Eu sou 100%", disse Polsky ao The Guardian. "Parece certo, e a história faz muito sentido. É difícil apreciar o pouco que a arte de Warhol valia na época. Por que Andy lhe daria um falso?”

"Ele tinha muitas cadeiras elétricas. Não eram uma venda fácil. Eles não eram decorativos no sentido convencional. É uma imagem brutal ".
Gordon disse que o cantor mudou de ideia e agora esta pensando em pendurar sua pequena cadeira elétrica em sua casa, quando ele saiu da turnê no final do ano.

"Na verdade, na época, ninguém achava que tivesse algum valor real", disse ele. "Andy Warhol não era 'Andy Warhol' naquela época. E foi tudo um redemoinho de drogas e de bebida. Mas você deveria ter visto o rosto de Alice quando a estimativa de Richard Polsky entrou. Seu queixo caiu e disse ‘Você está falando sério? Eu possuo isso?!’"
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Matéria publicada no jornal “The Guardian”, em 27/07/17.

"A arte está parada", diz crítica Aracy Amaral, agora alvo de mostra em SP

Amaral diz estar perdendo o interesse nas obras realizadas agora e que pretende voltar seu olhar a manifestações de arte popular, longe do circuito, na visão dela, cada vez mais vápido dos museus e galerias do establishment. +

Aracy Amaral não queria aparecer. Quando soube que montariam uma mostra em sua homenagem, pediu que adiassem a ideia até depois que ela morresse. Acabou cedendo, mas tentou fugir de entrevistas e retratos, dificultando a vida dos organizadores que tiveram de fazer o máximo com material mínimo.

Mas mesmo o mínimo, no caso livros e pesquisas realizados ao longo das últimas seis décadas por essa que se firmou como uma das críticas e curadoras mais relevantes nas artes visuais do país, já se revela monumental na exposição agora no Itaú Cultural.

Uma das raras mulheres ativas num meio então dominado pelos homens, Amaral, 87, esteve à frente da Pinacoteca nos anos 1970 e do Museu de Arte Contemporânea da USP na década seguinte.

Biografou Tarsila do Amaral ainda viva e fez estudos de fôlego sobre assuntos tão díspares quanto a influência da poesia modernista francesa nas vanguardas nacionais e o impacto da matriz arquitetônica hispânica no casario colonial do interior paulista.

Também documentou momentos de efervescência na arte do país, como o auge do construtivismo e o surgimento dos primeiros experimentos com a videoarte, em mostras que se tornaram clássicas.

Fora dos holofotes desde que organizou, há dois anos, uma radical edição do Panorama da Arte Brasileira, mostra do Museu de Arte Moderna paulistano em que contrastou artefatos indígenas com peças de artistas contemporâneos, Amaral diz estar perdendo o interesse nas obras realizadas agora e que pretende voltar seu olhar a manifestações de arte popular, longe do circuito, na visão dela, cada vez mais vápido dos museus e galerias do establishment.

Na entrevista a seguir, Amaral detalha sua desilusão com a arte da atualidade e comenta a onda de mostras em torno de críticos e curadores.

Folha - Você já havia criticado artistas contemporâneos do país por certa alienação em relação à política. Sua opinião mudou? Ou o que pensa do estado da arte brasileira agora?
Aracy Amaral - Temos artistas interessantes, mas você não vê nenhuma manifestação vibrante. Sinto uma fadiga no ar, seja nas obras dos artistas, seja nas manifestações dos intelectuais. A arte está muito parada. É mais vivo o que acontece no noticiário do que aquilo que os artistas podem fazer. O grito é abafado pelas redes sociais.

Há uma descrença, um descaso. Não sinto nenhuma combatividade apesar do momento violento que estamos vivendo, de princípios que estão caindo por terra. Há um sentimento de perplexidade diante desse turbilhão, uma perplexidade que paralisa, e ninguém sabe o que fazer.

Uma exceção a essa paralisia não seria a exposição agora no Instituto Tomie Ohtake, que convocou artistas a defender um rapaz que acreditam ter sido preso nas manifestações de junho só por ser negro?
Os artistas estão ali dizendo que são solidários, mas é como um abaixo-assinado. Ninguém sai na rua para gritar pelo menino. É uma representatividade fria, então é muito mais um abaixo-assinado, não é um grito junto.

