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Museu de Arte Sacra promove curso libre sobre a Historia das Cores +

O Museu de Arte Sacra de São Paulo promove entre 09/03 e 18/05/18 o Curso Livre sobre o tema "História das Cores", ministrado pela Doutora Professora Vanessa Beatriz Bortulucce. O curso percorre na história das cores, entendidas como objeto de pesquisa em si, o que faz delas importantes componentes para o estudo da sociedade. Consideradas meras coadjuvantes de variadas formas de produção cultural, as cores são consideradas objetos de estudo e as modificações no ofício do historiador, que passou por uma revisão profunda a partir das primeiras décadas do século XX, ampliando o debate acerca de seus objetos e suas metodologias. O conteúdo é voltado para estudiosos de arte, historiadores, profissionais ligados à literatura e comunicação social, pesquisadores, estudantes e demais profissionais que utilizem a imagem em suas atividades, bem como interessados em geral. Os encontros ocorrem às sextas-feiras, das 14h30 às 16h30. Investimento de R$ 550 à vista ou R$ 630 em 3x.
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Mais informações
Museu de Arte Sacra de São Paulo
Luz: av. Tiradentes, 676, prox. ao Metrô Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43.

FAAP promove encontro sobre questões de gênero na arte contemporânea +

A Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) realiza em 21/02/18, às 19h30, o encontro "Questões de Gênero na Arte Contemporânea" com a presença da crítica de arte da revista Select, Paula Alzugaray e a artista Laura Belém. No debate, elas apresentem suas experiências e façam relatos sobre o lugar da mulher e do feminino na produção artística contemporânea brasileira, além de destacar como enfrentaram os rótulos que as envolveram no decorrer de suas trajetórias. Os interessados podem fazer inscrição pelo links http://bit.ly/FAAP-PÓS-21FEV.
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Mais informações:
FAAP
Higienópolis: r. Alagoas, 903, tel. (11) 3662-7198.
www.faap.br

Prêmio Hugo Boss de 2018 anuncia seis finalistas +

O Prêmio Hugo Boss de 2018 anuncia seus seis finalistas, cujas origens e práticas variam desde a África Ocidental e Central à América do Norte. A diretora artística e curadora chefe do Museu Solomon R. Guggenheim (NY), Nancy Spector, anunciou os indicados, exaltando-os por “explorar questões sociais urgentes e fornecer novo vocabulário artístico para examinar temas pessoais e universais”.

São eles: Bouchra Khalili, de Casablanca (Marrocos) e vive e trabalha em Berlim e Oslo; Simone Leighm, de Chicago e reside no Brooklyn; Teresa Margolles, de Sinaloa (México) e vive na Cidade do México; Emeka Ogboh, nascida em Enugu (Nigéria) e atualmente mora em Lagos e Berlim; Frances Stark, de Newport Beach (Califórnia) e reside em Los Angeles; e Wu Tsang, de Worcester (Massachusetts) e também vive em Los Angeles.

O prêmio bienal, administrado pela Fundação Solomon R. Guggenheim, foi lançado em 1996 para “reconhecer a excelência nas artes visuais”. A premiação é uma das maiores em espécie (US $ 100 mil) oferecido a artistas que trabalham no campo da arte contemporânea. Os vencedores do passado incluíram Tacita Dean, Emily Jacir, Hans-Peter Feldmann, Danh Vo, Paul Chan e Anicka Yi.

O vencedor, que ainda será anunciado este ano, também terá destaque com uma exposição individual no museu em 2019. O júri internacional é composto por Nancy Spector, Dan Fox, co-editor da revista Frieze; Sofía Hernández Chong Cuy, curadora da Colección Patricia Phelps de Cisneros; Bisi Silva, diretora artística do Centro de Arte Contemporânea de Lagos; Susan Thompson, curadora associada do Guggenheim; e Joan Young, diretora de assuntos curatoriais do Guggenheim.

A seleção dos artistas indicados ao Hugo Boss Prize e a escolha final do vencedor parece ser influenciada pela turbulência política do momento. Em um comunicado, os jurados disseram que estão atentos a como cada artista “persegue inquéritos profundamente existenciais nas lutas individuais, bem como aqueles com ressonâncias sociais mais amplas e demonstram um compromisso de trazer a arte para o centro dos debates oportunos na sociedade”.

