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BECO DO PINTO

  • O Beco é uma passagem antiga que serviu para o trânsito de pessoas e animais na São Paulo colonial entre o largo da Sé à várzea do rio Tamanduateí. O portal foi fechado em 1821 pelo primeiro proprietário, o Brigadeiro José Joaquim Pinto de Moraes Leme, e reaberto em 1826 como Beco do Colégio. Após a abertura da ladeira do Carmo em 1912, atual av. Rangel Pestana, a passagem foi desativada. Após restauro na década de 1990, o beco passou a integrar o circuito cultural da cidade, entre o Solar da Marquesa de Santos e a Casa da Imagem , e constitui um conjunto significativo arquitetônico, histórico e cultural, que integra o Museu da Cidade de São Paulo.

BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN

  • Uma Vida Entre Livros é mostra permanente que exibe imagens, textos e vídeos sobre a vida do casal Mindlin, a formação e a construção da biblioteca (mostra de longa duração).
  • A biblioteca inaugurada em março de 2013 reúne acervo doado pela família Mindlin à USP (Universidade de São Paulo). São, sobretudo, publicações reunidas ao longo de 80 anos pelo bibliófilo José Mindlin (1914-2010) e sua esposa Guita (1916-2006), considerado o maior acervo particular de livros do Brasil. O espaço conta com cerca de 17 mil títulos (40 mil volumes). A biblioteca possui ainda a maior coleção de matrizes de gravuras em metal e em madeira de arte brasileira, de artistas como Goeldi, Djanira, Darel, Renina Katz e Evandro Carlos Jardim. Tem também livros impressos a mão, em pequena tiragem, de Miró, Derain, Chagall e de vários artistas brasileiros. Na coleção de gravuras há obras de Mário Gruber, Samico, Lívio Abramo, Regina Silveira, Alex Flemming e outros.
  • Cidade Universitária: av. Prof. Luciano Gualberto, 78, tel. (11) 3091-1154. Pesquisa: seg. a sex., 13h/17h. Administração: seg. a sex., 8h/17h. www.brasiliana.usp.br

BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

  • Primeira exposição do ano no espaço sob a direção do ex-editor Charles Cosac, Acordo de Confiança propõe discutir a montagem de exposições de maneira metalinguística. Serão expostos cerca de 30 peças, entre obras e documentos, que refletem sobre o papel do artista, o status da obra de arte, o funcionamento do mercado e das instituições e as diferentes relações entre artista, público, instituições, curadores e colecionadores. Dentre os artistas está o brasileiro Nelson Leirner (com convites, fotografias, artigos de jornais, publicações e outros), o americano Robert Barry (conhecido por seu trabalho com mídias invisíveis e não materiais), o mexicano Mario García Torres e o sul-africano Ian Wilson. Curadoria de Jacopo Visconti e Olivia Ardui (de 27/04/17, às 19h, a 09/07/17).
  • A coleção de publicações de arte da biblioteca está localizada na Sala Sergio Milliet, criada em 1945, que dispõe de mais de 27 mil volumes de livros, 10 mil de periódicos e três mil outros documentos (catálogos, cartazes e reproduções). Parte do acervo de livros pode ser pesquisada no catálogo online, disponível em http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/. O acervo total da biblioteca é de cerca 3,3 milhões de itens.

BIBLIOTECA TEMÁTICA DE CULTURA POPULAR BELMONTE

  • A biblioteca conta com a exposição permanente Visagens - Visões Comuns, Visões Sublimes, formada por retratos feitos por Ernesto Bonato em xilogravura de pessoas que circulam pelos arredores da biblioteca. O trabalho levou nove meses para ser concluído.
  • Santo Amaro: r. Paulo Eiró, 525, estação Largo Treze do Metrô, tel. (11) 5687-0408. Seg. a sáb., 9h/17h. www.bibliotecas.sp.gov.br

CAPELA DO MORUMBI

  • Sara Ramo exibe a instalação “Para Marcela e as Outras” (de 08/04/17, das 14h às 19h, a 08/09/17).
  • Construída em 1949 pelo arquiteto Gregori Warchavchik (1896-1972) sobre ruínas em taipa de pilão de uma capela construída por escravos no século 19, abriga exposições que estabelecem relação de aproximação entre a arte contemporânea e o patrimônio histórico, consolidando-se como espaço para instalações site specific na cidade.

CASA DA IMAGEM

  • A instituição foi criada para ser a sede do Acervo Iconográfico da Cidade de São Paulo e promover sua preservação, pesquisa e difusão, além de desenvolver ações voltadas à memória da imagem documental da cidade. A coleção de 710 mil fotografias passou por detalhada intervenção de conservação preventiva e agora se encontra em uma reserva técnica especialmente projetada para sua tipologia, seguindo padrão internacional. Cerca de 130 mil destas imagens foram digitalizadas e, juntamente com suas informações catalográficas, estão disponíveis no banco de dados, possibilitando o gerenciamento da coleção e o resgate de informações.

CASA DAS ROSAS

  • A casa projetada na década de 1930 por Ramos de Azevedo é uma das poucas construções do período restantes na avenida Paulista. Ela foi tombada pelo Condephaat em 1985 e restaurada de 1986 a 1991. A mansão recebeu o nome de Casa das Rosas - Galeria Estadual de Arte em 1991, tornando-se um espaço para mostras temporárias de obras do acervo artístico do Estado. Em março de 2003, foi fechada para reformas. Em dezembro de 2004, foi reinaugurada com a designação de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Em 2007, ela passou novamente por reformas. O espaço mantém uma exposição permanente de alguns móveis e obras do acervo do poeta Haroldo de Campos (1929-2003), selecionadas periodicamente por poetas, escritores e especialistas em poesia e literatura. O espaço oferece visitas monitoradas previamente agendadas a escolas e grupos de no mínimo cinco pessoas.
  • Cerqueira César: av. Paulista, 37, estação Brigadeiro do Metrô, tels. (11) 3285-6986 e 3288-9447. Ter. a sáb., 10h/22h; dom., 10h/18h. www.casadasrosas.org.br

CASA DE DONA YAYÁ

  • A mostra Cores do Bixiga na Yayá traz desenhos, pinturas e maquetes produzidas durante duas oficinas de arte naïf promovidas pelo CPC-USP, em 2015, ministradas pelo artista plástico Arieh. Integram também vídeos, depoimentos, peças gráficas e cenográficas feitas dos elementos visuais criados pelos participantes (de 01/12/16 a 05/05/17).
  • O espaço é sede do Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo (CPC-USP).
  • Bela Vista: r. Major Diogo, 353, tel. (11) 3106-3562. Seg. a sex., 9h/17h; dom., 10h/15h. www.usp.br/cpc

CASA DO BANDEIRANTE

  • A casa é reaberta com a exposição Construção e Memória composta por fotografias pertencentes a Comissão Quarto Centenário de São Paulo, responsável pela abertura da Casa do Bandeirante, em 1955. Entre as imagens, estão registros da casa como foi encontrada pela Comissão, de nomes como Affonso Taunay, Guilherme de Almeida, Washington Luís, Nilo Amaral, Lucas Nogueira Garcez e Armando de Arruda Pereira, Inclui ainda exposição fotografias das obras de restauro e de escavações arqueológicas realizadas pelo DPH (Departamento de Patrimônio Histórico) (de 08/04/17, às 16h, de 08/08/17).

CASA DO GRITO

  • A casa foi motivo de pesquisas a respeito do valor histórico e cultural, pela associação do imóvel ao quadro de Pedro Américo, intitulado “Independência ou Morte” (1888), onde é retratada uma casa com características semelhantes. O casebre de taipa de sopapo ou pau-a-pique é datado de 1844 e constou como moradia para diversas famílias até 1911, quando foi comprada pela família Tavares de Oliveira que permaneceu até 1936. Em 1955 foi lançada uma campanha de revitalização e restauro para visitação pública com a intenção de reaproximá-la da casa presente na pintura de Pedro Américo. No final da década de 1970, as críticas sobre as concepções museológicas implicaram na desmontagem do cenário. Em1981 a casa passou por restauro e pesquisas arqueológicas, que procurou corrigir os excessos das intervenções anteriormente realizadas. Em 2007 passou por uma nova etapa de restauro e conservação e foi reinaugurada em 2008.
  • Da Independência ao Grito: História de uma Casa de Pau a Pique, com curadoria de Margarida Andreatta (arqueóloga do Museu Paulista), revela aspectos da casa histórica do Parque da Independência por meio de imagens, desenhos e fragmentos do cotidiano.

CASA DO SERTANISTA

  • Construção e Memória conta a história da formação do acervo etnográfico indígena municipal na década de 1970, por meio de uma doação de Orlando Villas-Bôas, que deu origem ao Museu da Casa do Sertanista. Na abertura ocorre apresentação da Orquestra de Violeiros Coração da Viola de Guarulhos e do grupo Orgulho Caipira de Lagoinha (de de 08/04/17, às 16h, a 08/08/17).
  • A construção da Casa do Caxingui remonta a meados do século 17. Sua arquitetura em três lanços, telhado de quatro águas e paredes em taipa de pilão é característica das casas bandeiristas. A casa foi doada à municipalidade em 1958. Em 1970 foi instalado o Museu do Sertanista, voltado essencialmente para a cultura indígena. Até 1987, realizaram-se várias exposições e mostras com o acervo indígena que lá ficava. Em 1989, por meio de um decreto de permissão de uso, a casa histórica passou a abrigar o Núcleo de Cultura Indígena da União das Nações Indígenas e a Embaixada dos Povos da Floresta. Com a saída do Núcleo de Cultura Indígena em 1993, a casa passou por novas obras de conservação e restauro, sendo ocupada pelo Museu do Folclore “Rossini Tavares de Lima” de 2000 até 2007. Após reformas, foi reinaugurada em 2013 como uma das casas históricas do Museu da Cidade de São Paulo.