Meses atrás, o museu Reina Sofía, em Madri, abriu uma mostra dedicada ao crítico Mário Pedrosa. O que acha desse movimento do circuito em reconhecer também o papel do crítico e do curador?
Esse termo "curador" surge com essa aura toda na década de 1980. Fiz uma palestra no MoMA, em 1988, que falava da ideia do curador como estrela, dessa alteração da persona do curador. Mas eu me vejo mais como uma pesquisadora. Adoro descobrir coisas, ir atrás de uma pessoa, que depois me leva a outra, que me leva a descobrir o que eu estava querendo. Isso é do meu temperamento.

Mário Pedrosa foi um modelo?
Ele foi o maior crítico de arte brasileira de todos os tempos. Foi excepcional porque nunca abriu mão de uma preocupação com a realidade, oscilando entre a política e a arte. Não era um crítico do Terceiro Mundo, ele dialogava com os críticos da Alemanha, da França, dos Estados Unidos. Tinha um domínio da realidade desses países.

O que você acredita ter mudado na atividade da curadoria e da crítica de lá para cá?
Na minha geração, a gente ia mais para a rua, frequentava os ateliês e as casas dos artistas. A gente ouvia mais o artista e expunha mais o artista sem essa intromissão, sem instrumentalizar o artista a serviço do discurso do curador. Você como crítico explicita seu pensamento por meio do texto, não da exposição.

Hoje tudo está mais circunscrito. Quem é da imprensa fica como imprensa, quem está na universidade fica na academia, fica circunscrito às fontes bibliográficas, não vai nunca à fonte primária.

Sua pesquisa sobre Tarsila do Amaral, aliás, sem dúvida teve outro impacto pelo acesso que você teve a ela ainda viva.
Digo sempre que penso o contrário de Ruy Castro, que diz que se recusa a fazer biografia de gente viva. Foi muito bom fazer uma biografia com a Tarsila ainda viva. Ia à casa dela uma vez por semana e depois ia conversar com todo mundo que tinha pertencido àquele seu círculo. Morria de medo que essas pessoas morressem antes que pudesse falar com elas.

Você chegou a sentir dificuldades por ser uma mulher circulando entre tantos homens que dominavam a crítica?
Sempre houve mais homens do que mulheres. É um problema geracional. Já me fizeram muito essa pergunta, talvez por causa dessa onda de feminismo nas novas gerações, mas nunca senti nenhum preconceito. Havia uma certa surpresa, mas eu sempre fui acolhida.

O fato de a gente ser mulher também ajuda a conseguir confidências e depoimentos com mais facilidade.

Você esteve à frente da Pinacoteca no auge da ditadura. O regime dificultou seu trabalho?
Nunca tive ressalvas à minha gestão. Todos entenderam que trazia público à Pinacoteca, que estava abrindo um espaço que estava parado.

Que previsão você faz em relação ao futuro da arte do país?
Primeiro precisamos perguntar para onde vai o Brasil. O pior pode acontecer, mas vamos pensar que o melhor pode acontecer. É um enigma.

ARACY AMARAL
QUANDO de ter. a sex., das 9h às 20h; sáb. e dom., das 11h às 20h; até 27/8
ONDE Itaú Cultural, av. Paulista, 149, tel. (11) 2168-1776
QUANTO grátis
|
Matéria de Silas Martí, publicada originicalmente no jornal "Folha de São paulo", em 25/07/17.

Maikon K volta a fazer performance em Brasília

O maior festival de teatro do Centro-Oeste irá receber o trabalho do artista curitibano detido durante apresentação no Museu da República. +

O 18º Festival Cena Contemporânea promove foto-protesto para fechar a edição de 2017, que acontece entre 22/08/17 a 03/09/17. A foto, prevista para 02/07, será resultado de uma oficina voltada para o debate sobre nudez artística e aberta a todos os voluntários maiores de 18 anos que se proponham a se despir como uma forma de se manifestar política, social e culturalmente.

Entre os artistas convidados a discutir a temática antes da realização da foto, o performer paranaense Maikon K fará um depoimento sobre seu trabalho e sobre a detenção do último dia 15/07, quando foi impedido de fazer sua performance em frente ao Museu Nacional da República. O artista retorna à Brasília a convite do Cena Contemporânea, com apoio do Sesc, e novamente no museu. Além do relato durante a atividade, Maikon K re-apresentará o trabalho “DNA De DAN”, que acabou antes do final e foi tratado como um ato obsceno aos olhos da PM do DF.