Ron Mueck escala e empilha crânios esculpidos na Trienal da National Gallery +

A inauguração da Trienal da National Gallery of Victoria, em Melbourne,na Austrália, abre suas portas para o trabalho de mais de 100 criativos de 32 países. Entre os artistas, designers, tecnólogos, arquitetos e animadores, está o escultor hiperrealista australiano Ron Mueck, que apresenta seu maior trabalho até agora. A "massa" é uma instalação de 100 formas de crânios humanos empilhados no chão da galeria, onde cada um que se envolve com a arquitetura do espaço. Um estudo sombrio da mortalidade e uma extensão da prática escultórica hiperrealista, onde Mueck desenha a estrutura biológica do crânio considerada por ele como uma das extraordinárias facetas da humanidade. A instalação traz à mente os restos nas catacumbas de Paris, um imponente muro de cabeças humanas que ressoa com um sentimento simultâneo e estranho de impermanência e eternidade. A obra comemora a forma que une toda a humanidade e presta uma homenagem a um símbolo que se inseriu na arte de todas as culturas e religiões. Cercado por caveiras e cobrindo quase todas as paredes das paredes, os visitantes são lembrados da transitoriedade da vida. A Trienal da National Gallery of Victoria começa a partir de 18 de abril de 2018 e é uma exposição gratuita.

Brasil divulga mostra e curadores para 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza +

A participação do Brasil na 16ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, que ocorre entre 26/05 e 25/11/18, conta com o projeto “Muros de Ar” com curadoria dos arquitetos Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho. A mostra, selecionada pela Fundação Bienal de São Paulo, ocupa o pavilhão em resposta ao título “Freespace”, uma reflexão sobre a essência espacial da arquitetura e a sua potencialidade de mediar, pela fruição do espaço vazio, a relação entre as pessoas e os edifícios. Por meio de uma pesquisa coletiva, o projeto propõe a tornar visível as formas de separação espacial e conceitual resultantes dos processos de urbanização do país, além de questionar as diferentes formas de muros que constroem, em diversas escalas, o território brasileiro.

Sobre os curadores:

Gabriel Kozlowski é arquiteto, formado pela PUC-Rio (2011) e mestre em Urbanismo pelo MIT (2015). Atualmente leciona como Teaching Fellow no Departamento de Arquitetura do MIT e trabalha como pesquisador associado no Leventhal Center for Advanced Urbanism. Anteriormente, foi líder de projeto no SENSEable City Lab; pesquisador para o pavilhão dos EUA na 14ª Bienal de Veneza; e co-fundador do coletivo ENTRE. Recebeu entre outros reconhecimentos o Department of Architecture Graduate Fellowship no MIT (2013), o prêmio de melhor tese de mestrado pela mesma Universidade (2015), o MIT-Brazil TVML Seed Fund (2016), e foi selecionado para o Buckminster Fuller Institute’s Catalyst Program (2017).

Laura González Fierro é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México (2002) e mestre em Arquitetura pela Universidade de Columbia GSAPP (2008). Em 2010, fundou +ADD, atuando em Cidade do México, São Paulo e Nova York na área de projetos de arquitetura, urbanismo, design e consultoria. Seu trabalho foi publicado pela Braun Publishing, LEAF Review, PIN-UP entre outros. Paralelamente à prática fundou o LED [Laboratório Experimental a Distância], uma plataforma dedicada a pesquisa multidisciplinar sobre o ambiente construído e as dinâmicas urbanas. Com a gênese que as soluções podem ser encontradas em diversas disciplinas, cria um nexo de fontes conectadas pela tecnologia.

