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editorial
Ser otimista ou se pessimista? Eis a questão!

Hoje em dia está cada vez mais difícil para o povo brasileiro escolher o que é melhor: ser otimista ou ser pessimista! Como diz o cineasta norte-americano Woody Allen, “O pessimista afirma que já atingimos o fundo do poço! O otimista acha que dá para afundar ainda mais!”
Em meio a escândalos intermináveis, o Brasil e o mundo estão estarrecidos com os retrocessos neste país tropical... Propostas e/ou mudanças previstas na reforma trabalhista, na previdência, nas leis relativas ao trabalho escravo, na demarcação de terras indígenas, nas áreas de proteção ambiental, nos planos de saúde etc. jogam por terra conquistas sociais de anos ou décadas... O que dizer então da Cultura, que é um dos elos mais fracos nessa corrente?
Eventos recentes ocorridos em Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo (alguns deles permeados de atos de violência) têm levado a classe artística e o público a se mobilizarem e a se manifestarem contra os retrocessos e a favor da liberdade de expressão e da democracia neste país.
O temor maior é que a arte contemporânea venha a ser taxada de “arte degenerada”, como foi a arte moderna nos anos 30, quando o regime nazista de Adolf Hitler fechou exposições, queimou livros, proibiu peças de teatro, além de pressionar, censurar, prender, torturar e até matar artistas e intelectuais...
Não é possível que, em pleno século 21, preconceitos de gênero, religião ou opção política se sobreponham aos valores democráticos reconquistados a partir de 1985 e que hoje correm perigo...
Fica difícil escolher entre ser otimista ou pessimista, quando tantas nuvens negras pairam sobre o Brasil (e também sobre o mundo)... Resta torcer (e rezar!) para que essas nuvens negras ajudem apenas a meteorologia do país (amenizando a seca, enchendo reservatórios, apagando incêndios florestais), mas que não escureçam o horizonte do povo brasileiro.
Mas voltando para a Cultura e as artes, este Mapa vai torcer ainda para o sucesso de mais uma edição da feira de arte Parte, para que ela traga alento para galeristas e artistas nesta reta final de 2017. O evento acontece entre 8 e 12/11, no Clube A Hebraica, em São Paulo.
Para finalizar, o Mapa das Artes agradece a carioca Patricia Costa Galeria de Arte e a artista plástica Claudia Porto pela cessão da imagem da pintura “Aventuras da Alice” (2017), reproduzida na capa desta edição do Mapa das Artes. O Mapa deseja a todos um final de ano cheio de saúde, boas energias e muita esperança.


Celso Fioravante
Editor / mapadasartes@uol.com.br