A ação conta com a participação do renomado fotógrafo brasiliense Kazuo Okubo para conduzir a atividade e a foto. O desafio é propor a imagem com o maior número de corpos nus já registrada na capital do país.

Quando da detenção de Maikon, o Cena Contemporânea rapidamente se colocou à disposição de recebê-lo, propondo uma nova realização da performance interrompida. Não somente em repúdio à arbitrariedade praticada, que rompe com a liberdade outorgada à expressão artística, mas também pelo diálogo imediato que se estabeleceu entre a arte e a atividade formativa. Tanto a performance como a oficina perpassam o corpo enquanto forma de expressão. As duas estão previstas para o mesmo lugar, transgredindo o debate sobre arte e as mesmas resistências.

Maikon acolheu a iniciativa e se mostrou igualmente animado com a possibilidade do retorno e a chance de uma nova apresentação. A coordenação do Cena estendeu o convite ainda para que o artista participasse da foto por meio de uma fala destinada aos voluntários presentes.

MoMA anuncia primeira grande exposição de Tarsila do Amaral nos EUA

Essa será a terceira grande exposição dedicada a um artista brasileiro em Nova York em menos de um ano, após a de Lygia Pape, no Met Breuer, e a de Hélio Oiticica, no Whitney Museum of American Art. +

A artista brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973), cuja obra representa um capítulo importante do modernismo latino-americano, terá sua primeira grande exposição nos Estados Unidos a partir de fevereiro, anunciou na terça-feira (25) o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

Tarsila é considerada uma das maiores artistas brasileiras do século 20, e a exposição seguirá seu percurso desde sua infância no interior de São Paulo e seus estudos de arte em Paris até seu regresso ao Brasil, onde assentou seu estilo de "linhas sintéticas e volumes sensuais para representar paisagens e cenas vernáculas em uma rica paleta de cores", disse o MoMA em um comunicado.

Será a terceira grande exposição dedicada a um artista brasileiro em Nova York em menos de um ano, após a de Lygia Pape, no Met Breuer, e a de Hélio Oiticica, no Whitney Museum of American Art.

A pintura "Abaporu" de Amaral, de 1928, inspirou o Manifesto Antropofágico, escrito pelo marido da artista, o poeta Oswald de Andrade, e se tornou o símbolo deste movimento que buscava "comer" e digerir a arte europeia para criar uma arte brasileira, única e própria.

"Abaporu" - vendida por US$ 1,5 milhão ao bilionário argentino Eduardo Costantini em 1995 e considerada a pintura brasileira mais valiosa do mundo - e outras grandes obras de Amaral, como "A Negra" (1923) e "Antropofagia" (1929), farão parte da mostra, que acontecerá de 11 de fevereiro de 2018 a 3 de junho.

A arte de Amaral inspirou uma nova geração de artistas brasileiros nos anos 1960 e 1970, como Oiticica e Lygia Clark, e depois o movimento Tropicália, incluindo os músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, "contribuindo para o nascimento da arte moderna no Brasil", disse o MoMA.
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Matéria publicada no portal do Uol (www.uol.com.br), em 25/07/17.

Depois da tempestade, fogo destrói obras do Louvre

Após fortes tempestades que colocaram à prova o acervo do Louvre, obras emprestadas foram totalmente destruídas por incêndio. +

Após a notícia da semana passada de que várias obras da coleção do Louvre foram danificadas pela água de fortes tempestades recentes em Paris, três pinturas de empréstimo a longo prazo do Louvre ao Museu Marítimo na ilha francesa de Tatihou foram destruídas em um incêndio provavelmente causado por um raio.

Localizado ao largo da costa da Normandia, o Museu Marítimo, também perdeu obras que vão desde móveis da época do bronze e objetos históricos, como artefatos dos naufrágios de 1692 durante a batalha naval de “La Hogue” com pinturas dos séculos 17 ao 19. “Várias milhares de peças etnográficas relacionadas ao marítimo foram destruídas ou em grande parte danificadas pelo fogo”, disse Alain Talon, diretor de patrimônio e museus do canal da mancha. “Quanto às pinturas, cerca de 200 obras foram totalmente destruídas, representando uma perda financeira de quase dois milhões de euros”.