Marcelo Maia Rosa é arquiteto e sócio do escritório Andrade Morettin Arquitetos Associados (2007) vencedor do concurso para nova sede do IMPA-RJ (2015). Marcelo foi responsável pela coordenação do novo museu do Instituto Moreira Salles (2017), em São Paulo. Graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Mackenzie em São Paulo e TU/e, Eindhoven Holanda (2005), com cursos complementares pela Université Paris Sorbonne (2012) e pós graduado pela Escola da Cidade (2017) onde é professor atualmente. Foi curador em 2015 do Global Shapers Community hub São Paulo, iniciativa do World Economic Forum.

Sol Camacho é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México e Paris Val de Seine (2004) mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Harvard (2008). Fundou o escritório RADDAR em São Paulo em 2011, onde desenvolve projetos focados no entorno urbano. Recebeu o Premio Lafarge Holcim Awards (2017) pelo projeto PIPA – Conjunto cultural e comercial em Paraisopolis onde tem uma sede do RADDAR desenvolvendo pesquisa sobre o entorno. Entre outros reconhecimentos Sol foi candidata ao Rolex Mentor and Protege Arts Initiative (2016) ganhou duas vezes a bolsa de Pesquisa FONCA (2012, 2014). Hoje Sol também é diretora Cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro.
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Pavilhão do Brasil
16ª Mostra Internazionale di Architettura – la Biennale di Venezia
Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 - Veneza, Itália.

Bill Gates oferece o Codex Leicester, de Da Vinci, para Florença +

O bilionário rei da tecnologia e amante das artes, da cultura e da filantropia Bill Gates ofereceu o manuscrito de Leonardo da Vinci “Codex Leicester” para que seja exibido em Florença (Itália) pela primeira vez em 35 anos. O manuscrito científico escrito entre 1504 e 1508 ficaria na Galleria Uffizi entre 29/10/2018 e 20/1/2019 para as comemorações de 500 anos de morte de Da Vinci. O manuscrito é composto por Apresenta-se na forma de 18 folhas duplas ou em 72 páginas no formato de 21,8 x 29,5 cm e está conservado no Museu Britânico, em Londres. Inclui estudos de Astronomia, Meteorologia, Hidráulica, Cosmologia, Geologia, Paleontologia e outros estudos cientificos e técnicos. Gates adquiriu o manuscrito em um leilão da Christie´s em Nova York em 11/11/1994 por US$ 30,8 milhões.

Prêmio PIPA divulga nome dos artistas vencedores da edição 2017 +

O Prêmio PIPA 2017 divulga o nome do artista vencedor do Júri de Premiação 2017, composto por Luiz Camillo Osorio, Fernando Cocchiarale, Consuelo Bassanesi, Leda Catunda e Marcelo Campos, e o artista escolhido pelos visitantes da exposição para receber o PIPA Voto Popular Exposição. O evento foi realizado em 18/11 no MAM-Rio, onde também acontece a Exposição dos Finalistas, em cartaz até 26/11/17.

A grande vencedora do Prêmio PIPA 2017 é a artista brasiliense Bárbara Wagner. Ela receberá uma doação financeira e uma participação de três meses em um programa de residência artística da Residency Unlimited, em Nova York, em 2018, em torno do valor do prêmio R$130 mil. Como vencedora, a artista também doará uma obra para o Instituto PIPA.

Bárbara apresenta trabalhos que repensam duas danças típicas do Carnaval pernambucano, o frevo e o maracatu nação. Realizada em parceria com Benjamin de Burca, “Faz que Vai” mostra em vídeo e fotografias a combinação de movimentos do frevo e de danças pop nas performances de quatro bailarinos. E em “A Corte”, retrata integrantes de um grupo de maracatu de Recife momentos antes de desfilarem no Carnaval.

Bárbara Wagner nasceu em Brasília em 1980 e vive e trabalha em Recife. Desde 2011, trabalha em colaboração com o artista Benjamin de Burca (Munique, 1975), com quem participou do 33º e 35º Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, Brasil), da 4ª Bienal do Oceano Índico (La Réunion, França), da 36ª EVA International (Limerick, Irlanda), da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça, da 32ª Bienal de São Paulo (São Paulo, Brasil), do 5º Skulptur Projekte Münster e do 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil.