CASA DO TATUAPÉ

  • Construída em taipa de pilão, a Casa do Tatuapé é a casa bandeirista mais antiga da cidade. Estima-se que sua construção tenha ocorrido entre 1668 e 1698, por Mathias Rodrigues da Silva, administrador das terras do Padre Matheus Nunes, que era dono de propriedades na região. Suas paredes de taipa possuem até 60cm de espessura. A casa possui planta retangular e cobertura em duas águas. Aberta ao público em 1981, faz parte do Patrimônio Histórico da cidade.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA

  • Primeira casa-museu biográfica de São Paulo, a Casa Guilherme de Almeida foi reaberta em dezembro de 2010, após ficar fechada por quatro anos. O espaço, que passou por uma reestruturação, apresenta a sala de leitura, a máquina de escrever e a cama em que dormia e onde foi encontrado morto o poeta, escritor e jornalista Guilherme de Almeida (1890-1969). Também são mostrados retratos e esculturas de artistas como Brecheret, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Lasar Segall. Há ainda uma biblioteca com mais de 5 mil títulos.

CASA MODERNISTA

  • A primeira casa modernista do país, projetada por Gregori Warchavchik, inaugurada em 1928, passou por um apurado restauro e voltou ao circuito expositivo da cidade.

CCNJ | CENTRO DAS CULTURAS NEGRAS DO JABAQUARA

  • A mostra “Atavos – um Reencontro de Ancestralidades Perdidas” traz série feita pela fotógrafa chilena Pola Fernandes, composta por 23 fotografias feitas no século 19 intercaladas com imagens recentes de mulheres afrodescendentes (de 11/04/17 a 10/06/17).
  • Jardim Oriental: r. Arsênio Tavolieri, 45, tel. (11) 5011-2421.

CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

  • A mais antiga necrópole da cidade foi inaugurada em 15 de agosto de 1858 com o objetivo de evitar epidemias ao substituir o hábito de sepultar os mortos no interior das igrejas. Um dos sinais da prosperidade da burguesia paulistana nos séculos 19 e 20 foi decorar os jazigos de seus familiares com esculturas de Victor Brecheret, Bruno Giorgi, Rodolfo Bernardelli, Celso Antônio de Menezes, Francisco Leopoldo e Silva, Amadeu Zani e outros. O portão monumental e a capela do cemitério são projetos do arquiteto Ramos de Azevedo. O cemitério guarda os túmulos de Maria Domitila de Castro Canto e Melo (marquesa de Santos), dona Olívia Guedes Penteado, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Monteiro Lobato, Antônio de Alcântara Machado, Eduardo da Silva Prado, Campos Sales, Washington Luis, Ademar de Barros, Ramos de Azevedo, Antoninho da Rocha Marmo, Mario Zan, Ruth Cardoso e outros. Um dos destaques do cemitério é o colossal mausoléu da família Matarazzo, com 25m de altura e ornamentado por um conjunto escultórico em bronze do escultor italiano Brizzolara.
  • Cerqueira César: r. da Consolação, 1.660, tels. (11) 3396-3815 / 3833. Diariamente, 7h/18h. Visitas monitoradas do projeto Arte Tumular: 8h/15h.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

  • A mostra MáriOswald - 100 Anos de uma Amizade homenageia dois ícones da cultura brasileira: Mário e Oswald de Andrade e o encontro entre ambos, em 1917, culminou na revolucionária Semana de 22. A mostra apresenta obras, fotografias, audiovisual, impressos e documentos, além de série de desenhos originais de Tarsila do Amaral para o livro “Pau Brasil” (1925), de Oswald de Andrade; publicações como revista Klaxon, objetos e documentos da Missão de Pesquisas Folclóricas (1938) – expedição idealizada e organizada por Mário de Andrade no período em que ele esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo. Destaque para a instalação multimídia “Antropofagia”, uma experiência poética que sobrepõe realidades - a virtual e a presencial - e conecta diferentes instantes temporais. Os pertences fazem parte dos acervos da Secretaria Municipal de Cultura – como Coleção de Arte da Cidade, Coleção Arquivo Multimeios e Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga, sob guarda do CCSP. Curadoras de de Maria Adelaide Pontes e Nathalie Schreckenberg (de 25/04/17, às 19h, a 28/05/17).
  • O fotógrafo catalão Joan Guerrero exibe em “Pere Casaldàliga Profissão: Esperança” aspectos da vida e obra do bispo católico Dom Pedro Casaldàliga i Pia, 88 anos, radicado no Brasil desde 1968 e que atua em prol de comunidades menos favorecidas, principalmente nas etnias indígenas (de 25/01/17 a 30/04/17).
  • O CCSP, projetado pelos arquitetos Eurico Prado Lopes (1939-1985) e Luiz Benedito de Castro Telles (1943-2014), foi inaugurado em 1982. Ele promove anualmente uma seleção de artistas para o programa de exposições do local, um dos mais importantes do país. O Arquivo Multimeios contém 900 mil documentos de artes visuais, arquitetura, artes gráficas e outros assuntos. A Biblioteca Alfredo Volpi é uma das mais abrangentes em artes plásticas da cidade.
  • A segunda edição da mostra Folheteria expõe obras produzidas nos projetos Ateliê Aberto e Ateliê Público (até 12/03/17).
  • Em paralelo é apresentado seleção do acervo de arte postal da instituição (até 12/03/17).

CENTRO UNIVERSITÁRIO MARIA ANTONIA

  • O Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma) é um órgão de extensão universitária e cultural ligado à USP (Universidade de São Paulo), responsável pela promoção de exposições artísticas, cursos ligados à área de humanidades e pela difusão cultural, científica, artística e tecnológica de uma forma geral. Ocupa a antiga sede da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP juntamente com o Teatro da USP (Tusp), em um conjunto arquitetônico considerado patrimônio histórico da cidade.
  • Vila Buarque: r. Maria Antonia, 294, tel. (11) 3123-5201. Ter. a sex., 10h/20h; sáb. e dom., 10h/18h. www.usp.br/mariantonia

ESTAÇÃO PINACOTECA

  • A mostra “Vlavianos: Trajetória” é retrospectiva de um dos principais nomes da escultura brasileira, Nicolas Vlavianos. O homenageado conta com uma individual que reúne cerca de 150 obras, entre desenhos e esculturas, acompanhadas por projetos que evidenciam o pensamento plástico que orienta a expressão artística desde os anos 1960 aos dias atuais (de 25/03/17, às 11h, a 26/06/17).
  • A mostra Metrópole: Experiência Paulistana apresenta cerca de 80 obras de artistas que residem, ou residiram, na capital e suas obras manifestam peculiaridades do viver nesta cidade. São expostas instalações, pinturas, fotografias, vídeos e obras em outros meios, dos artistas Sidney Amaral, Dora Longo Bahia, Victor Brecheret, Peter de Brito, Rafael Carneiro, Leda Catunda, Flávio Cerqueira, Lia Chaia, Raphael Escobar, Renata Felinto, Luiz Gê, Carmela Gross, Evandro Carlos Jardim, Jaime Lauriano, Marcelo Moscheta, Zed Nesti, Nazareth Pacheco, Moisés Patrício, Daniel de Paula, Fernando Piola, Florian Raiss, Gustavo Von Ha e Chico Zelesnikar. Curadoria de Tadeu Chiarelli, (de 08/04/17, às 11h, a 18/09/17).
  • No Memorial da Resistência, a mostra Carta Aberta – Correspondências na Prisão reúne cerca de 70 cartas feitas dentro e fora da prisão, trocadas entre presos políticos e seus familiares e amigos entre os anos de 1969 a 1974. Incluem também fotografias, cartões comemorativos e de solidariedade, artesanatos produzidos na prisão e uma obra “Carta a Sérgio Ferro” (1973), do artista e ex-preso político Alípio Freire. Além do testemunho da ex-presa política Maria Aparecida Costa Cantal que fala sobre a importância das correspondências naquele contexto. Curadoria de Kátia Felipini e Luiza Giandalia (de 10/12/16, às 20h, a 18/09/17).
  • No Memorial da Resistência, o artista Geraldo Souza Dias exibe na exposição “A Desobediencia Civil” obras que refletem a cultura em situações político-sociais de constrangimento às liberdades e aos direitos humanos na história republicana brasileira recente, trazendo-o para o domínio da arte. São expostas 22 pinturas a óleo e colagem sobre tela e madeira – sendo duas obras de múltiplos: a primeira formada por 51 pecas, e uma segunda com um friso formado de 23 pinturas – além de um vídeo (de 01/04/17, às 11h, a 25/09/17).
  • O Memorial da Resistência de São Paulo apresenta quatro eixos temáticos para visitação pública: “O Edifício e suas Memórias”, “Controle, Repressão e Resistência”, “A Construção da Memória” e “Da Carceragem ao Centro de Referência”.
  • Luz: Largo General Osório, 66, tel. (11) 3335-4990. Qua. a seg., 10h/17h30 (com permanência até as 18h). Ingr.: R$ 6. O ingresso dá direito a visitação à Estação Pinacoteca e à Pinacoteca do Estado. Professores da rede pública (com direito a quatro acompanhantes), alunos da rede pública (em visita com a escola), funcionários de órgãos públicos e de outros museus, pessoas com mais 60 anos e crianças com até 10 anos não pagam ingresso. Estudantes e professores da rede privada têm 50% de desconto. Grátis aos sábados. www.pinacoteca.org.br