As três obras emprestadas do Museu do Louvre, do século 19 são de Alexandre Casati “La Vente du Poisson” (A venda de peixes), bem como pinturas holandesas duas delas anônimas do século 17 que são avaliadas por cerca de US$ 46.000.
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Matéria publicada originalmente na revista Das Artes, em 24/07/17.

Sérgio Sá Leitão toma posse e diz cultura é "antídoto" contra crise

Novo ministro da Cultura assumiu o cargo em cerimônia no Palácio do Planalto. Temer, que discursou na cerimônia, disse que governo não se sente 'combalido' diante das dificuldades do país. +

O jornalista Sérgio Sá Leitão tomou posse como Ministro da Cultura nesta terça-feira (25/7), em cerimônia no Palácio do Planalto. Sá Leitão é o terceiro titular da pasta no governo Michel Temer, iniciado em maio de 2016.

O novo ministro atuava como diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ele foi convidado por Temer para integrar o governo na última quinta-feira (20). A nomeação foi publicada nesta terça no "Diário Oficial da União".

A Cultura vinha sendo comandada por um interino desde maio, quando Roberto Freire (PPS), então ministro, pediu para sair do governo. Ele tomou a decisão após as delações dos executivos da J&F envolverem o nome de Temer.

No discurso de posse, Sá Leitão citou o impacto positivo da cultura na economia, que chamou de um "poderoso antídoto" para a crise do país. O ministro se comprometeu com um “choque de gestão” na pasta.
"A cultura tem elevada capacidade para evolução do país, poderoso antídoto para a crise que ainda nos deprime, embora estejamos saindo dela", disse o ministro.

"Do meu lado, farei o possível par a reduzir custos e aumentar receitas, por meio de choque de gestão e respeito da impessoalidade, moralidade, eficiência. Pretendo também desburocratizar o ministério, aumentar a eficiência", completou.

Ele disse ainda que conta com o apoio de Temer para manter em funcionamento órgãos ligados à Cultura e destacou que "será fundamental no médio prazo uma recomposição orçamentária".

Ao discursar após Leitão, Temer comentou o pedido feito pelo ministro. Ele disse, em tom de brincadeira, para o novo titular da Cultura conversar sobre orçamento com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

Dificuldades

No discurso Temer também disse que o país passa por dificuldades, que, segundo ele, fazem parte do histórico do Brasil. Ele ainda afirmou que o governo não fica "combalido" com as adversidades, mas sim se sente "vitalizado" com os desafios.

"Devemos retirar toda e qualquer palavra de pessimismo. Temos dificuldades? Claro que as temos, mas isso é histórico do nosso país. Muitas vezes vejo que as pessoas acham que podemos ficar combalidos, perturbados com as dificuldades, é o contrário. Esses desafios nos vitalizam", disse o presidente.

Perfil

Sá Leitão foi secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro entre 2012 e 2015, durante o governo de Eduardo Paes (PMDB). De 2009 a 2015, também presidiu a RioFilme. Ele ainda foi chefe de gabinete do próprio ministério no período em que Gilberto Gil comandou a pasta.
Como jornalista, o novo ministro trabalhou nos jornais "Folha de S. Paulo", "Jornal do Brasil" e "Jornal dos Sports". Sá Leitão também atuou como consultor de empresas e realizou curtametragens, clipes, comerciais institucionais e exposições de fotografia.

Ele é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-graduação em E-business pelo IBMEC e em Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Sá Leitão também assessorou a presidência do BNDES, foi membro do Conselho Petrobras Cultural, vice-presidente da Comissão Interamericana de Cultura (OEA) e vice-presidente da Associação das Distribuidoras Brasileiras (Adibra).
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Matéria de Guilherme Mazui e Bernardo Caram para o portal do G1 (www.g1.com), em 25/07/17.