Já o Vencedor Pipa Voto Popular Exposição é o artista paraense Éder Oliveira. Como o mais votado pelo público ao longo da exposição dos finalistas do Prêmio PIPA, Éder recebeu 643 votos de um total de 1.807 durante o período de votação entre 23/09/17 e 05/1117. O artista receberá uma doação financeira totalizando R$ 24 mil e doará uma obra para o Instituto PIPA.

Éder Oliveira nasceu em Timboteua (Pará), em 1983. Licenciado em Educação Artística, desenvolve sua produção na relação entre os temas retrato, identidade, marginalização e violência na Amazônia, tendo como fonte primária de pesquisa a observação social e as páginas policiais de jornais impressos em Belém. Trabalha em suportes como óleos, intervenções, site-specific e objetos. Suas exposições individuais recentes foram “Pintura – ou a Fotografia como Violência” (Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte, 2017; Kunsthalle Lingen, Alemanha, 2016), “Você é a Seta” (Periscópio, Belo Horizonte, 2016) e “Páginas Vermelhas” (Blau Projects, São Paulo, 2015).

Morre o artista polonês Frans Krajcberg aos 96 anos +

Morre o artista plástico polonês Frans Krajcberg, aos 96 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Seu corpo foi cremado nesta quinta-feira (16/11) e suas cinzas serão enviadas para o sul da Bahia, para o Sítio Natura, em Nova Viçosa onde o artista plástico morava.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo, Krajcberg estudou engenharia na Universidade de Leningrado. Na Segunda Guerra Mundial, perdeu toda sua família no Holocausto e se mudou para Alemanha, onde foi aluno da Academia de Belas Artes de Stuttgart.

Em 1948 chegou ao Brasil e morou no Paraná e no Rio, onde passou a dividir um ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911-2005), a partir de 1956. Na década de 1970, escolheu a Bahia para morar. Engajado ao longo de toda a carreira, ele denunciou os crimes ambientais no país, as devastações das florestas brasileiras, queimadas, exploração de minérios e o desmatamento da Amazônia.

Krajcberg ficou conhecido por suas esculturas feitas de troncos de árvores e raízes queimadas por incêndios destrutivos. “Há, evidentemente, no meu trabalho reminiscências culturais, reminiscências de guerra, que emergem do meu subconsciente”, disse o artista.

Morre a artista Amélia Toledo aos 90 anos +

Morre a artista plástica Amélia Toledo aos 90 anos noite desta terça-feira (07/11) em sua residência em São Paulo. Amélia morreu enquanto dormia. Ela deixa filhos e netos. O velório será realizado nesta quinta-feira (09/11) das 8h às 14h no Cemitério Parque do Morumbi, em São Paulo.

Nascida em São Paulo e ícone da contracultura brasileira, Toledo era escultora, pintora, desenhista e designer, e esteve entre artistas de sua geração, como Anita Malfatti, Waldemar da Costa e Vilanova Artigas; e nos anos 1960 inicia uma carreira de professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie e na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e também no Rio de Janeiro.

Adepta do construtivismo faz sua obra se aproximar da arquitetura e realiza diversos trabalhos para espaços públicos, como o projeto cromático 1996/1998, para a estação Arcoverde do metrô do Rio. Desde a década de 1970, realizou produção baseada nas formas da natureza.

O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo sedia a mostra “Lembrei que Esqueci” que celebra os seus 60 anos de carreira, em cartaz 08/01/18 e curadoria de Marcus Lontra.

33ª Bienal de São Paulo divulga lista de curadores e tema +

A 33ª Bienal de São Paulo divulga os nomes dos artistas que integram a equipe curatorial, a convite do curador-geral o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro. Cada artista deve conceber uma exposição coletiva diferente, da qual participe a acontecer durante o evento previsto para começar em setembro de 2018. Simultaneamente às sete coletivas, a Bienal terá também exposições individuais, a cargo do curador-geral. A lista final dos artistas participantes será divulgada no primeiro semestre de 2018.

Os artistas chamados são Waltercio Caldas (Rio de Janeiro, 1946), Claudia Fontes (Argentina, 1964, residente na Inglaterra), Mamma Andersson (Suécia, 1964), Wura-Natasha Ogunji (EUA, 1970, vive na Nigéria), Alejandro Cesarco (Uruguai, 1975, vive em Nova York), Antonio Ballester Moreno (Espanha, 1977) e Sofia Borges (Ribeirão Preto, 1984, vive em São Paulo).