FUNARTE

  • O projeto “O Museu Inexistente No 1”, do artista Victor Leguy, concebido em parceria com o curador Gabriel Bogossian, propõe um museu fictício que reconta parte da história do Brasil sob uma nova perspectiva. Numa tentativa de descolonizar o olhar e ampliar nosso repertório visual sobre o patrimônio cultural brasileiro são exibidos fotografias, filmes, documentos e objetos que debatem o imaginário construído em torno dos Enawenê-Nawê, povo indígena do Mato Grosso que realiza o ritual Yaokwa, que tem duração de sete meses. Em 08/04, às 15h, ocorre encontro com artista, curador e convidados. Em 12/04, das 19h30 às 21h30, ocorre debate com escritor e curador Leonardo Araújo, o artista e o curador da exposição. Em 06/05, às 15h, é lançado o catálogo da mostra (de 25/03/17, das 15h às 20h, a 07/05/17).
  • O artista Lucas Dupin exibe na mostra “Tempo-Revés” uma série de obras sobre a efemeridade do tempo e da incansável tentativa de representar o tempo e mensurá-lo. Destaque para a instalação “Folhinhas”, da qual foram extraídas todas as referências temporais de calendários, resultando em uma delicada renda de papel milimetricamente recortada que ocupa grande parte do espaço expositivo. Inclui também a série “Despojos”, composta por fotografias que trazem o registro do acúmulo das partes retiradas de cada calendário. Em 06/05, às 15h, ocorre bate-papo com Cauê Alves seguido de lançamento de catálogo (de 25/03/17, às 15h, a 07/05/17).
  • A exposição “Estudo para Monumento”, da artista Erica Ferrari apresenta uma construção em escala real de dois possíveis fragmentos de ruínas cuja referência são importantes edificações situadas no Rio de Janeiro e em Berlim, destruídas em atos políticos. Elaborado especialmente com madeira e material de descarte, em parte carbonizado, no trabalho há o tensionamento entre a história e significado do edifício modernista Columbushaus, projetado em 1932 pelo arquiteto alemão Erich Mendelsohn e incendiado em junho de 1953, em protesto popular na antiga Berlim Oriental; e a primeira sede da União Nacional dos Estudantes – UNE, na Praia do Flamengo, em palacete confiscado da Sociedade Germania, que sofreu atentado em abril de 1964 no contexto de repressão da ditadura militar e hoje é reconstruída com projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. Em 08/07/17, às 15h, ocorre lançamento de catálogo (de 27/05/17, das 15h às 20h, a 08/07/17).
  • Em “Acordos, Desvios ou Diálogos”, a artista paulistana Amanda Mei apresenta pinturas e esculturas que tratam do equilíbrio entre elementos de formação do universo, com composições tridimensionais construídas pelo homem ou apropriadas diretamente da natureza. Com curadoria de Paula Borghi, a exposição faz um elogio à teoria do Big Bang, a geometria dos sólidos platônicos, ao alinhamento dos planetas e suas constelações. As obras apresentadas em “Acordos, Desvios ou Diálogos” foram criadas a partir de matérias primas coletadas no entorno da Funarte São Paulo, material que faz parte do processo de sobrevivência, na tentativa de discutir ainda a dinâmica dos movimentos de transformação e do progresso no tecido urbano. Em 08/07/17, às 15h, ocorre encontro com a artista e lançamento do catálogo (de 27/05/17, das 15h às 20h, a 08/07/17).
  • Campos Elíseos: Al. Nothmann, 1.058, estação Santa Cecília do Metrô, tel. (11) 3662-5177. Diariamente, 14h/22h. www.funarte.gov.br

FUNDAÇÃO CULTURAL EMA GORDON KLABIN

  • A coleção da empresária e mecenas Ema Gordon Klabin (1907-1994) é mostrada em sua casa, nos ambientes originais. O acervo, que abrange mais de 3 mil anos e reúne 1.500 peças, contempla quase toda a história da civilização ocidental, desde as civilizações grega e etrusca até os grandes mestres europeus. A arte brasileira é representada na coleção por obras de modernistas como Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral e Victor Brecheret.
  • Jardim Europa: r. Portugal, 43. Qua. a dom., 14h/17h. R$ 10 e R$ 5 (aposentados e estudantes). Professores e grupos de estudantes de escolas públicas têm entrada franca. Entrada franca aos sábados e domingos. | www.emaklabin.org.br

FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO

  • A fundação fica em um parque de 75 mil m² e foi criada em 1974 pelo engenheiro Oscar Americano (1908-1974). Aberta ao público em 1980, tem programas educativos na área de meio ambiente e abriga acervo de arte e mostras temporárias. O acervo é composto por três núcleos: Brasil Colônia, Brasil Império e Mestres do Século 20. São 1.500 peças, como pinturas, mobiliário, prataria e louças. Entre os destaques estão uma série de oito pinturas do holandês Frans Post e telas de Candido Portinari e Lasar Segall. O parque, projeto do arquiteto-paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes (1907-1988), tem cerca de 25 mil árvores de diversas espécies da Mata Atlântica, habitadas por diversos tipos de aves. A sede, antiga residência da família Americano, tem projeto de Oswaldo Arthur Bratke (1907-1997).
  • Morumbi: Av. Morumbi, 4.077, tel. (11) 3742-0077. Ter. a dom., 10h/17h30. R$ 10 e R$ 5 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos) e grátis para crianças até 6 anos. Entrada franca para o público em geral toda primeira terça-feira de cada mês. www.fundacaooscaramericano.org.br

GALERIA OLIDO

  • Hoje tem Espetáculo exibe seleção de documentos e fotografias de trupes, famílias e artistas circenses pertencentes ao acervo do Centro de Memória do Circo. Expografia de Carla Caffé e curadoria de Verônica Tamaoki (mostra de longa duração).
  • Centro: av. São João, 473, tels. (11) 3331-8399 / 3397-0171. Seg., qua. qui. e sex., 10h/20h; sáb. e dom., 13h/20h. www.galeriaolido.sp.gov.br

IGREJA DAS CHAGAS DO SERÁPHICO PAI SÃO FRANCISCO

  • O espaço expositivo da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo tem exposição permanente de acervo, com obras dos séculos 17 ao 20, além de mostras temporárias. A igreja conta com coleção de pinturas e retábulos do século 18, realiza palestras sobre artes e tem programação musical (concertos de orquestras, conjuntos de câmara e solistas).
  • Sé: Largo São Francisco, 173. Igreja: seg. a sex., 9h/17h; sáb., 9h/13h. Visitas agendadas ao acervo e dependências da igreja: qui., às 14h.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO

  • O IHGSP é uma instituição científica e cultural que tem como principais objetivos a pesquisa e a divulgação da história, da geografia e de correlatos, principalmente com respeito à cidade e ao Estado de São Paulo. A instituição realiza mostras permanentes e temporárias.
  • Arqueologia e Contemporaneidade traz trabalhos de três pesquisadores da instituição - Guy Collet, Luiz Caldas Tibiriçá e Heinz Budweg - realizados em expedições por diversas regiões do Brasil.
  • Trilha do Peabiru é exposição permanente sobre o trecho paulista da antiga trilha indígena que, ao tempo do descobrimento, interligava o Estado de São Paulo ao Paraguai. A mostra tem colaboração do cacique Tukumbó Dyeguaká.
  • Praça da Sé: r. Benjamin Constant, 158, 7º andar, tel. (11) 3242-8064. Seg. a sex., 13h/17h. Visitas no período da manhã somente mediante agendamento. www.ihgsp.org.br

INSTITUTO LINA BO E P. M. BARDI | CASA DE VIDRO

  • Instalado na Casa de Vidro, antiga residência do casal criador do Masp, o instituto tem como objetivo divulgar e promover a cultura e as artes brasileiras no Brasil e no exterior. Projetada por Lina Bo Bardi em 1950, a casa é um marco da arquitetura moderna brasileira. Tombada em 1987 pelo Condephaat, abriga documentos de arquitetura, fotografias, correspondências, entrevistas, escritos, além da coleção de arte popular e objetos de design e artes plásticas dos Bardi.
  • Morumbi: r. General Almério de Moura, 200, tels. (11) 3744-9902 e 3744-9830. As visitas devem ser agendadas. www.institutobardi.com.br