Como entender o delírio de Hélio Oiticica: retrospectiva chega à NY

A maior retrospectiva do artista em solo norte-americano, que já passou por Carnegie Museum of Art, na Filadélfia, e pelo Instituto de Arte de Chicago, a exposição "To Organize Delirium" chega ao Whitney Museum of American Art em Nova York. *Texto em inglês. +

Hélio Oiticica, one of the most famous figures of Brazil’s mid-century surge of experimental art, once said that his goal was to strike “a fatal blow to the concept of the museum, art gallery, etc., and even the concept itself of ‘exhibition.’” It’s very, very hard to make a show about someone like that without taming him, even if his challenges are part of his ardent charms.
It’s a worthy task, though, and “Hélio Oiticica: To Organize Delirium,” the big touring retrospective that arrives this week at the Whitney Museum of American Art (after opening last year at Pittsburgh’s Carnegie Museum of Art, where I first saw it), is here to give it a try.
The story of Oiticica (1937-1980) is well known. He had the good fortune to be born to a well-off, cosmopolitan family in Brazil. His father, a photographer and researcher, won a Guggenheim grant in 1947, moving the family to Washington, DC, for two years while he worked at the Smithsonian Museum of Natural History. Young Oiticica drank up philosophy—he loved Friedrich Nietzsche, whose influence shows in his own writing, with its extravagant declarations and ecstatic neologisms.

Returning to Brazil, the young artist studied with the most influential figures in Rio’s contemporary art scene, entering at the age of 18 into the hot-house environment of Grupo Frente, an abstract painting movement presided over by Ivan Serpa, who believed in art-making as a model for accessing an experience of free-thinking democratic liberation. Among this cadre, Oiticica would meet his lifelong artistic peers, like Lygia Clark, whose trajectory from geometric abstraction into wilder experiments with interactive sculpture he would mirror in his own work.

Oiticica moved deeper than Clark into interactive environmental art, becoming known for free-standing environments where viewers were invited to navigate among loose labyrinths of multi-colored panels and symbolic props. Viewed at the time as part of the Conceptual art movement, these environments today feel prescient of a turn towards “relational aesthetics,” and tend to be presented through the lens of contemporary art museums’ notions of audience “engagement” (Did you hear? There’s a pool table at the museum! And a parrot!)

The truth is, though, that the Oiticica we meet in “To Organize Delirium” is weird and difficult to categorize. His art is too funky for people who like their art classical; too visceral for those who like their art really conceptual; but also too brainy for those who like their art to be all wide-eyed interactive fun.
It’s the specific ways that these threads tie together that makes him interesting. “To Organize Delirium” surveys the full arc of Oiticica’s career—including, importantly, the first look at Oiticia’s post-‘60s New York years. It is the specific context of his work, and the mythos that he built up around it, that explains the magnetism of his work. It’s worth telling his story for beginners as an introduction, passing through a few of his most famous installations.

Tropicália (1967)

A kind-of pop-up beach pavilion—an island of sand and rocks studded with plants, little plaques of Portuguese poetry, a cage of live parrots, and walk-in pavilions to explore—Tropicália is likely the most startling and memorable installation here. It was just as radical in its day when it debuted at Rio’s Museum of Modern Art in ’68, crowning a feverish period of experimentation.

The “dissolution of art into life” was one of the great themes of ‘60s art around the world, but in Brazil the theme had a particular charge. In 1964, alarmed by the fomentations of Brazil’s leftist government, the US put its stamp of approval on a military coup. The generals who took power imposed a hard line when it came to their Catholic conservatism and “traditional” Brazilian values—but initially concerned themselves with putting workers and peasants in their place, leaving the students and intellectuals free to stew in their radical rhetoric for an interregnum in the second half of the ’60s.
“To Organize Delirium” tracks Oiticica’s trajectory from crisp geometric painting towards increasingly interactive art in the mid-’60s: first his “Bolides,” painted boxes meant to be opened so that viewers could handle the secrets within (like clumps of raw earth); and his “Parangoles,” flamboyant wearable artworks, including a red-and-white cape that declares “Sex and Violence Is What I Like.”

Oiticica’s emphasis on interactivity here is generally understood in the context of the dictatorship, with the artist searching for a vital popular audience in the face of a bourgeois culture grown increasingly arid and hostile. The “Parangoles” were conceived in the context of Oiticia’s increasing turn to the culture of Brazil’s favelas. He crossed class and race lines to attend the Mangueira samba school, and his new-model wearable art would be inspired directly by the costumery of carnival, the archetypal art of Brazil’s masses.

No doubt the results would, today, be pilloried as cultural appropriation. His interests somewhat unsettled the artistic order of his day, too. In 1965, when he tried to do a performance at Rio’s Museum of Modern Art with Mangueira dancers clad in his capes, they were denied entry. Famously, he turned the occasion into an impromptu parade-cum-protest dance on the grounds outside.

