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Morre o artista polonês Frans Krajcberg aos 96 anos +

Morre o artista plástico polonês Frans Krajcberg, aos 96 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Seu corpo foi cremado nesta quinta-feira (16/11) e suas cinzas serão enviadas para o sul da Bahia, para o Sítio Natura, em Nova Viçosa onde o artista plástico morava.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo, Krajcberg estudou engenharia na Universidade de Leningrado. Na Segunda Guerra Mundial, perdeu toda sua família no Holocausto e se mudou para Alemanha, onde foi aluno da Academia de Belas Artes de Stuttgart.

Em 1948 chegou ao Brasil e morou no Paraná e no Rio, onde passou a dividir um ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911-2005), a partir de 1956. Na década de 1970, escolheu a Bahia para morar. Engajado ao longo de toda a carreira, ele denunciou os crimes ambientais no país, as devastações das florestas brasileiras, queimadas, exploração de minérios e o desmatamento da Amazônia.

Krajcberg ficou conhecido por suas esculturas feitas de troncos de árvores e raízes queimadas por incêndios destrutivos. “Há, evidentemente, no meu trabalho reminiscências culturais, reminiscências de guerra, que emergem do meu subconsciente”, disse o artista.

Morre a artista Amélia Toledo aos 90 anos +

Morre a artista plástica Amélia Toledo aos 90 anos noite desta terça-feira (07/11) em sua residência em São Paulo. Amélia morreu enquanto dormia. Ela deixa filhos e netos. O velório será realizado nesta quinta-feira (09/11) das 8h às 14h no Cemitério Parque do Morumbi, em São Paulo.

Nascida em São Paulo e ícone da contracultura brasileira, Toledo era escultora, pintora, desenhista e designer, e esteve entre artistas de sua geração, como Anita Malfatti, Waldemar da Costa e Vilanova Artigas; e nos anos 1960 inicia uma carreira de professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie e na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e também no Rio de Janeiro.

Adepta do construtivismo faz sua obra se aproximar da arquitetura e realiza diversos trabalhos para espaços públicos, como o projeto cromático 1996/1998, para a estação Arcoverde do metrô do Rio. Desde a década de 1970, realizou produção baseada nas formas da natureza.

O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo sedia a mostra “Lembrei que Esqueci” que celebra os seus 60 anos de carreira, em cartaz 08/01/18 e curadoria de Marcus Lontra.

33ª Bienal de São Paulo divulga lista de curadores e tema +

A 33ª Bienal de São Paulo divulga os nomes dos artistas que integram a equipe curatorial, a convite do curador-geral o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro. Cada artista deve conceber uma exposição coletiva diferente, da qual participe a acontecer durante o evento previsto para começar em setembro de 2018. Simultaneamente às sete coletivas, a Bienal terá também exposições individuais, a cargo do curador-geral. A lista final dos artistas participantes será divulgada no primeiro semestre de 2018.

Os artistas chamados são Waltercio Caldas (Rio de Janeiro, 1946), Claudia Fontes (Argentina, 1964, residente na Inglaterra), Mamma Andersson (Suécia, 1964), Wura-Natasha Ogunji (EUA, 1970, vive na Nigéria), Alejandro Cesarco (Uruguai, 1975, vive em Nova York), Antonio Ballester Moreno (Espanha, 1977) e Sofia Borges (Ribeirão Preto, 1984, vive em São Paulo).

A ideia é que Waltercio faça uma reflexão histórica sobre a forma e a abstração; Fontes pesquisa relações entre arte e narrativa; Andersson elabora temas de figuração na tradição da pintura, da arte popular até a arte contemporânea; Ogunji reúne um grupo de artistas que compartilham questões sobre a identidade e a diáspora africana; Cesarco pesquisa artistas que trabalham sobre tradução e imagem; Moreno propõe diálogo de sua obra com referenciais que tratam da história da abstração e a relação com a natureza, a pedagogia e a espiritualidade; e Borges pesquisa a tragédia e a forma ambígua.

A edição já tem o tema “Afinidades Afetivas”, inspirado nos títulos de Goethe (Afinidades Eletivas, de 1809) e de uma tese de Mário Pedrosa (Da Natureza Afetiva da Forma na Obra de Arte, de 1949).

Outros nomes da equipe da Bienal são de Alvaro Razuk (arquitetura), Raul Loureiro (identidade visual), Lilian L’Abbate Kelian e Helena Freire Weffort (educativo) e Fabiana Werneck (editorial).

Itaú Cultural lança o edital Rumos 2017-2018 +

O Itaú Cultural recebe inscrições entre 29/08/17 a 03/11/17 para a edição do programa Rumos 2017-2018. Podem participar trabalhos que apontam a diversidade da atual produção artística brasileira e, cada um à sua maneira multimídia, ecoam vozes de resistência à dita normalidade, ao esquecimento de lugares, grupos sociais ou questões distantes dos olhos excludentes da nossa sociedade. Nesta edição a acessibilidade é destaque, com site é compatível com todos os softwares para cegos e pessoas de baixa visão, o regulamento ainda vem acompanhado por vídeos com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os deficientes auditivos não alfabetizados em português podem enviar suas propostas e projetos em Libras.
Para divulgar o edital, o Itaú Cultural visitará todas as regiões do Brasil na Caminhada Rumos, entre 04/09/17 a 26/10/17, passando pelas 27 capitais do país. Neste ano, em algumas cidades – aquelas em que o número de proponentes inscritos costuma ser menor – será realizada uma versão estendida do encontro, a Caminhada Rumos Escuta, que lança um olhar mais apurado para a região.
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Mais informações e inscrições:
www.rumositaucultural.org.br