MAC-USP (MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) | EX-DETRAN

  • A exposição Vizinhos Distantes: Arte da América Latina no Acervo do MAC USP apresenta cerca de 250 trabalhos, entre pinturas, esculturas, instalações, objetos, fotografias, registros e projetos de performances, vídeos e publicações de artistas, todos do acervo do MAC USP. São obras de artistas como Marta Colvin e Nemesio Antúnez (Chile), René Portocarrero e Wifredo Lam (Cuba), Lucio Fontana e León Ferrari (Argentina), Diego Barboza e Jesús Rafael Soto (Venezuela), Ulises Carrión, Felipe Ehrenberg e José Luis Cuevas (México), Sergio Meirana e Clemente Padín (Uruguai), Carlos Mérida (Guatemala), Armando Morales (Nicarágua), Luiz Fernando Peláez e Omar Rayo (Colômbia) e Lucía Chiriboga (Equador), entre outros. Curadoria de Cristina Freire. Na abertura ocorre os lançamento do livro “Terra Incógnita: Conceitualismos da América Latina no Acervo do MAC" (de 20/06/15, às 11h, a 30/04/17).
  • A mostra “Samson Flexor - Traçados e Abstrações” apresenta 35 obras do artista moldávio Samson Flexor (1907-1971), entre desenhos e pinturas, pertencentes ao acervo do museu. A seleção traça aspectos da trajetória do artista, dando ênfase na produção feita entre 1948 e 1960. A transformação plástica desse período busca uma movimentação na estrutura, que constitui nos pensamentos estéticos entre abstrato, construtivo e expressivo. Na abertura ocorre oficina infantil (de 24/01/15, às 11h, a 30/04/17).
  • A exposição A Casa um conjunto de obras inspirado no poema de Vinícius de Morais musicado ao lado de Toquinho em 1980, que fala da criação de um lar, mas que é repleto de elementos faltantes e da própria ausência de praticidade esperada do ambiente doméstico. São expostos 18 trabalhos pertencentes ao acervo do museu, dos artistas Alexander Calder, Leda Catunda, Alex Flemming, Iran do Espírito Santo, Cildo Meireles, Nina Moraes, Alex Vallauri, Flávio Cerqueira, Barrão, Regina Silveira, Maria Tomaselli, Camille Kachani, Ângelo Venosa, José Carratu e Ana Teixeira (de 12/09/15, às 11h, a 30/04/17).
  • A mostra “Julio Plaza Indústria Poética” reúne parte da obra do artista espanhol Julio Plaza (1938-2003), que ocupou importante papel na condução de novos sentidos e os limites dos dispositivos tecnológicos na arte dos anos 1970. Curadoria de Cristina Freire (de 09/11/13, às 11h, a 30/04/17).
  • A exposição Os Desígnios da Arte Contemporânea no Brasil traz a pintura novamente para o foco do diálogo sobre a arte e reúne trabalhos recentes de nove artistas brasileiros convidados a participar do projeto. A mostra gira em torno da paisagem e que evocam uma região ou paisagem específica do Brasil, dos pintores Alan Fontes, Ana Prata, Fernando Lindote, James Kudo, Paulo Almeida, Rodrigo Bivar, Sergio Lucena, Tatiana Blass e Ulysses Boscolo. Curadoria de José Antônio Marton (de 25/03/17, às 11h, a 30/07/17).
  • O performancer russo Fyodor Pavlov-Andreevich inaugura na mostra “Monumentos Temporários” um conjunto de registros em fotoinstalações, microfilmes e uma performance, onde leva seu corpo ao limite para rememorar a humilhação daqueles que foram e ainda são escravizados, além de cenas montadas que recriam situações históricas e contemporâneas sobre o racismo. A exposição já esteve em pré-estréia no Centro de Arte Contemporânea Winzavod, em Moscou. Na abertura, ocorre uma performance e o artista ficará perdurado a 40 metros de altura, no topo do edifício do MAC, a céu aberto, por sete horas e segurando uma longa faixa. Curadoria de Ana Avelar (de 01/04/17, das 14h às 21h, a 13/08/17).
  • O designer Hugo França apresenta a obra “Um Tronco para Exu”, composta por uma raiz milenar de um pequi-vinagreiro, árvore típica do Sul da Bahia, que faz reverência à mitologia afro-baiana na figura do Exu. Curadoria de Diógenes Moura e Adriana Rede (de 08/04/17, às 11h, a 13/08/17).
  • O Tridimensional no Acervo do MAC: Uma Antologia é composta por 17 obras que tratam da crise das artes visuais, sobretudo a partir do final da Segunda Guerra, focando no esfacelamento do conceito tradicional da escultura ocorrido nas últimas décadas. Há obras de Frida Baranek, Eduardo Climachauska e Paulo Climachauska, Sérvulo Esmeraldo, Carlos Fajardo, Carmela Gross , Liuba Wolf, Maria Martins, Cildo Meireles, Henry Moore, Ernesto Neto, Gustavo Rezende, Chihiro Shimotani, François Stahly, Sofu Teshigahara, Ângelo Venosa, Franz Weissmann e Haruhiko Yasuda (a partir de 28/01/12; mostra de longa duração).
  • Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, antigo prédio do Detran, tel. (11) 2648-0254. Ter. a dom., 10h/18h. www.mac.usp.br

MAE (MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA) | USP

  • O acervo do MAE abriga mais de 100.000 espécimes, com objetos arqueológicos e etnográficos desde a Europa Paleolítica até recentes produções dos povos indígenas. O acervo tem origem das antigas coleções dos setores de Arqueologia e Etnologia do Museu Paulista, do antigo Museu de Arqueologia e Etnologia, do Instituto de Pré-História e do Departamento de Antropologia da USP.
  • Reserva Técnica Visitável: Revelando os Bastidores de um Museu é constituída por artefatos provenientes de diferentes regiões da Amazônia e evidencia importantes formas de ocupação deste território pelas populações indígenas desde períodos remotos. Visitas apenas por agendamento prévio (longa duração).
  • Butantã: av. Professor Almeida Prado, 1.466, Cidade Universitária, tel. (11) 3091-4905. Seg., qua. qui. e sex., 9h/17h. Abre no segundo sábado de cada mês, 10h/16h. www.mae.usp.br

MAM | MUSEU DE ARTE MODERNA

  • Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna celebra exposição realizada pela artista modernista em 1917 no centro da cidade e que foi estopim para a Semana de Arte Moderna de 1922. A mostra causou comoção em São Paulo, acostumada ao academicismo, e foi duramente criticada pelo escritor Monteiro Lobato. São exibidos 70 pinturas e desenhos e conjunto de fotos, cartas e catálogos. Curadoria de Regina Teixeira de Barros (de 07/02/17, das 20h às 22h, a 30/04/17).
  • O Mercado de Arte Moderna em São Paulo: 1947-51 comemora os 70 anos da Galeria Domus, criada pelo casal de italianos Anna Maria e Pasquale Fiocca e que funcionou entre março de 1947 e dezembro de 1951 como núcleo divulgador e de reflexão sobre a arte moderna no país. Integram 70 obras de Tarsila do Amaral, Samson Flexor, Anatol Wladyslaw, Bruno Giorgi, Goeldi, Raphael Galvez, Sergio Milliet, Lívio Abramo e outras pertencentes ao acervo do museu. Curadoria de José Armando Pereira da Silva (de 07/02/17, das 20h às 22h, a 30/04/17).
  • Como parte do Projeto Parede, a mineira Marcia Xavier intervém no corredor interno com a instalação sonora “Mergulhe em Mim Para Poder Surgir de Mim” onde um fluxo de sons imita a água corrente em referência ao Córrego do Sapateiro que passou até a década de 1960 na região do museu (de 07/02/17 a 30/04/17).
  • A mostra O Impressionismo e o Brasil, com curadoria de Felipe Chaimovich, narra a trajetória do movimento impressionista no Brasil através de 70 pinturas, com destaque para Renoir, e 10 artistas brasileiros e estrangeiros residentes no país, como Parreiras, Castagneto, Grimm, os irmãos Arthur e João Timotheo da Costa e Visconti (a partir de 16/05/17, às 20h).
  • Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, tel. (11) 5085-1300. Ter. a dom., 10h/18h. Ingr.: R$ 6,00. Grátis aos domingos para o público em geral. Crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. www.mam.org.br

MASP (MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO)

  • O museu inaugura um ciclo de mostras sobre sexualidade com a exposição Quem tem Medo de Teresinha Soares?”, da artista mineira Teresinha Soares (Araxá / MG; 1927), uma das principais artistas que trabalhou com questões relacionadas à mulher no Brasil nos anos 1960 e 1970. A obra dela tem um caráter contestatório, transgressivo e erótico. Essa primeira retrospectiva dela em um museu reúne pinturas, desenhos, instalações e objetos, além de registros de performances e vasta documentação (de 27/04/17, às 20h, a 06/08/17).
  • Mostra de Wanda Pimentel (Rio de Janeiro / RJ; 1943), que trabalha com o universo feminino em pinturas que revelam o ambiente doméstico, no qual objetos do cotidiano parecem interagir com fragmentos do corpo da mulher. A exposição no Masp contempla uma seleção de pinturas da série “Envolvimento”, do final dos anos 1960 e início dos 1970, que apresenta cenas de interiores sempre a partir de uma perspectiva intimista (de 18/05/17 a 17/09/17).
  • A mostra coletiva Avenida Paulista toma a avenida, um dos principais pontos da cidade, como eixo central e reflete sobre suas dimensões históricas, sociais, econômicas, culturais e antropológicas. São expostas 150 obras de 17 artistas contemporâneos, que realizaram novos projetos, específicos para a exposição e outros 40 artistas que já pensaram e retrataram a avenida em trabalhos passados. Participam Ana Dias Batista, André Komatsu, Daniel de Paula, Dora Longo Bahia, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Marcelo Cidade, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rochelle Costi com Renato Firmino. Além de 3NÓS3, Agostinho Batista de Freitas, Antônio Moraes, Carlos Fadon, CIA de Foto, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, Cristiano Mascaro, Guilherme Gaensly, Hans Gunter Flieg, Ivan Grilo, Lina Bo Bardi, Luis Carlos Santos, Luiz Hossaka, Luiz Paulo Baravelli, Nair Benedicto e Werner Haberkorn (de 16/02/17, 20h, a 28/05/17).
  • Mostra de Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), artista central do pós-impressionismo francês, cuja obra retrata uma viva crônica da Paris do final do século 19. Inteiramente organizada e produzida pelo Masp, a exposição apresenta uma seleção das mais emblemáticas pinturas de Toulouse-Lautrec, tais como desenhos e gravuras da vida noturna parisiense, com personagens boêmios, decadentes, sensuais e ambíguos, em cenas noturnas, cabarés, casas de concerto e nas maisons closes. O Masp possui a maior e mais importante coleção de trabalhos do artista na América Latina e é a partir dela que se constrói o conjunto apresentado na mostra (de 29/06/17 a 01/10/17).
  • Mostra de Pedro Correia de Araújo (Paris,1874 – Rio de Janeiro, 1955), importante pintor e professor de sua época. Ele dirigiu a Academie Ranson, em Paris, e participou dos grupos de vanguarda com Picasso, Matisse, Rivera, entre outros. De volta ao Brasil, em 1929, fixa-se no Rio de Janeiro e também participa ativamente dos círculos modernos do país, tendo convivido com Portinari, Guignard, Di Cavalcanti e Ismael Nery. É abordada uma das facetas mais pungentes da obra dele: a vida noturna, a boemia e seus personagens (de 25/08/17 a 18/11/17).
  • Histórias da Sexualidade reúne múltiplas representações do tema da sexualidade, organizadas em torno de núcleos temáticos (de 19/10/17 a 09/02/18).
  • O museu possui a mais importante coleção da América Latina e de todo o Hemisfério Sul. Os destaques são as pinturas de Rafael, Mantegna, Botticceli, Bellini, Ticiano, Poussin, Delacroix, Manet, Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Matisse, Modigliani, Chagall, Velázquez, Maria Martins, Visconti, Portinari, Di Cavalcanti e muitos outros. Agora sob a direção de Heitor Martins (ex-Fundação Bienal), o museu tem curadoria de Adriano Pedrosa e dos assistentes Fernando Oliva, Luiza Proença e Tomás Toledo. A equipe conta ainda com a assistência de Rodrigo Moura (curador adjunto), Julieta Gonzalez (arte moderna e contemporânea), Luciano Migliaccio (arte europeia), Patrícia Carta (moda), Martin Corullon (arquiteto) e Raul Loureiro (designer gráfico).
  • A exposição Acervo em Transformação retoma o projeto expográfico radical de 1968 dos cavaletes de cristal, de autoria da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992), que projetou também o prédio do Masp. A pinacoteca no segundo andar volta a ter essas peças que sustentam as obras, também chamadas de cavaletes de vidro, sem uso desde 1996. São suportes transparentes, sustentados por uma base de concreto, espalhados livremente pelo monumental espaço da pinacoteca. As obras parecem suspensas no ar. Sem um roteiro predeterminado a seguir, o visitante tem autonomia para decidir o próprio percurso. Para a retomada da expografia original, o escritório Metro Arquitetos Associados reconstruiu mais de cem cavaletes desenhados por Lina. A mostra reúne 117 trabalhos, mesclando diversas coleções da instituição. O mais antigo é uma escultura da deusa Higia do século 4 a.C. e o mais recente, é uma escultura de Marcelo Cidade, de 2011. Participam ainda trabalhos de Botticelli, Tintoretto, Ticiano, Rembrandt, Goya, Ingres, Cézanne, Van Gogh, Monet, Picasso, Matisse, Rodin, Lasar Segall, Volpi, Di Cavalcanti e outros. O milagre se dá sob a direção de Heitor Martins (ex-Fundação Bienal). A curadoria é de Adriano Pedrosa e de três membros da equipe curatorial do museu: Fernando Oliva, Luiza Proença e Tomás Toledo. Junto à mostra é lançado catálogo “Concreto e Cristal: o Acervo do Masp nos Cavaletes de Lina Bo Bardi (editora Cobogó; 305 págs; R$ 150), com organização de Adriano Pedrosa e Luiza Proença (mostra a partir de 10/12/15, às 19h30; exposição de longa duração).
  • Mostra da Coleção Masp Landmann, de Edith e Oscar Landman, é uma das principais coleções de arte de arte pré-colombiana da América Latina. Parte do acervo foi cedido em comodato ao museu por 10 anos. Composta por cerca de 900 obras, cobre um arco temporal de quase 2.500 anos (1000 a.C. ao século 16) com peças em diversos suportes (de janeiro a agosto de 2017).
  • Exposição de Miguel Rio Branco (1946) reúne um dos mais importantes corpos de obra do artista, em uma seleção das fotografias feitas no bairro do Maciel, no Pelourinho, em Salvador (BA), no final dos anos 1970. Nessas imagens, Rio Branco retrata a prostituição instalada nos antigos casarões coloniais baianos, seus personagens e suas histórias, humanas e violentas, registrando com lirismo e exuberância visual a relação entre sociedade, sexualidade, história e cidade. A exposição traz cerca de 40 fotos do período (de julho a outubro de 2017).
  • Mostra do coletivo Guerrilla Girls, criado nos anos 1980 e uma das principais vozes sobre a participação das mulheres no mundo da arte. Por meio de performances e da utilização de cartazes sobre sexismo e racismo, o coletivo destaca não apenas o fato de que as mulheres artistas foram ativamente excluídas do "cânone" da arte, mas também foram exploradas como temas na história da arte, muitas vezes em nus. A exposição dos cartazes de Guerrilla Girls no Masp cria uma nova reflexão sobre o tema da sexualidade e da afirmação dos gêneros na sociedade contemporânea (de 28/09/17 a dezembro de 2017).
  • Mostra de Tunga (Palmares / PE, 1952 – Rio de Janeiro / RJ, 2016), artista central na história da arte brasileira. Em quase meio século de produção, constituiu uma obra com referências a um universo simbólico único. A mostra traz obras que lidam com o desejo e o erotismo. Reunindo trabalhos em diferentes formatos, como desenhos, esculturas e filmes, a retrospectiva é a primeira grande exposição do artista em uma grande instituição brasileira desde o recente falecimento do artista (de 14/12/17 até 2018).
  • Cerqueira César: av. Paulista, 1.578, tel. 3149-5959. Ter., qua., sex., sáb., dom. 10h/18h; qui. 10h/20h. R$ 30 e R$ 15. Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam meia entrada. Grátis às terças e para menores de 10 anos. www.masp.art.br