Tropicália was conceived in 1966. In a way, it was engineered to infiltrate the very museum that had turned away those dancers a year before: “the created environment,” he wrote of Tropicália, “was obviously tropical, evoking a small plot of land; but more importantly, you would have the feeling of actually walking on the earth. This was the same sensation I had felt earlier walking among the hills, of entering and leaving the favelas. Turning along the informal structures of Tropicália brings back memories of those hills.”

It is, when you get right down to it, a thoroughly ambiguous work, matching a confusing period, when US-style consumer capitalism was being imposed in the name of traditionalist values, and radical promises for art were matched by the repression of actual radical politics. Its tropical imagery is down-to-earth and inviting: “I had the idea of appropriating those places I liked, real places, where I felt alive,” Oiticica said, adding that, “It’s a map of Rio, and it’s a map of my imagination.”

At the same time, it’s all a bit ironic—a Brazilian version of Pop art, with the camp images of “Brazilian-ness” (the parrots, the beach, lush foliage, etc.) put in quotations. “[F]or me, as a cultural urgency, it was on first importance to grab all Brazilian roots in image, to confront it to American influence and overthrow its predominance by absorbing it.”

“Purity Is a Myth” reads a slogan painted within one of the walk-in pavilions, an aphorism that somehow both affirms the installation’s earthy imagery while mocking rhetoric of an essential “traditional” Brazil; in another pavilion, you push through curtains into a dark nook, where a TV screen blares harsh static into the darkness as if to say that the secret at the heart of Brazil was an empty, blank transmission.

Tropicália is by far Oititica’s most celebrated piece. Its name almost immediately became adopted to describe a whole vein of countercultural, psychedelic, late-60s Brazilian pop culture.
At exactly this moment, however, that the generals decided it was time to slam shut the window on the relative freedom they had allowed the creative classes to maintain. The year 1968 involved a drastic intensification of repression, and the thriving climate of cultural radicalism came into its crosshairs.
Eden (1969)

Like many of his fellow Brazilian intellectuals, Oiticica now sought to distance himself from his country. He had made connections in London, lining up a big show at the Whitechapel Gallery. The installation known as Eden would be the biggest of his career, a vast ersatz beach.

It developed the same themes of Tropicália, but, as befitting his now-international status, it did so without the focus on tinkering with specifically Brazilian imagery. Eden is studded with pavilions and pods and objects that you may explore: tents containing fragrant leaves, jagged rocks, and running water to wash your feet in; a cocoon-like sleeping platform; lumber “nests” that you can crawl around in, filled with hay, shredded Styrofoam mulch, and even a bunch of used books to peruse.

With Oiticica now in self-imposed exile, his message became more generally countercultural—an excuse for the artist to develop his ideas of “creleisure,” that is, creative leisure as opposed to the passive leisure of mass entertainment or traditional museum culture.

In Eden in particular you see how Oiticica’s works, though considered precursors to interactive art, stand definitively opposed to today’s glossy multimedia spectacles. Its attractions are not high-tech—they are funky and low-key by design. “Today’s world demands something improvised and participatory,” he wrote. “People are able to create things themselves instead of submitting to models. So the artist has to propose things which people themselves can create.”

Eden represented the high point of Oiticica’s museum career, followed closely by his participation in Kynaston McShine’s landmark 1970 “Information” show at the Museum of Modern Art in New York, which is remembered as the official arrival of Conceptual Art as an international trend. His work in that show (not included in “To Organize Delirium”) was very different than the text-driven and theoretical works you associate with classic Conceptualism—it consisted of inhabitable “nests” meant to invite the viewer to lounge—though they inspired the likes of Vito Acconci in how they served as stages for human experience.

What’s important, though, is that in some ways the theory of “creleisure” remained a Conceptual proposition only, something the works proposed as a provocation rather than fully enacted. “In general the nests were not inhabited much,” the British poet Edward Pope remembers of the Whitechapel show. “There was a gap… between what could happen in one of Helio’s environments and what did happen.”

Nothing that you can do in Eden is that far outside of the ordinary experience of, say, a day at the beach—they are simply outside of the ordinary experience of things you could do in a museum at that time. In this sense, more than anything else, they stood less as a realization of paradise-in-the-museum than as an implicit rebuke of the stuffy expectations of a middle- to upper-class museum audience.
Oiticica was, in a sense, entering the museum to encourage people to leave it. And soon, this tension would push him to eject himself from that space altogether.