A ideia é que Waltercio faça uma reflexão histórica sobre a forma e a abstração; Fontes pesquisa relações entre arte e narrativa; Andersson elabora temas de figuração na tradição da pintura, da arte popular até a arte contemporânea; Ogunji reúne um grupo de artistas que compartilham questões sobre a identidade e a diáspora africana; Cesarco pesquisa artistas que trabalham sobre tradução e imagem; Moreno propõe diálogo de sua obra com referenciais que tratam da história da abstração e a relação com a natureza, a pedagogia e a espiritualidade; e Borges pesquisa a tragédia e a forma ambígua.

A edição já tem o tema “Afinidades Afetivas”, inspirado nos títulos de Goethe (Afinidades Eletivas, de 1809) e de uma tese de Mário Pedrosa (Da Natureza Afetiva da Forma na Obra de Arte, de 1949).

Outros nomes da equipe da Bienal são de Alvaro Razuk (arquitetura), Raul Loureiro (identidade visual), Lilian L’Abbate Kelian e Helena Freire Weffort (educativo) e Fabiana Werneck (editorial).

Itaú Cultural lança o edital Rumos 2017-2018 +

O Itaú Cultural recebe inscrições entre 29/08/17 a 03/11/17 para a edição do programa Rumos 2017-2018. Podem participar trabalhos que apontam a diversidade da atual produção artística brasileira e, cada um à sua maneira multimídia, ecoam vozes de resistência à dita normalidade, ao esquecimento de lugares, grupos sociais ou questões distantes dos olhos excludentes da nossa sociedade. Nesta edição a acessibilidade é destaque, com site é compatível com todos os softwares para cegos e pessoas de baixa visão, o regulamento ainda vem acompanhado por vídeos com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os deficientes auditivos não alfabetizados em português podem enviar suas propostas e projetos em Libras.
Para divulgar o edital, o Itaú Cultural visitará todas as regiões do Brasil na Caminhada Rumos, entre 04/09/17 a 26/10/17, passando pelas 27 capitais do país. Neste ano, em algumas cidades – aquelas em que o número de proponentes inscritos costuma ser menor – será realizada uma versão estendida do encontro, a Caminhada Rumos Escuta, que lança um olhar mais apurado para a região.
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Mais informações e inscrições:
www.rumositaucultural.org.br

Biblioteca Mário de Andrade realiza conferência sobre roubo de obras de arte +

A Biblioteca Mário de Andrade realiza em 28/09/17, às 09h, a conferência “Art Law Conference - Obras de Arte e seus temas atuais: uma visão global" sobre os bastidores das transações comerciais do mercado de arte, além de lavagem de dinheiro, importação, exportação e recuperação de obras de arte roubadas ao redor do mundo. O encontro conta com a presença de especialistas como o desembargador Fausto de Sanctis, autor do livro “Lavagem de Dinheiro por meio de Obras de Arte”; a galerista Marcia Fortes e o americano Robert Muller, especialmente convidado para falar sobre a recente discussão na Corte dos Estados Unidos sobre a recuperação de obras de arte roubadas.
Hoje, o catálogo da Interpol lista 34 mil obras roubadas em todo o mundo, e para a maior parte desse acervo não há previsão de recuperação. O roubo de arte é o terceiro maior mercado ilegal em escala mundial, só perdendo para o tráfico de drogas e armas.
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Confira o programa:
9h - Obra de arte e lavagem de dinheiro;
Fausto de Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal
Debatedor: Evaristo Martins de Azevedo, presidente da Comissão de Direito as Artes da OAB – SP.
Mediação: Maria Ignez Mantovani, presidente do ICOM Brasil.

10h15 – Transações com obras de arte, incluindo importação e exportação de obras de arte: registros e declarações alfandegárias - operações permanentes e temporárias
Aline Freitas, advogada sócia do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, mestre em direito público pela PUC-SP.
Gregory Becher, advogado tributarista do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.
Marcia Fortes, diretora da galeria Fortes, D'Alloya, Gabriel
Mediação: Fernando Quintino, sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.