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

  • No Pavilhão da Criatividade é exibida vasta coleção de arte popular latino-americana.
  • Barra Funda: av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, estação Barra Funda do Metrô, tels. (11) 3823-4600 / 4705. Ter. a dom., 9h/18h. www.memorial.sp.gov.br

MIS (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM)

  • Julia Ayerbe apresenta produção atual em “Laboratório Gráfico Desviante” ” (de 25/04/17 a 04/06/17).
  • Através de uma chamada pública, a artista Ana Hupe convocou mulheres africanas residentes em São Paulo e mulheres latinas residentes em Berlim. Elas participaram de conversas em vídeo e sessão de retratos que compõem a mostra “Malungas”. Na abertura ocorre visita guiada e conversa com a curadora Juliana Gontijo (de 25/04/17, às 19h, a 04/06/17).
  • O vencedor do Prêmio Pulitzer Prize 2016, o fotógrafo Mauricio Lima exibe um conjunto de 33 imagens n amostra “Farida, um Conto Sírio” sobre a epopéia e a peregrinação da família Majid, que abandonou a cidade de Afrin na Síria e seguiu cruzando fronteiras da Europa até chegar na Suécia. Mauricio é o primeiro brasileiro a receber este prêmio que que reconhece os principais trabalhos publicados nos EUA nas áreas da literatura, jornalismo, fotografia e música. Curadoria da alemã Elisabeth Biondi (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • A mostra Avessos e Paradigmas, com curadoria de Fausto Chermont, traz obras dos veteranos Penna Prearo, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e German Lorca, que exibem resultado de desafio proposto: utilização de câmeras de captura digital de telefones celulares. Os ensaios criados possibilitam uma reflexão sobre o “fazer fotográfico”, o “fazer arte”, os meios e motivações para se produzir imagens (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • A exposição “A Arte da Observação Urbana” traz uma seleção de 75 trabalhos dos cinco fotógrafos que compõe o Hikari Creative, coletivo formado por Adriana Zehbrauskas, Ako Salemi, Eric Mencher, Marina Sersale e Q. Sakamak. registros que buscam dar uma dimensão apropriada para a importância das narrativas visuais, com imagens urbanas de lugares que vão desde Veneza até Nova York, passando por cidades e vilarejos, como San Miguel Allende, no México (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • O Festival Latino-Americano de Mobgrafias - FLAMOB 2017 exibe um seleção de 75 imagens das 15 mil inscritas, fotografias produzidas e compartilhadas com smartphones. Um júri formado por profissionais do Brasil, Canadá, França, Alemanha e Portugal, seleciona, por categoria, os vencedores que são anunciados no dia da abertura da mostra (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • Na programação Maio Fotografia no MIS, a mostra Revista Camera – A Fotografia dos Séculos XIX e XX apresenta 219 imagens de importantes nomes da fotografia, como Eugène Atget, Cartier-Bresson, Aleksander Rodchenko, Robert Mapplethorpe, Robert Frank, Sarah Moon e Larry Clark, entre outros. As imagens fazem parte da coleção de Wulf Rössler, psiquiatra e professor da Universidade de Zurique, que comprou todo o acervo do fotógrafo Allan Porter com aproximadamente três mil negativos, cromos, ampliações em papel fotográfico e papel japonês de diversos fotógrafos que tiveram seus trabalhos publicados durante os 15 anos em que ele esteve à frente como editor do periódico Revista Camera (1966 – 1981). Curadoria de Cristiane de Almeida e Talita Virginia (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • A mostra Caçador e Construtor traz uma seleção de acervo de imagens apresentada por jovens fotógrafos que participaram entre 1989 e 1997 do Projeto Fotografia de Autor ‒ encontros quinzenais realizados no MIS. São expostas 38 fotografias de grandes nomes da fotografia brasileira, como Arnaldo Pappalardo, Cristiano Mascaro, Gal Oppido e Hilton Ribeiro (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • Em “Passagens da Inocência” é a segunda mostra apresentada pelo programa Nova Fotografia 2017, com posta por 12 fotografias de Giullia Paulinelli. As imagens mostram figuras humanas nuas, sem definir símbolos que imponham uma ideia ou pensamento erótico, mas apenas como algo natural e inocente (de 12/04/17, às 18h, a 28/05/17).
  • O Museu da Imagem e do Som de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, foi inaugurado em 1970. Seu acervo conta com mais de 200 mil itens como fotografias, filmes, vídeos e cartazes. Além de exposições e mostras de cinema regulares, o MIS possui uma programação cultural diversificada voltada para todos os públicos e abre espaço para novos artistas, que, por meio de seleção, exibem seus trabalhos dentro de programas de fotografia, cinema, dança e música.
  • Jardim Europa: av. Europa, 158, tel. (11) 2117-4777. Ter. a sáb., 12h/21h; dom., 11h/20h. www.mis-sp.org.br

MuBE | MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA

  • Pedra no Céu: Arte e Arquitetura traça paralelo entre arte e arquitetura sugerida no projeto do museu de autoria do premiado arquiteto Paulo Mendes da Rocha. São exibidas 50obras, entre fotos, instalações, intervenções e esculturas dialogam com a estrutura do prédio, incluindo maquete do MuBE pertencente ao MoMA, de Nova York. Participam André Komatsu, Amelia Toledo, Amilcar de Castro, Caio Reisewitz, Carlito Carvalhosa, Carmela Gross, Cildo Meireles, Daniel Acosta, Daniel Buren, Daniel Steegmann Mangrané, Doris Salcedo, Franz Post, Henry Moore, Hiroshi Sugimoto, Iran do Espírito Santo, Jean Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, Laura Vinci, Leandro Erlich, Lydia Okumura, Mateo Lopez, Mauro Restiffe, Nicolas Robbio, Nuno Ramos, Paulo Mendes da Rocha, René Magritte e Sandra Gamarra. Curadoria de Cauê Alves e Guilherme Wisnik. Na abertura é exibido o filme “Tudo é projeto”, em homenagem ao arquiteto (de 01/04/17, das 12h30 às 15h, a 02/07/17).
  • Jardim Europa: av. Europa, 218, tel. (11) 2594-2601. Ter. a dom., 10h/19h. www.mube.art.br