CC5 Hendrix-War (1973)

This brings us to Oiticica’s ‘70s period, the most innovative, and difficult, part of “To Organize Delirium”—difficult mainly because, after the career high of his Whitechapel and MoMA showings, he now basically dropped out of art to pursue a totally non-institutional, intimate form of art-as-lifestyle in New York.
Oiticica was gay. In post-Stonewall NYC, he seems to have found the room to express his sexuality in a way that wouldn’t have been possible in the environment of Catholic Brazil—though he detested the commercialization of the alternative scene coming out of Warhol’s Factory for “raising marginal activity to a bourgeois level.” His artistic inspirations came instead from the orgiastic experiences of a Jimi Hendrix rock concert on Randall’s Island and witnessing filmmaker Jack Smith’s camp slideshows in his loft.

What Oiticica really, really liked, though, was cocaine. As he turned his back on the art scene, drugs fueled not only his lifestyle but his finances.
In 1971, with his Guggenheim grant running out, and no green card forthcoming, he would become a dealer. “He not infrequently moved cocaine worth ‘a thousand dollars’—more than twice the monthly rent for his loft—in just a few days,” the catalogue tells us. He wrote poetic odes to the drug. In his writings, he flirted with imagining his narcotrafficking as an act of aesthetic rejection along the lines of Marcel Duchamp’s famous decision to drop out of art to play chess.

This is the context for CC5 Hendrix-War, one of Oiticica’s “Cosmacocas” series of proposals, conceived with the filmmaker Neville D’Almeida. It features a room of hammocks, the walls covered with giant projected images of Jimi Hendrix’s face studded with lines of cocaine like war paint, as Hendrix music plays.
The “Cosmacocas” were only experienced privately during Oiticica’s lifetime, for obvious reasons, and remain an odd fit for the preppy museum environment. They stood—in the words of the poet Waly Salomão, one of the few to report on the experience—as “a way of taking pleasure in the sensation of time that is different from the time of protestant capitalism, time is money, for example. It’s different from that. Time is money, no. Time is pleasure. It’s the pleasure principle that rules, and the reality principle is suspended.”

If you’re not high, though, it’s basically a bunch of hammocks and Jimi Hendrix music.
This drug-den-as-art-installation is certainly very memorable, though definitely in a kind of Metal Machine Music kind of way, representing a terminal point for a certain self-absorbed idea of cultural transformation.

Rijanviera (1979)

Such a cultural project has its limits, in terms of one’s physical stamina and material resources. Oiticica seems to have hit the wall sometime around 1975, when drug references abruptly stop in his writing. In 1974, he had been robbed at his giant Second Avenue loft, putting the end to the dream of remaking his life as an open, participatory work of art.

He moved to the West Village, seeking more privacy. In 1977, a fever seemed to have been lifted: “this year had a change… I’m not interested in ideas… now I want to make physical stuff.” Facing money woes and difficulty with immigration, he moved back to Rio in February 1978. (A letter only arrived to his lawyer asking to schedule an appointment with Immigration and Naturalization Services two years after the artist’s death.)

In Brazil, Oiticica now returned to old ideas and explored new ones. The last stretch of “To Organize Delirium” has the air of reassessment, or stock-taking—the lucid moment after the storm when every detail of the landscape suddenly seems to stand out. There is, for instance, a work that is simply an appropriated fragment of asphalt from a Rio construction site that looks kind of like the island of Manhattan, a gesture which feels sentimental, wistful.
The most ambitious of his late works is another environment, Rijanviera (an interpolation of “Rio de Janiero” borrowed from Finnegan’s Wake), which appeared just eight months before he passed away of a stroke. The installation was shown at the Café des Arts in the Hotel Meridien, at the Copacabana beach club. Oiticica declared it his most important work of the 1970s. Critics at the time branded it derivative of his earlier work.

Rijanviera is indeed best read in relation to the other installations, but in contrast to them. You approach the pavilion through the surrounding square of sand, take off your shoes, and walk through the twists of the pavilion’s corridor—where running water sloshes across your feet—before emerging on the other side.