11h30 – Art law recovery: a recente discussão na Corte Americana da recuperação de obras de arte roubadas ou pilhadas ao redor do mundo;
Robert Müller, sócio da empresa Cypress LLP.
Debaredor - Rodrigo Salinas, sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.
Mediação: Fábio Cesnik, presidente do Comitê de Mídia e Entretenimento do IASP.
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Auditório da Biblioteca Mário de Andrade
Centro: r. da Consolação, 94, tel. (11) 3775-0002. www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma

Obra de Lenora de Barros é capa de catálogo norte-americano +

A obra "Poema" (1979), da artista paulistana Lenora de Barros (Galeria Millan), ilustra a capa do catálogo da mostra "Radical Women: Latin American Art, 1960-1985" e também a fachada principal do Hammer Museum, em Los Angeles. A mostra apresenta cerca de 260 obras (fotografias, vídeos, técnicas mistas e experimentações) produzidas por mais de cem artistas de 15 países. Entre as selecionadas estão ainda Vera Chaves Barcellos, Neide Sá, Ana Vitória Mussi, Claudia Andujar, Carmela Gross, Martha Araújo, Regina Vater, Lygia Clark, Anna Bella Geiger, Leticia Parente, Regina Silveira, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Ana Mendieta, Liliana Porter, Marta Minujín, Zilia Sánchez e Feliza Bursztyn, A mostra acontece no Hammer Museum, em Los Angeles, entre 15/9 e 31/12/17, e depois segue para o Brooklyn Museum, em Nova York, entre 13/4 e 29/7/2018. A mostra faz parte do projeto “Pacific Standard Time: LA/LA”, uma iniciativa da Getty Foundation de Los Angeles, que reúne diversas instituições artísticas do sul da Califórnia sob um único tema: explorar o diálogo entre a cidade de Los Angeles (e arredores) e a arte latino-americana.

Bienal do Mercosul anuncia curador, novo presidente e datas de sua 11ª edição +

A Bienal do Mercosul, que tradicionalmente ocorre nos anos ímpares, confirmou o adiamento da sua 11ª edição para 2018. O anuncio foi feito em uma coletiva de imprensa realizada em 15/12/16, em Porto Alegre (RS), onde a Fundação anunciou também Gilberto Schwartsmann como presidente da próxima gestão e Alfons Hug como curador geral da edição, que terá como título “O Triângulo do Atlântico”.
Adiada por efeitos da crise econômica que assola o Brasil, a 11ª edição da Bienal do Mercusul vai ocorrer entre 05/04 e 04/06/18 em espaços culturais da capital gaúcha, como no MARGS, o MAC-RS e no Santander Cultural, além de ocupar espaços públicos.
O crítico de arte e curador Alfons Hug, que já atuou nas Bienais de Veneza, São Paulo, Curitiba, Montevideo, Dakar e na Bienal do Fim do Mundo (no sul da Argentina), comentou que o projeto da mostra fundamenta-se nas influências culturais dos três vértices históricos da América Latina - as matrizes europeia, americana e africana.
Gilberto Schwartsmann, presidente da gestão, declarou que a 11ª Bienal vai trabalhar com um valor orçamentário inicial de R$ 3 Milhões: "um orçamento modesto, porém, realista. Se houver a confirmação de fundos extras no decorrer da captação de recursos, poderemos expandir alguns componentes da Bienal e ampliar o orçamento".
Outro ponto dessa edição será o aprofundamento das discussões dos conteúdos programáticos da 11ª Bienal em áreas afins do conhecimento, como por exemplo, a criação de uma programação musical ou literário com base na temática “O Triângulo do Atlântico” e seus desdobramentos na música e na literatura contemporâneas. "Uma vez que um dos vértices do projeto é a contribuição artística do continente Africano à arte contemporânea, o tema 'arte africana contemporânea' será trabalhado em maior profundidade em seminários, palestras e debates", explica Schwartsmann.