MUSEU AFRO BRASIL

  • Coordenado pelo artista plástico e curador baiano Emanoel Araujo, o museu recupera, preserva, valoriza e divulga o universo histórico-cultural do negro brasileiro, sempre colocado à margem pelas instituições oficiais. O acervo tem mais de 5 mil obras de arte e objetos históricos.
  • Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão, que esteve em cartaz no museu durante mais de dois anos, volta ao cartaz. São cerca de 70 objetos de ofícios urbanos e rurais - muitos deles usados em fazendas e engenhos de açúcar - compondo um conjunto que realça as contribuições dos negros para a ciência e a tecnologia no Brasil (de 21/11/15, às 12h, mostra de longa duração).
  • Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, tel. (11) 3320-8900. Ter. a dom., 10h/18h (entrada até 17h). Ingr.: R$ 6. Entrada gratuita aos sábados. www.museuafrobrasil.org.br

MUSEU ANCHIETA

  • Parte do complexo histórico do Pateo do Collegio, marco do nascimento de São Paulo, foi transformada em centro cultural com museu e acervo de 500 itens, como peças de arte sacra, quadros, fotografias, aquarelas, artefatos indígenas contemporâneos e mapas de São Paulo antigo.
  • Centro: praça Pateo do Collegio, 2, tel. 3105-6899. Ter. a sex., 9h/16h45; sáb. e dom., 9h/16h30. Ingr.: R$ 8; estudantes de escola particular, universitários e professores pagam R$ 4; estudantes de escola pública (Ensino Médio e Fundamental) pagam R$ 2; e aposentados, idosos, crianças menores de sete anos e deficientes físicos têm entrada franca. www.pateocollegio.com.br

MUSEU CATAVENTO

  • O projeto de iniciação científica Catavento tem ênfase na ciência, nas artes e no conhecimento humano. O Museu de Tecnologia tem em acervo inúmeros recursos de simulação, que proporcionam aos visitantes a oportunidade de interagir com o seu conteúdo, ou de participar diretamente em experiências virtuais. Uma das atividades digitais é uma viagem aérea virtual em três dimensões pelo Rio de Janeiro (RJ).
  • A mostra permanente Do Macaco ao Homem apresenta conhecimentos sobre o processo de hominização e os principais passos de nossa linhagem evolutiva. A exposição reúne réplicas de nossos ancestrais, bem como de réplicas de artefatos de pedra lascada e de osso, além de peças de cunho artístico, retirados do acervo do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP. Necessário retirar senha na bilheteria.
  • Centro: Palácio das Indústrias, Parque D. Pedro II, tel. (11) 3315-0051 Ter. a dom., 9h/17h. R$ 6. Aposentados, idosos e estudantes com carteirinha pagam R$ 3. Grátis aos sábados para o público em geral. www.cataventocultural.org.br

MUSEU DA CASA BRASILEIRA

  • “S.O.S Sottsass Olivetti Synthesis” presta homenagem ao centenário do designer italiano Ettore Sottsass com destaque para a sua linha de móveis de escritório Synthesis, produzida em 1972 pela empresa Olivetti e que inovou a relação entre espaço e objeto (de 01/04/17 a 14/05/17).
  • O MCB foi criado em 1970 e, em 1972, ganhou sua sede definitiva: um solar neoclássico construído entre 1942 e 1945, originalmente para abrigar o ex-prefeito de São Paulo, Fábio da Silva Prado (1887-1963), e sua esposa Renata Crespi Prado (1897-1981). O projeto arquitetônico do paraense Wladimir Alves de Souza (1908-1994) remete às linhas do Palácio Imperial de Petrópolis (RJ). O casal morou na residência por 18 anos e a transformou em centro de grandes recepções oficiais. Após a morte de Fábio Prado, Renata Crespi se mudou da casa, e, em 1968, doou o imóvel ao Estado de São Paulo.
  • O MCB mantém dois acervos, somando um total de cerca de 500 peças. A Coleção Crespi-Prado exibe porcelanas, móveis, pratarias e pinturas. A Coleção MCB, que apresenta 85 móveis e objetos representativos da casa brasileira desde o século 17 até os dias de hoje, é reorganizada e recebe 87 novas peças do período modernista no Brasil, um recorte fundamental para discussão das questões ligadas ao design. Entre os novos itens, recebidos por meio de doações, estão peças como a poltrona “Jangada”, de Jean Gillon, a luminária “Concha”, de Fábio Alvim e a cadeira Oswaldo Bratke. Há também trabalhos vencedores da história do Prêmio Design MCB, como a poltrona “Mandacaru”, de Baba Vacaro, a estante “Labirinto”, dos irmãos Campana, e a poltrona “Cadê”, da Ovo. A mostra traz ainda uma coleção de imagens constituída a partir do projeto Casas do Brasil, de resgate e memória sobre a diversidade do morar brasileiro, com registros de moradias como casas populares de diferentes Estados, casa xinguana, barraca cigana, habitação ribeirinha e o Carandiru (Coleção MCB, a partir de 24/11/16, às 19h30).
  • Jardim Paulistano: av. Brigadeiro Faria Lima, 2.705, tels. (11) 3032-3727 e 3032-2564. Ter. a dom., 10h/18h. R$ 7. Meia-entrada: R$ 3,50. Pessoas com deficiência e acompanhante pagam meia-entrada. Maiores de 60 anos e crianças até 10 anos não pagam. Grátis aos sábados e domingos para o público em geral. www.mcb.org.br

MUSEU DA ENERGIA DE SÃO PAULO

  • A mostra Tempos de Energia - São Paulo em Transformação explora o desenvolvimento do Estado a partir da evolução da energia elétrica, através de objetos antigos, documentos raros e múltiplos recursos tecnológicos. Com um mapa virtual a exposição traça a evolução urbana, com telas interativas, miniaturas perfeitas de hidrelétricas e sistemas de geração de energia solar e eólica; ferros de passar roupa, enceradeiras, televisores, rádios, secadores de cabelo e dezenas de objetos antigos (a partir de 05/09/14; mostra de longa duração).
  • O edifício foi construído entre 1890 e 1894, quando o bairro dos Campos Elíseos era o endereço mais sofisticado de São Paulo, abrigando parte da elite cafeeira da época. O palacete, projeto do escritório de Ramos Azevedo, foi residência de Henrique Santos Dumont, irmão do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil à época. Inaugurado em junho de 2005, o museu é voltado à história e ao futuro do sistema de energia. É mantido pela Fundação Energia e Saneamento, mantida por Sabesp, Cesp e Emae.

MUSEU DA IMIGRAÇÃO | MEMORIAL DO IMIGRANTE

  • O museu ocupa parte da antiga Hospedaria do Imigrante, um imponente complexo, construído entre 1886 e 1888 no bairro do Brás, com finalidade de receber e encaminhar ao trabalho os imigrantes trazidos por conta do governo. A Hospedaria foi criada para reunir e preservar a documentação, memória e objetos de imigrantes que vieram para o Brasil em busca de esperança, aventuras, fortuna ou simplesmente fugindo de uma situação difícil nas suas pátrias de origem. Instalado em um dos poucos edifícios centenários da cidade de São Paulo. De 1882 a 1978, passaram por ali pessoas de mais de 60 nacionalidades e etnias, todas devidamente registradas em livros e listagens. Além do trabalho de divulgação destas histórias, há também a recuperação dos carros de madeira (o termo vagão é usado quando se trata de transporte de carga), da antiga São Paulo Railway. Dois deles estão restaurados, sendo um carro de bagagem, correio e chefe de trem, de 1914, e outro de passageiros, 2ª classe, de 1931. O Memorial do Imigrante é responsável pela preservação, estudo e divulgação de importante acervo histórico referente à imigração no Estado de São Paulo nos últimos 120 anos.
  • O museu apresenta um novo plano museológico para a mostra de longa duração Migrar: Experiências, Memórias e Identidades, que explica como o processo migratório é um fenômeno permanente na história do mundo (mostra de longa duração).
  • Mooca: r. Visconde de Parnaíba, 1.316, estação Bresser do Metrô, tel. (11) 2692-1866. Ter. a sáb., 9h/17h; dom., 10h/17h. Quinzenalmente, às sextas-feiras, visitação estendida até as 21h. Ingr.: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada). Grátis aos sábados. www.museudaimigracao.org.br

MUSEU DA PESSOA

  • O Museu Virtual reúne histórias de vida e é aberto à participação gratuita de toda pessoa que queira compartilhar sua biografia.