On its opening night at the Copacabana, something very symbolic happened. As Oiticica blasted Hendrix and Caetano Veloso tunes, the water pump in Rijanviera caused it to overflow. More importantly, one group of revelers went wild, as the catalogue says, regarding the show as “an opportunity for catharsis.”

Oiticica had once called to strike “a fatal blow to the concept of the museum.” Now he had to defend his own work from destruction, going so far as hitting someone in the face with a rock (Lygia Pape’s work, Wind Eggs, the only other work in the show, was trashed.)
“These works were made [for] and require a sort of exercise in breaking habits of understanding: non-ritualistic and cathartic,” he wrote to a local art critic, defending both Rijanviera and the opening. In some ways, this sounds like the earlier rhetoric of using his art to activate users and break their habits of passive consumption. But, on the other side of his New York adventures, the idea of “breaking habits” has another connotation, and the work seems as much about rejecting the other extreme of active, destructive focus on the self.
In Ivan Cardoso’s psychedelic filmic homage to Oiticica, H.O. (1979), you see the artist and his friend Lygia Clark, dancing dreamily together in its the waters of his installation, laughing. On the soundtrack, Clark’s voice praises Oiticica’s art of “simple and general propositions, not yet completed. Situations to be lived on.”

Tropicalia was flamboyant, an ode to impurity; Rijanviera is austere, cleansing, healing. Oiticica had considered Tropicalia a “map of Rio.” Now he wrote, “For me, Rio was first a myth, I had mystified it in such a manner that I had to leave it and spend all these years away to discover that after the process of mystification comes that of demythification.”

Rijanviera‘s twisting, cleansing path distilled the sense of Oiticica’s own art down to the necessary, purged of its more ecstatic ideas: still a transformative journey, but no longer one that connects you to imaginary deliverance, but just back to where you are.


Foto* Parangolé Cape 30 in the New York City Subway (1972). Cortesia de César e Claudio Oiticica, Rio de Janeiro.
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Matéria de Ben Davis publicada no site ArtNEws, em julho 2017.

Dalí: exumação revela bigode intacto do pintor surrealista

Especialistas encontram restos mortais em bom estado de conservação. Amostras extraídas podem concluir se Pilar Abel é mesmo a única filha do pintor, que pode reclamar o patrimônio detido pelo Estado espanhol. +

Os restos mortais do pintor surrealista Salvador Dalí, que haviam sido embalsamados, estão bem conservados, afirmaram nesta sexta-feira (21) especialistas que participaram da exumação em Figueres, na Espanha.

Segundo eles, o famoso bigode do artista estava intacto, mesmo 28 anos depois da morte. "O bigode estava na posição clássica, marcando dez horas e dez minutos", disse o secretário-geral da Fundação Gala-Dalí, Luis Peñuelas Reixach, durante entrevista no Teatro-Museo Dalí, em Figueres, Girona.

Os restos mortais foram exumados por ordem de um tribunal para um exame de determinação de paternidade. A exumação ocorreu na noite desta quinta-feira (20). Foram extraídas amostras de cabelo, unhas, dentes e ossos.

O jornal El País afirmou que os resultados dos exames de DNA deverão ser anunciados no início de setembro, pouco antes da audiência em tribunal sobre a questão da paternidade, marcada para 18 de setembro.

O corpo do pintor, falecido em 23 de janeiro de 1989, aos 84 anos, está sepultado no Teatro-Museo Dalí, em Figueres, na região de Girona, e foi exumado por decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha.

A decisão foi anunciada em 20 de junho, para obtenção de amostras do corpo do artista, no sentido de realizar um exame de determinação da paternidade de Pilar Abel, que alega ser sua filha. Abel submeteu-se ao exame de DNA em 11 de julho, em Madri.

Segundo a Fundação Gala-Dalí, se os exames de DNA confirmarem a paternidade, Abel poderá reclamar 25% do patrimônio detido pelo artista no momento da morte. O prejudicado seria o Estado espanhol, herdeiro universal designado por Dalí.

Abel, nascida em Figueres em 1956, alega ser fruto de uma relação de Dalí com a mãe dela, que ele teria conhecido em Cadaqués, Girona, quando esta trabalhava como empregada de uma família que passava temporadas naquele povoado. Se a paternidade for confirmada, ela será a única filha conhecida do artista catalão.
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Matéria publciada no portal do G1, (www.g1.globo.com) em 17/07/17.