Biblioteca Mário de Andrade realiza conferência sobre roubo de obras de arte +

A Biblioteca Mário de Andrade realiza em 28/09/17, às 09h, a conferência “Art Law Conference - Obras de Arte e seus temas atuais: uma visão global" sobre os bastidores das transações comerciais do mercado de arte, além de lavagem de dinheiro, importação, exportação e recuperação de obras de arte roubadas ao redor do mundo. O encontro conta com a presença de especialistas como o desembargador Fausto de Sanctis, autor do livro “Lavagem de Dinheiro por meio de Obras de Arte”; a galerista Marcia Fortes e o americano Robert Muller, especialmente convidado para falar sobre a recente discussão na Corte dos Estados Unidos sobre a recuperação de obras de arte roubadas.
Hoje, o catálogo da Interpol lista 34 mil obras roubadas em todo o mundo, e para a maior parte desse acervo não há previsão de recuperação. O roubo de arte é o terceiro maior mercado ilegal em escala mundial, só perdendo para o tráfico de drogas e armas.
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Confira o programa:
9h - Obra de arte e lavagem de dinheiro;
Fausto de Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal
Debatedor: Evaristo Martins de Azevedo, presidente da Comissão de Direito as Artes da OAB – SP.
Mediação: Maria Ignez Mantovani, presidente do ICOM Brasil.

10h15 – Transações com obras de arte, incluindo importação e exportação de obras de arte: registros e declarações alfandegárias - operações permanentes e temporárias
Aline Freitas, advogada sócia do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, mestre em direito público pela PUC-SP.
Gregory Becher, advogado tributarista do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.
Marcia Fortes, diretora da galeria Fortes, D'Alloya, Gabriel
Mediação: Fernando Quintino, sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.

11h30 – Art law recovery: a recente discussão na Corte Americana da recuperação de obras de arte roubadas ou pilhadas ao redor do mundo;
Robert Müller, sócio da empresa Cypress LLP.
Debaredor - Rodrigo Salinas, sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.
Mediação: Fábio Cesnik, presidente do Comitê de Mídia e Entretenimento do IASP.
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Auditório da Biblioteca Mário de Andrade
Centro: r. da Consolação, 94, tel. (11) 3775-0002. www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma

Obra de Lenora de Barros é capa de catálogo norte-americano +

A obra "Poema" (1979), da artista paulistana Lenora de Barros (Galeria Millan), ilustra a capa do catálogo da mostra "Radical Women: Latin American Art, 1960-1985" e também a fachada principal do Hammer Museum, em Los Angeles. A mostra apresenta cerca de 260 obras (fotografias, vídeos, técnicas mistas e experimentações) produzidas por mais de cem artistas de 15 países. Entre as selecionadas estão ainda Vera Chaves Barcellos, Neide Sá, Ana Vitória Mussi, Claudia Andujar, Carmela Gross, Martha Araújo, Regina Vater, Lygia Clark, Anna Bella Geiger, Leticia Parente, Regina Silveira, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Ana Mendieta, Liliana Porter, Marta Minujín, Zilia Sánchez e Feliza Bursztyn, A mostra acontece no Hammer Museum, em Los Angeles, entre 15/9 e 31/12/17, e depois segue para o Brooklyn Museum, em Nova York, entre 13/4 e 29/7/2018. A mostra faz parte do projeto “Pacific Standard Time: LA/LA”, uma iniciativa da Getty Foundation de Los Angeles, que reúne diversas instituições artísticas do sul da Califórnia sob um único tema: explorar o diálogo entre a cidade de Los Angeles (e arredores) e a arte latino-americana.

Bienal do Mercosul anuncia curador, novo presidente e datas de sua 11ª edição +

A Bienal do Mercosul, que tradicionalmente ocorre nos anos ímpares, confirmou o adiamento da sua 11ª edição para 2018. O anuncio foi feito em uma coletiva de imprensa realizada em 15/12/16, em Porto Alegre (RS), onde a Fundação anunciou também Gilberto Schwartsmann como presidente da próxima gestão e Alfons Hug como curador geral da edição, que terá como título “O Triângulo do Atlântico”.
Adiada por efeitos da crise econômica que assola o Brasil, a 11ª edição da Bienal do Mercusul vai ocorrer entre 05/04 e 04/06/18 em espaços culturais da capital gaúcha, como no MARGS, o MAC-RS e no Santander Cultural, além de ocupar espaços públicos.
O crítico de arte e curador Alfons Hug, que já atuou nas Bienais de Veneza, São Paulo, Curitiba, Montevideo, Dakar e na Bienal do Fim do Mundo (no sul da Argentina), comentou que o projeto da mostra fundamenta-se nas influências culturais dos três vértices históricos da América Latina - as matrizes europeia, americana e africana.
Gilberto Schwartsmann, presidente da gestão, declarou que a 11ª Bienal vai trabalhar com um valor orçamentário inicial de R$ 3 Milhões: "um orçamento modesto, porém, realista. Se houver a confirmação de fundos extras no decorrer da captação de recursos, poderemos expandir alguns componentes da Bienal e ampliar o orçamento".
Outro ponto dessa edição será o aprofundamento das discussões dos conteúdos programáticos da 11ª Bienal em áreas afins do conhecimento, como por exemplo, a criação de uma programação musical ou literário com base na temática “O Triângulo do Atlântico” e seus desdobramentos na música e na literatura contemporâneas. "Uma vez que um dos vértices do projeto é a contribuição artística do continente Africano à arte contemporânea, o tema 'arte africana contemporânea' será trabalhado em maior profundidade em seminários, palestras e debates", explica Schwartsmann.