MUSEU DE ARTE SACRA

  • Doutoras da Igreja presta uma homenagem aos 10 anos de nomeação do Cardeal Dom Odilo Scherer (de 29/04/17 a 02/07/17).
  • Hélio Petros - 50 Anos apresenta esculturas do artista com curadoria de Roberto Sussuca (de 25/03/17 a 28/05/17).
  • A artista plástica, designer e joalheira Elisa Stecca apresenta uma série de objetos escultóricos na exposição "Silencio". Sob curadoria de Paula Alzugaray, a mostra reúne peças criadas com metais brancos, vidros transparentes e espelhos, induzindo o espectador a um momento de contemplação e silêncio (de 01/04/17, às 11h, a 04/06/17).
  • Localizado no Mosteiro da Luz, fundado e construído em taipa de pilão por Frei Galvão por volta de 1774, o museu é considerado um dos mais importantes monumentos arquitetônicos coloniais paulistas. Seu precioso acervo é composto por mais de 4 mil obras de arte religiosa, entre imaginária sacra, retábulos, altares, oratórios, prataria, objetos, vestimentas litúrgicas e livros raros dos séculos 16 ao 20.
  • No Museu dos Presépios do MAS é exposto um verdadeiro Presépio Napolitano, do século 18, com 1.620 peças, um dos últimos e maiores conjuntos do gênero remanescentes no mundo.
  • A mostra Barro Paulista, com curadoria de Dalton Sala, reúne cerca de 50 obras que intencionam reapresentar a arte colonial paulista do século XVII, a partir do acervo do museu. São expostas imagens em terracota, ou barro cozido, feitas na Capitania de São Vicente (SP), e depois na de São Paulo, tendo como destaques cinco esculturas: São Francisco Xavier, São Francisco de Paula, Nossa Senhora da Purificação, Santo Amaro e São Francisco das Chagas (mostra de longa duração).
  • A exposição Arte Sacra na Ourivesaria traz cerca de 130 peças de acervo, entre joias, relíquias, navetas, gomil e jarras, ostensórios, âmbulas, cálices, penas, cruzes, santos óleos e uma instalação de lampadários, além de outros objetos sacros, que traçam uma leitura dos artesãos de metais nobres na colônia, com acabamento típico das obras europeias (mostra de longa duração).
  • Luz: av. Tiradentes, 676, estação Tiradentes do Metrô, tel. (11) 3326-3336. Estacionamento pago à r. Jorge Miranda, 43. Ter. a dom., 9h/17h. R$ 6 e R$ 3 (estudantes). Grátis aos sábados. Pessoas com mais de 60 anos e crianças de até 7 anos têm entrada franca. Visitas monitoradas para escolas públicas são gratuitas. www.museuartesacra.org.br

MUSEU DO FUTEBOL

  • Inaugurado em setembro de 2008, o museu, que está instalado numa área de 6.900m², propõe uma narrativa linear da história do futebol por meio de aparelhos multimídia. São 15 salas temáticas com cerca de 1.400 fotografias, seis horas de vídeos e outras atrações, como um aparelho que mede a velocidade dos chutes dos visitantes.
  • Pacaembu: praça Charles Miller, s/n°, tel. (11) 3664-3848. Ter. a dom., 9h/17h. R$ 6 e R$ 3 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos). Grátis para crianças de até 7 anos. www.museudofutebol.org.br

MUSEU DO THEATRO MUNICIPAL

  • Descendo as escadarias ao lado do Theatro, embaixo do Viaduto do Chá, fica este pequeno museu, que existe desde 1983 e foi instalado nos baixos do viaduto em 1995. Ele esteve em reforma entre junho de 2005 e o final de 2006, período em que atendeu apenas aos pesquisadores. A exposição de longa duração Theatro Municipal Ícone e Memória reabriu o espaço em dezembro de 2006. Nela, a história do teatro mais importante da cidade, aberto em 1911, é contada por meio de vídeo, painéis, fotografias, cartazes, vestidos de cantoras de ópera, um órgão, coleção de postais, maquetes cenográficas e muitos textos ilustrados. O local ainda serve para pesquisas mais aprofundadas.

MUSEU FLORESTAL OCTÁVIO VECCHI

  • O espaço fica no Horto Florestal (Parque Estadual Albert Löefgren), que ocupa uma área de 174 alqueires e é localizado ao lado do Parque Estadual da Cantareira. O Museu Florestal Octávio Vecchi (Museu da Madeira) foi inaugurado em 1931 e possui o maior acervo de madeiras da América Latina. As amostras de madeira têm entalhes que reproduzem as folhas e frutos das espécies das quais foram extraídas.
  • Horto Florestal: r. do Horto, 931, tel. (11) 2231-8049. Ter. a sex., 9h/12h e 13h30/16h30; dom., 10h/15h30. http://museuflorestal.blogspot.com

MUSEU HISTÓRICO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

  • A mostra Ryo Mizuno, o Homem que Iniciou a Imigração Japonesa no Brasil e o seu Diário de Bordo do Kasato Maru traz a trajetória do pioneiro e visionário Ryo Mizuno (1859-1951), japonês que trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil, pelo navio, em 1908. A peça chave da exposição é o diário de viagem de Ryo, que demorou cerca de 50 dias entre a partida e a chegada do navio. Incluem também dez painéis informativos, fotos, entrevistas e pinturas, como retratos de Mizuno feitos pelos artistas Jorge Mori e Carlos Kubo, além de objetos pessoais (de 05/11/16 a 18/06/17).
  • Fundado em 18 de junho de 1978, o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, possui o maior acervo sobre a imigração japonesa no Brasil, composto por de 97 mil itens pertencentes aos imigrantes japoneses, tais como documentos diversos, fotos, jornais, microfilmes, livros, revistas, filmes, vídeos, discos LP, quadros de pinturas, utensílios domésticos e de trabalho e quimonos.
  • Liberdade: r. São Joaquim, 381, tel. (11) 3209-5465 / 3208-1755 , ramal 117. Ter. a dom., 13h30/17h30. R$ 6 (inteira). Estudantes com carteirinha e crianças até 11 anos pagam meia. Menores de cinco anos e idosos acima de 65 anos têm entrada franca. www.museubunkyo.org.br

MUSEU LASAR SEGALL

  • O museu preserva acervo e documentos referentes a Lasar Segall (1891-1957), artista lituano que se fixou no Brasil.
  • Idas e Vindas – Segall e o Brasil faz panorama sobre a produção de Lasar Segall (1891-1957) com enfoque na sua fase brasileira. Destaque para o painel “Emigração” (longa duração).
  • Vila Mariana: r. Berta, 111, próximo à estação Santa Cruz do Metrô, tel. (11) 2159-0400. Qua. a seg., 11h/19h. www.museusegall.org.br

MUSEU PAULISTA (DO IPIRANGA)

  • Aberto em 1895, o museu é o mais antigo da cidade. Conserva em acervo a tela “Independência ou Morte”, pintada em 1888 por Pedro Américo, que se encontra no Salão Nobre. A escultura de D. Pedro I, situada no nicho central da escadaria, foi feita por Rodolfo Bernardelli. A instituição exibe ainda móveis, louças, armas e utensílios domésticos, fotografias e pinturas históricas.
  • O museu se encontra fechado para reforma por tempo indeterminado. A expectativa é que reabra só em 2022.
  • Ipiranga: Parque da Independência, s/nº, tel. (11) 2065-8000. www.mp.usp.br

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE

  • A exposição “Terra Nua” apresenta um recorte sobre a produção da artista paulista Angella Conte ao longo de 20 anos, contando com obras recentes e inéditas. Sob curadoria de Agnaldo farias, são exibidas instalações de vídeo, instalações fotográficas, colagens digitais, objetos e escultura em pedra que tratam de questões relativas ao tempo, a memória, ao indivíduo e a solidão. Em 17/06/17, às 15h, ocorre conversa com o curador (de 13/05/17, ás 15h, a 29/07/17).
  • A Oficina Oswald de Andrade foi inaugurada em 1986 e está instalada em um edifício histórico do bairro do Bom Retiro, construído em 1905 para abrigar a Escola Livre de Farmácia. O espaço oferece gratuitamente cursos, oficinas e workshops em áreas como artes plásticas, ação e gestão cultural, cinema, dança, design, fotografia, história em quadrinhos, literatura, música, rádio, teatro e vídeo, entre outras.
  • Bom Retiro: r. Três Rios, 363, próximo à estação Tiradentes do Metrô, tels. (11) 3222-2662 / 3221-4704. Seg. a sex., 9h/22h; sáb., 13h/21h. www.oficinasculturais.org.br

OFICINA DA PALAVRA CASA MÁRIO DE ANDRADE

  • A exposição O Berço do Samba – Fotos da Família Inocêncio Tobias resgata a memória do samba paulista através de 40 fotografias históricas da família de Inocêncio Tobias, organizador do grupo carnavalesco no bairro da Barra Funda, o cordão Mocidade Camisa Verde e Branco (de 28/04/17 a 01/07/17).
  • A mostra Amazônia Literária realiza uma imersão na cultura do Norte do país, com destaque para a produção literária por meio de vídeos, músicas e fotografias que remetem à construção literária da região. Também há projeções do céu estrelado e a água da Amazônia em uma instalação de um templo xamânico (de 10/05/17 a 01/08/18).
  • A casa reabre com a mostra permanente Morada do Coração Perdido, que ocupa quatro salas.
  • Barra Funda: r. Lopes Chaves, 546, tel. (11) 3666-5803 / 3826-4085. Ter. a sáb., 10h/18h. e-mail: casamariodeandrade@oficinasculturais.org.br

OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO

  • A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo mantém sete oficinas na capital paulista e outras 12 no interior e litoral do Estado (Araraquara, Bauru, Campinas, Iguape, Limeira, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São João da Boa Vista e Sorocaba).
  • Endereços das oficinas da capital: # Bom Retiro: r. Três Rios, 363, tels. (11) 3221-5558 / 3222-2662. Seg. a sex., 9h/22h; sáb., 10h/18h. # Barra Funda: Oficina da Palavra Casa Mário de Andrade, r. Lopes Chaves, 546, tels. 3666-5803 e 3826-4085. Seg a sex., 13h/22h. # Brás: Oficina Amácio Mazzaropi, av. Rangel Pestana, 2.401, tels. 6292-7071 e 6292-7711. Seg a sex., 13h/22h; sáb., 10h/18h; dom., 13h/17h. # Brás: Oficina Terceira Idade, av. Rangel Pestana, 2.401, tel. 6096-2635. Seg a sex., 8h/17h; sáb., 10h/18h; dom., 10h/14h. # Itaquera: Oficina Alfredo Volpi, r. Victorio Santim, 206, tel. 6205-5180. Seg a sex., 13h/22h; sáb., 10h/18h; dom., 14h/18h. # São Miguel Paulista: Oficina Luiz Gonzaga, r. Amadeu Gamberine, 259, tel. 6956-2449. Seg a sex., 14h/22h; sáb., 14h/18h; dom., 10h/14h. # Vila Brasilândia: Oficina Maestro Juan Serrano, r. Joaquim Pimentel, 200, tel. 3994-3362. Seg. a sex., 8h/18h. # Mais informações: www.assaoc.org.br | www.oficinasculturais.org.br

PALÁCIO DO HORTO

  • O antigo Palácio de Verão do Governo de São Paulo fica no Horto Florestal, no Parque Estadual da Cantareira, em uma edificação da década de 1930. Mantém em acervo obras de Collete Pujol, Margaret Mee, Rugendas, Mário Gruber, Antonio Henrique do Amaral, Oscar Pereira da Silva, Milton Dacosta, J. Barbosa Rodrigues e outros.

PALÁCIO DOS BANDEIRANTES

  • O Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, é um museu aberto à visitação pública, que expõe suas coleções de arte reunidas nos dois andares do prédio, por meio de exposições permanentes e temporárias. As coleções apresentam diversos tipos de peças e objetos, que inclui artes plásticas e decorativas. Destacam-se os móveis do período colonial luso-brasileiro; a coleção de louças históricas da Companhia das Índias Orientais; e imagens da arte sacra barroca dos séculos XVII e XVIII; nas artes plásticas, a produção artística brasileira dos períodos Moderno e Contemporâneo com gravuras de temas sociopolíticos e pinturas de grandes dimensões, próprias para os espaços generosos do edifício. Completam as coleções os retratos dos governantes, produzidos por destacados artistas brasileiros, que testemunham a história política estadual.
  • Morumbi: av. Morumbi, 4.500, portão 2. Ter. a dom., 10h/17h. Para visitas individuais, não é necessário agendar. Todas as visitas são acompanhadas por monitores. Para grupos, de no máximo 20 pessoas, é necessário agendamento prévio pelo site www.acervo.sp.gov.br . Agendamento também de seg. a sex., 9h/17h, pelo tel. (11) 2193-8282. www.saopaulo.sp.gov.br

PAVILHÃO DAS CULTURAS BRASILEIRAS

  • O prédio de 11 mil m² com arquitetura de Oscar Niemeyer, ao lado da Fundação Bienal, Oca, do MAM e do Museu Afro-Brasil, passa a ser ocupado com o imenso acervo do antigo Museu do Folclore, criado por Rossini Tavares de Lima, da Missão de Pesquisas Folclóricas, organizada por Mário de Andrade, e obras adquiridas recentemente pela Prefeitura.
  • Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira, tel. (11) 5083-0199. Ter. a dom., 9h/18h (entrada até às 17h). www.culturasbrasileiras.sp.gov.br

PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO

  • Diálogos Contemporâneos: Candida Höfer apresenta três fotografias em grande formato da artista alemã, que representam dois diferentes espaços culturais do Brasil e um na França, que serão mostradas em diálogo com a coleção de arte do século XIX do museu (de 18/02/17, às 11h, a 22/05/17).
  • A artista curitibana Eliane Prolik exibe a instalação “Pra Que” (2007-2009), adquirida pelo Programa de Patronos do museu em 2012. A obra é composta por 45 placas de veículo em alumínio e pintura eletroestática suspensas, que através de palavras em relevo em branco sobre branco, e explora o potencial de confronto entre a palavra e a imagem (de 04/03/17, 11h, a 22/05/17).
  • Consciência Funcional reúne obras selecionadas pelo Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca (de 07/11/16 a 29/05/17).
  • Imagens Para Uma Nação é mostra que resgata a história da gravura no Brasil, a partir do período de introdução e desenvolvimento das técnicas gráficas no país, apontando seus usos e seus desdobramentos ao longo do século XIX. Com curadoria das pesquisadoras Francis Melvin Lee e Marianne Farah Arnone, são exibidos cerca de 100 obras entre as primeiras iniciativas de gravura do período colonial, a implantação oficial da imprensa em 1808, a produção dos primeiros gravadores luso-brasileiros e técnicas gráficas desenvolvidas no Império, além de publicações como livros, periódicos e catálogos que utilizavam a gravura para a reprodução de obras de artes, realizadas na segunda metade do século (de 11/03/17, às 11h, a 05/06/17).
  • O museu apresenta a mostra permanente Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras, com 12 obras selecionadas para que visitantes com deficiências visuais possam tocá-las e receber informações por meio de etiquetas em Braille, além de áudio-guia.
  • Arte no Brasil - Uma História na Pinacoteca de São Paulo traz cerca de 500 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias, e faz um panorama da arte brasileira do período colonial aos anos 1930. São obras de Debret, Taunay, Facchinetti, Almeida Junior, Rodolfo e Henrique Bernardelli, Belmiro de Almeida, Pedro Weingärtner, Candido Portinari e outros. Em 07/09, às 14h, ocorre o lançamento do catálogo da exposição (mostra de longa duração).
  • O acervo da Pinacoteca conta com cerca de 8 mil obras, formando um amplo panorama das artes visuais produzidas no Brasil da segunda metade do século 19 até os dias de hoje.
  • Construção e Figuração na Coleção de Roger Wright traz um recorte de cerca de 80 obras da coleção realizadas entre as décadas de 1960 e 1970 no Brasil, com obras seminais dos artistas mais representativos da nova figuração e da explosão política e colorida do Pop (de 27/08/16 até o fim de 2017).
  • A obra “O Anjo Exterminador” do artista Nelson Leirner é exposta no Octógono, que fica no primeiro andar do museu. A peça, de 1984, faz referência ao filme homônimo do espanhol Luis Buñuel, e reúne centenas de estatuetas e bibelôs alinhados em dois grupos posicionados frente a frente e separados por uma ponte (2017).
  • A exposição Galeria José e Paulina Nemirovsky - Arte moderna apresenta 110 importantes obras do modernismo brasileiro oriundas dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, da Fundação José e Paulina Nemirovsky e da Coleção Roger Wright. Participam trabalhos de Tarsila do Amaral, Portinari, Ernesto de Fiori, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Volpi, José Antonio da Silva, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, entre outros (a partir de 22/10/16, às 11h, até 2017).
  • Luz: Praça da Luz, 2, tel. (11) 3324-1000. Qua. a seg., 10h/17h30 (com permanência até as 18h). Ingr.: R$ 6. O ingresso dá direito a visitação à Pinacoteca do Estado e à Estação Pinacoteca. Professores da rede pública (com direito a quatro acompanhantes), alunos da rede pública (em visita com a escola), funcionários de órgãos públicos e de outros museus, pessoas com mais de 60 anos e crianças com até 10 anos não pagam ingresso. Estudantes e professores da rede privada têm 50% de desconto. Grátis aos sábados. www.pinacoteca.org.br

PRAÇA DAS ARTES

  • O projeto Entrelinhas Urbanas reúne histórias e olhares dos artistas Rômolo D'hipólito e Simone Siss, que convivem nos bairros da Bela Vista e Limão da cidade de São Paulo. Através de diferentes expressões artísticas, eles mapeiam suas interpretações reunidas em um artbook (de 06/04/17, a 18/06/17).
  • Centro: av. São João, 281, próximo às estações Anhangabaú, República e São Bento do Metrô, tel. (11) 3397-0327. Seg. a sáb., 10h/20h; dom., 10h/18h. http://theatromunicipal.org.br/espaco/praca-das-artes

SÍTIO DA RESSACA

  • A exposição Luiz Gama - Poeta, republicano e abolucionista narra a história de Luiz Gama (1830 -1882) e seu trabalho na causa abolicionista vivenciada em São Paulo na segunda metade do século 19. Curadoria de Maria Luiza Ferreira da Oliveira (a partir 19/06/14, às 11h; mostra de longa duração).

SÍTIO MORRINHOS

  • Escavando o Passado - A Arqueologia na Cidade de São Paulo é exposição de arqueologia com fragmentos encontrados na cidade de São Paulo nos últimos anos, como pedras lascadas, cerâmica indígena e materiais históricos. Curadoria da arqueóloga Cíntia Bendazzoli.

SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS

  • Yolanda Penteado, a Dama das Artes de São Paulo exibe a trajetória da aristocrata e fomentadora cultural Yolanda Penteado (1903-1983), casada com Ciccillo Matarazzo, que contribuiu para a criação do Masp e da Bienal (até 10/12/2018).
  • Localizado ao lado do Pateo do Collegio, o imóvel pertenceu à Domitila de Castro Canto e Melo (1797-1867), a Marquesa de Santos, entre 1834 e 1867. Conhecido também como o Palacete do Carmo, o espaço ficou famoso pelas festas e eventos decorrentes na época e considerada uma das residências mais aristocráticas de São Paulo. Após este período o imóvel foi submetido a diversas reformas que alteraram sua estrutura original, que apenas em 1975 foi tombado e serviu de sede da Secretaria Municipal de Cultura. Desde uma reforma em 1991, o Solar da Marquesa de Santos abriga exposições e atividades museológicas, além da sede do Museu da Cidade de São Paulo.
  • Centro: r. Roberto Simonsen, 136-B, Páteo do Colégio, tel. (11) 3241-4238 e 3105-6118 . Ter. a dom., 9h/17h. www.museudacidade.sp.gov.br

VILA ITORORÓ

  • O canteiro de obras de restauração da Vila Itororó, patrimônio histórico no bairro Bela Vista (Bixiga), é o mais novo centro cultural da cidade, chamado de Canteiro Aberto. Um galpão anexo à vila histórica recebe atividades culturais como oficinas, palestras e exposições. As casas que integram a vila têm visitas guiadas. Toda a programação é gratuita.
  • A Vila Itororó, construída em 1922, com 7 mil m², é um dos últimos exemplares remanescentes de um tipo de construção típico de bairros operários. As casas que integram a vila carregam diversos fragmentos da história local, em especial peças resgatadas da demolição do Teatro São José, que funcionou de 1903 até 1923 na frente do Teatro Municipal. A restauração foi iniciada em 2014.
  • Bela Vista: r. Pedroso, 238, próximo à estação São Joaquim do Metrô. Abertura do galpão: qua. e sex., 11h/17h; qui., 11h/20h. Visitas ao canteiro de obras da restauração: Qua., qui. e sex., às 16h. Abertura extra do galpão com visitas e oficinas: a partir de maio, todo último final de semana do mês. www.vilaitororo.org.br